Categoria: Dicas

Dúvidas na administração do condomínio? Conheça o Manual do Síndico!

Pode-se comparar a administração de um condomínio hoje em dia com a de uma pequena empresa. São muitos os cuidados que o síndico deve tomar para que a gestão ocorra dentro da lei e sem muita dor de cabeça. 

Com o propósito de facilitar a sua gestão, viemos falar sobre o Manual do Síndico, um guia contendo diversas dicas e informações importantes para administração de seu condomínio. Atualmente é preciso ter uma gestão muito profissional, pois cada vez mais, é exigido maior conhecimento e responsabilidade nessa função. 

Para ser um bom síndico é preciso sempre saber ouvir as reclamações dos condôminos, ser político, humilde, bom comunicador. E, principalmente, ser um bom líder.

Separamos algumas dicas para que o síndico possa consultar em caso de dúvida, porém, é sempre bom lembrar que os desafios vão muito além dos aqui listados. Por isso, além de consultar esse guia, não deixe também de recorrer ao seu gerente de contas para que seu condomínio possa contar com a qualidade e segurança da assessoria de nossos profissionais especializados.

Para conferir nossas dicas, acesse aqui, e confira o Manual que preparamos para que sua gestão seja um sucesso. 

 

5 dicas para festas de fim de ano em seu condomínio

No período das férias, cresce a preocupação dos síndicos e administradoras de condomínio. Os cuidados vão muito além da decoração de natal, o volume de acesso aumenta e alguns cuidados são importantes para garantir o conforto e a segurança dos condôminos e seus convidados.

Separamos algumas dicas para você curtir a virada do ano com tranquilidade!

Planeje-se! 

O planejamento é necessário em todas as áreas da vida. Ao ser colocado em prática pode-se evitar diversos problemas que surgem em cima da hora.

Segurança

É normal nessa época do ano um volume maior de festas, o que traz também um aumento no número de convidados e pessoas estranhas ao condomínio. Caso haja piscina, é recomendado que seja proibido o uso para evitar acidentes, e também, o uso de bebidas alcoólicas nas áreas comuns de circulação. 

Visitas

Informe previamente a administração interna do seu condomínio se a sua unidade irá receber convidados. Entregue com antecedência na portaria a lista tanto de convidados, como também de eventuais fornecedores. Assim, o controle de entrada e saída fica mais seguro, beneficiando a todos.

Barulho

Respeite o próximo! Nas festas com um grande número de pessoas, normalmente, é difícil conter o barulho. Porém, os condôminos devem ficar atentos à Lei do Silêncio. Não podemos esquecer também dos fogos de artifício. Algumas pessoas tem pavor de fogos, os animais não gostam e ainda corre o risco de incêndio, então fique atento!

Reserve o salão de festas

Esse período é sempre o mais concorrido em relação ao uso do salão de festas. Devido à grande procura, nunca deixe para fazer sua reserva na última hora. Faça com antecedência, garanta sua vaga e evite dor de cabeça. 

Lembre-se: uma convivência harmoniosa é a garantia de viver em um local tranquilo.

Com Selic a 4,5%, vale mais a pena comprar ou alugar um imóvel?

 

Se a intenção for moradia e o valor financiado for menor, pode ser interessante adquirir a casa própria. Para investir, há opções melhores

Comprar ou alugar um imóvel? 

Um tempo atrás, considerando só a matemática, sem contar questões sentimentais, a resposta mais comum a essa pergunta era de que comprar não valia a pena. O valor dos imóveis no Brasil havia passado por uma alta muito grande, os juros do financiamento eram caros e deixar o dinheiro na renda fixa dava um retorno muito melhor.

Mas agora o cenário é outro. A taxa básica de juros Selic está em 4,5% ao ano, seu menor nível histórico. E os juros de financiamento imobiliário também caíram para os menores percentuais já registrados, embora ainda não sejam uma bagatela. Do outro lado, deixar o dinheiro na renda fixa já não dá muito retorno. Para completar, o preço dos imóveis residenciais têm passado por uma certa estagnação, já que os valores subiram menos que a inflação.

Diante dessa mudança de quadro, neste momento bastante peculiar da economia, será que comprar imóvel pode voltar a ser uma alternativa interessante? Se o objetivo for sair do aluguel, a depender do quanto será financiado, pode sim valer a pena comprar, dizem especialistas. Mas ainda depende de vários fatores, como região, estabilidade do seu emprego, valor da entrada e até o seu perfil de risco nos investimentos.

Comprar para morar

A presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Cristiane Portella, avalia que há dois fatores que acabam pendendo a balança mais para o lado da aquisição do imóvel.

O primeiro é que, com os últimos anos de mercado imobiliário em marcha lenta, há um bom estoque de imóveis disponível. Embora o preço nominal tenha subido um pouco, ele ainda não se recuperou de fato e, na média, avança abaixo da inflação. Isso faz com que o investimento inicial seja um pouco menor, proporcionalmente, que em outros momentos da história recente do Brasil.

Em segundo lugar, ela pontua que as taxas de juros imobiliários, que são de longo prazo, nunca estiveram num nível tão baixo. “As pessoas que adquirem hoje vão fazer um financiamento de 30 anos com essa taxa de juros. E a gente fala de uma subida de juros daqui a dois, três anos. É um conforto pra quem está comprando algo cujos preços ainda não subiram, com boa oferta. Neste momento, é mais vantagem adquirir do que alugar. Mas claro que é uma decisão muito particular da pessoa”, afirma.

De acordo com o fundador e presidente do comparador de juros Melhortaxa, Rafael Sasso, o consumidor precisa avaliar o custo de oportunidade: vale a mais a pena fazer um financiamento e pagar juros ou não comprar agora e investir a grana da entrada, acumulando o rendimento?

“Para moradia, vale a pena comprar financiado. Se procuro uma casa para comprar para sair do aluguel, a taxa de juros e dos bancos está na baixa histórica. Pode até ter mais redução de taxa. Está num momento em que o mercado imobiliário ainda não voltou com força e que dá para fazer uma boa compra. Daqui a seis meses, de repente cai (mais) a taxa, mas os imóveis vão se valorizar”, diz.

Entre comprar e alugar, um conselho de planejadores financeiros costuma ser o seguinte: aplicar o dinheiro da entrada do imóvel e usar os rendimentos para pagar parte do aluguel ou até o valor integral. Mas com a rentabilidade dos investimentos mais conservadores comprometida como está agora, fica mais difícil multiplicar o dinheiro aplicado. Para ter um retorno mais interessante e tentar cobrir as altas do aluguel, o investidor teria de se arriscar mais na renda variável. Mas nem todos têm esse perfil.

Outra ponderação dos especialistas é que, pelo histórico inflação e juros no Brasil, é possível que as taxas voltem a subir nos próximos anos. Se isso ocorrer, o custo do financiamento poderia ficar abaixo dos juros que você receberia quando investisse na renda fixa, o que seria um excelente negócio. É algo incomum, mas isso já aconteceu, lembra Sasso.

Ainda no governo de Dilma Rousseff, houve uma queda da Selic, seguida de uma alta. Quem fez contratos de empréstimo a longo prazo acabou pagando um pouco menos ao banco do que recebeu posteriormente em aplicações de renda fixa.

“É um momento interessante, uma oportunidade boa. O crédito nos bancos está mais baixo e a portabilidade está funcionando. Então se a taxa de juro cair mais um ponto percentual, posso migrar para outra instituição. Desse prisma, faz sentido comprar”, diz ele.

Atenção ao CET (não o marronzinho da rua)

Sasso pondera ainda que quem pensa em comprar deve ter em mente os demais custos do financiamento, aqueles que vão além da taxa de juros e que acabam encarecendo o processo de compra. Fique atento, portanto, ao Custo Efetivo Total (CET), que inclui seguro e tarifas do banco.

Para ele, também é importante avaliar o bairro onde deseja morar. Às vezes, um aluguel possibilita que uma família possa morar numa região mais central, onde não teria condições de bancar um imóvel. Nesses casos, o aluguel ainda pode ser mais interessante.

Um levantamento do Melhortaxa mostra que o preço de um aluguel no Itaim Bibi, região nobre de São Paulo, teria o custo de uma parcela inicial de um imóvel mais barato, num bairro menos cobiçado da capital paulista. No entanto, o financiamento no Sistema de Amortização Constante (SAC) tem as prestações iniciais mais caras e as finais, mais baratas — ou seja, aos poucos a parcela do financiamento ficaria mais distante do valor do aluguel.

Simulação de financiamento imobiliário

Valor do Imóvel Valor Financiado Prazo em Meses Juros Efetivo Ano CET (Custo Efetivo Total Ano) Primeira Parcela Última Parcela Soma das Parcelas Renda Necessária
R$ 300.000,00 R$ 270.000,00 360 7,30% 8,20% R$ 2.439,77 R$ 807,57 R$ 595.780,49 R$ 8.132,56
R$ 500.000,00 R$ 450.000,00 360 7,30% 8,07% R$ 4.049,61 R$ 1.329,28 R$ 986.967,49 R$ 13.498,71
R$ 750.000,00 R$ 675.000,00 360 7,30% 8,00% R$ 6.061,92 R$ 1.981,42 R$ 1.475.951,23 R$ 20.206,41
R$ 1.000.000,00 R$ 900.000,00 360 7,30% 7,97% R$ 8.074,23 R$ 2.633,55 R$ 1.964.934,98 R$ 26.914,10
R$ 1.200.000,00 R$ 1.080.000,00 360 7,30% 7,96% R$ 9.684,07 R$ 3.155,27 R$ 2.356.121,98 R$ 32.280,25

Fonte: Melhortaxa

Por outro lado o aluguel tende a sofrer reajuste todo ano, conforme a inflação medida pelo IGP-M (ou o índice que esteja no contrato). No fim de 30 anos, quem financiou pelo SAC um apartamento em um bairro menos cobiçado, depois desse prazo estaria pagando menos mensalmente do que quem permaneceu no aluguel em um bairro nobre.

Os especialistas consultados pelo Valor Investe também alertam que, se a compra do imóvel não for à vista, exige mais cuidados. O consumidor deve entender os riscos de se comprometer com um bem caro e de baixa liquidez (difícil de transformar em dinheiro). É uma dívida que costuma ser longa, portanto, avalie os riscos de perda de emprego (fonte de renda) e o quanto você pagará no total de juros ao fim do prazo de financiamento.

Comprar para investir

Investir em imóveis diretamente não é tão fácil quanto possa parecer. Ainda existe uma mentalidade, por conta do “boom” imobiliário que tivemos no Brasil, de que imóvel sempre se valoriza. Mas isso nem sempre ocorre. É um risco. Pode se valorizar e pode também se desvalorizar. E as circunstâncias que mexem com o preço de um imóvel muitas vezes são externas e difíceis de controlar.

Além disso, o proprietário tem diversas obrigações, como pagamento de impostos, arcar com reformas, condomínio, comissões de corretores e lidar com inquilinos. Você ainda sofre risco de vacância (que é o imóvel ficar desocupado) e de calote. Precisa cuidar da estrutura para que ela não se desvalorize. Se precisar vender, o bem pode ficar um tempo encalhado, como vem acontecendo nos últimos anos.

Se a intenção é investir em tijolos, uma opção um pouco mais atrativa para quem não é especialista nesse tipo de ativo é partir para fundos imobiliários. “O fundo imobiliário facilita, por questões de liquidez e custo que se tem com vacância. O mercado de aluguel está voltando, mas vejo o de aquisição numa velocidade mais acelerada”, diz Cristiane.

“Quando se fala de investimento, é diferente de moradia, não tem o componente emocional. Imagina gerir um imóvel, dá um trabalho grande, tem custo com imobiliária. Valorização ou não desse imóvel ao longo do tempo é um risco. Também tem que avaliar se tenho dinheiro para comprar à vista ou vou financiar. Porque financiar um investimento gera um custo que não vale a pena”, afirma Sasso. Para ele, os fundos fazem mais sentido se a intenção é investir.

Embora o retorno do aluguel tenha melhorado, ficando 4,72% ao ano em novembro, ele ainda está abaixo de outras aplicações. Nos fundos imobiliários, há retorno de 0,5% ao mês, ou cerca de 6% ao ano, melhor que aplicações no CDI, por exemplo. E se a idéia é risco (no caso dos imóveis de vacância e liquidez), sempre há opções de fundos de renda variável que podem compor uma carteira diversificada com risco moderado e uma rentabilidade melhor.

Mesmo com todos os argumentos lógicos, ainda há uma disputa entre razão e emoção quando se fala de comprar ou alugar. Depende se você tem o sonho da casa própria, se tem apego a um bairro, se prefere poder se mudar, se quer um imóvel mais personalizado.

Fonte: Valor Investe

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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