Home office e condomínio

O home office é uma tendência do mercado e, talvez, a solução do milênio. Cada vez mais empresas estão aderindo ao trabalho flexível e remoto. Atualmente, só no Brasil, cerca de 30% das companhias permitem que seus colaboradores trabalhem de casa. Estudos recentes também apontam que essa nova forma de trabalho é considerada um benefício e melhora, inclusive, a produtividade dos funcionários.

Mas, e os condomínios residenciais que estão convivendo com profissionais que trabalham de casa, como devem agir?

De acordo com a equipe jurídica da ABADI (Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis), não há como impedir a ação, desde que a atividade não incomode os demais moradores ou invada as áreas comuns do condomínio. Apesar de já estar expandido em diversas carreiras, o home office, se exercido em um apartamento, não pode esbarrar nas legislações condominiais.

E se o home office começar a incomodar os vizinhos e funcionários do condomínio?

Nesse caso, o primeiro contato deve ser feito pelo síndico. Uma conversa para esclarecer os o que vêm incomodando os demais moradores geralmente resolve o problema.

O que é permitido?

• Exercer atividades que não demandem excesso de visitas
• Receber visitar ou clientes, desde que os mesmos não circulem pelas áreas comuns do condomínios
• Atividades que não demandem além do usual do consumo de água, luz, gás e etc

O que não é permitido?

• Funções que gerem grande fluxo de pessoas no condomínio
• Visitas ou clientes que fiquem circulando pelas áreas comuns do condomínio
• O uso do hall como sala de espera
• Atividades que façam muito barulho, envolvam produtos tóxicos ou odores fortes

Fonte: Abadi

Ponto comercial: como reformá-lo sem dor de cabeça?

Se você tem um ponto comercial, mas está insatisfeito com a disposição de paredes, móveis, iluminação e com a decoração, como um todo, dele, provavelmente seus visitantes e clientes também estão, não é verdade? Será que já não é hora de pensar numa reforma para esse ambiente?!

O visual desse espaço interfere, e muito, na percepção e nas escolhas do cliente, podendo resultar no sucesso ou fracasso de uma negociação. Por isso, a seguir, separamos algumas dicas para quem quer reformar um ponto comercial. Confira e saiba mais sobre o assunto!

  • Planejamento

É necessário pensar, com antecedência, em alguns fatores, como, por exemplo, as demandas do negócio, o tempo da reforma e o quanto isso impactará no financeiro da empresa etc. Devem-se planejar as rotinas que serão feitas, desde o atendimento ao cliente e estocagem de produtos, até questões administrativas. Tente achar soluções para atender a todas essas necessidades (anteriormente mencionadas), levando em conta, principalmente, as necessidades dos clientes.

  • Projeto

Pontapé inicial da obra, o projeto norteará a mesma durante todo o processo. Um profissional (arquiteto, engenheiro civil ou decorador) deve ser contratado para esse fim, evitando estresses e problemas desnecessários. Da mesma forma, um profissional deve ser encarregado de gerenciar a obra e o andamento do projeto feito.

  • Mão de obra

Fator essencial em qualquer reforma, deve ser bem pesquisado e analisado. Escolha uma equipe profissional, com experiência e boas indicações, verificando se eles têm as habilidades específicas para a obra em questão. Muitas vezes, o próprio profissional que faz o projeto já tem sua equipe de trabalho, o que facilita o processo, além de garantir a confiança.

  • Cronograma

A obra deve ter data para começar, bem como acabar. Principalmente se tratando de um ponto comercial, onde as atividades da empresa ficam suspensas, geralmente, o cumprimento dos prazos é essencial. Discuta com os profissionais contratados sobre o planejamento do tempo, fazendo uma previsão realista e que não atrapalhe tanto seus negócios.

  • Instalação elétrica

Além da área administrativa, onde funcionam os computadores, impressoras e outras máquinas, o espaço de atendimento ao cliente precisa de uma boa iluminação e outros equipamentos, que pedem uma instalação eficiente dos circuitos elétricos. Por isso, um eletricista capacitado é parte fundamental do projeto.

Esperamos que tenhamos te ajudado, com essas sugestões, a planejar e executar melhor a reforma do seu local de trabalho. Lembrando que imprevistos acontecem, interferindo no prazo e orçamento estipulados, mas, com um bom planejamento e uma equipe com excelentes profissionais, tudo ficará mais fácil.

Consumidor deve analisar perfil antes de optar por tarifa branca de energia

A partir de 1º de janeiro de 2018, os consumidores poderão solicitar a adesão à tarifa branca de energia elétrica, que é a adoção de preço diferente de acordo com o horário de consumo. Com a tarifa branca, a energia consumida fora do horário de pico será mais barata, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Entretanto, é importante que cada consumidor conheça o seu perfil de consumo na hora de optar entre a tarifa branca e a convencional.

O analista de mercado da Proteste, Rafael Bomfim, alerta que a tarifa branca pode ser muito boa ou muito ruim, dependendo do perfil de consumo. Para ele, quem optar por essa tarifa tem que ser capaz de aproveitar os horários fora de ponta. “Conheça bastante as regras e verifique a possibilidade de se adaptar aos melhores horários da tarifa”, disse. “Se é um consumidor que tem a rotina rígida, não é aconselhável”.

Com as novas regras, nos dias úteis o preço da energia poderá ser dividido em três horários: ponta, intermediário e fora de ponta. As faixas variam de acordo com a distribuidora. O horário de ponta, com a energia mais cara, terá duração de três horas, na parte da noite. A taxa intermediária será uma hora antes e uma hora depois do horário de ponta. Nos feriados nacionais e nos fins de semana, o valor é sempre fora de ponta.

Aderir à tarifa branca será opcional e estará disponível para as novas ligações e com unidades que consomem mais de 500 quilowatts-hora (kWh) por mês. Em um prazo de 12 meses, será oferecido para unidades com média anual de consumo superior a 250 kWh por mês e, em até 24 meses, para as demais unidades consumidoras.

Atualmente, existe apenas a tarifa convencional, que tem valor único cobrado pela energia consumida e é igual em todos os dias, em todas as horas. A tarifa diferenciada não valerá para os grandes consumidores, como as indústrias, nem para quem é incluído na tarifa social de energia.

Para aderir à tarifa branca, os consumidores precisam formalizar sua opção na distribuidora, e quem não optar por essa modalidade continuará sendo cobrado pelo sistema atual. “Nós alertamos para o consumidor não migrar por impulso para a tarifa branca, para não ter surpresa ruim na conta”, disse Bomfim, explicando que será possível retornar para a cobrança convencional, caso o consumidor não se adapte.

Também será preciso instalar um novo tipo de medidor de energia. A troca deverá ser feita em até 30 dias e os custos do medidor e do serviço serão de responsabilidade da distribuidora.

No site da Aneel, estão disponíveis exemplos de situações em que é mais vantajoso migrar para a tarifa branca.

Capacidade do sistema

A tarifa branca cria condições que incentivam alguns consumidores a deslocar o consumo dos períodos de ponta para aqueles em que a rede de distribuição de energia elétrica tem capacidade ociosa.

O consultor de energia do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Clauber Leite, explica que o sistema de energia é projetado para atender à máxima demanda, mas que, na maior parte do dia, fica ocioso. “A tarifa branca é uma política adequada, ela é boa porque acaba barateando e dando mais eficiência ao sistema como um todo”, disse.

Para Leite, em longo prazo, a medida pode ajudar a adiar os investimentos. “Anualmente, o número de consumidores cresce. Então, para atender à demanda está sendo prevista uma carga máxima do sistema. Se consegue deslocar esse pico, o investimento pode ser postergado e isso pode gerar benefícios na tarifa”, explicou.

Fonte: Agência Brasil

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