Categoria: Mercado

Seis razões para proceder ao registro do seu imóvel

É comum que adquirentes de um imóveis relaxem após tomar para si a posse do bem, quitando as prestações ou encargos derivados da respectiva promessa de compra e venda.

No entanto, acabam esquecendo de proceder a transferência da titularidade do imóvel perante o Registro Geral de Imóveis (RGI) e assim deixam de desfrutar das vantagens que destacamos abaixo:

1. Valorização do imóvel perante o mercado imobiliário:

Uma das principais vantagens de efetuar a regularização do imóvel se encontra na ampliação do valor mercadológico do imóvel, que varia significativamente em função da oponibilidade do referido registro perante toda a sociedade.

2. Admissibilidade de financiamento imobiliário:

Inúmeras pessoas investem pesado nas benfeitorias imobiliárias e após ampliar consideravelmente o valor do seu imóvel, encontram dificuldades para vendê-lo, a medida que os bancos só financiam imóveis devidamente registrados no RGI.

3. Faculdade de Impor Ônus Reais:

É interessante frisar que somente os proprietários de imóveis devidamente registrados podem estabelecer sobre o bem ônus reais. Como a hipoteca, usufruto, entre outras formas de garantias reais.

4. Direito de Ação Reivindicatória da Propriedade:

Somente proprietários de imóveis devidamente registrados possuem a faculdade de propor ações reivindicatórias de propriedade, perante terceiros que venham injustamente a ameaçar ou restringir o seu direito de proprietário.

5. Segurança da indenização plena em caso de desapropriação:

Com frequência a administração pública precisa suprimir o direito à propriedade privada em detrimento ao interesse público, assegurando apenas ao proprietário indicado no RGI, a justa e prévia indenização determinada por lei.

6. Agilização na Partilha:

Uma clara consequência dos benefícios ao registrar o imóvel se deduz no momento da partilha em vida ou por mortes causa, uma vez que não surgem dúvidas quanto a real titularidade do bem, reduzindo assim o índice de processos relativos a extensão do espólio ou sobre a amplitude da capacidade para fazer doações em vida.

(JusBrasil)

 

Olimpíadas: 80% dos aluguéis por temporada já foram fechados

Foi dada a largada para os aluguéis por temporada para as Olimpíadas. Na contramão do marasmo que ronda o mercado imobiliário, o evento trouxe boas oportunidades para os investidores. Segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) no Rio, 80% das unidades disponíveis na cidade com este perfil de contrato já estão alugadas para a época do evento. Além disso, espera-se que todas as ofertas sejam esgotadas na região da Barra da Tijuca e da Zona Sul nos próximos meses.

Parte dessa expectativa vem da alta nas buscas. Faltando menos de cem dias para os jogos, a procura por estes imóveis já é 20% maior do que a registrada na Copa do Mundo, em 2014. Também há uma alta de 20% em relação ao último Carnaval e 30% em comparação com o final de ano, épocas tradicionalmente mais disputadas na cidade.

CONTAGEM REGRESSIVA

— Acredito que, no máximo 30 dias antes das Olimpíadas, não vai haver mais ofertas na região da Barra. Na Zona Sul, esse esgotamento se dará a uns dez dias dos jogos — prevê o diretor do Creci, Laudimiro Cavalcanti.

Com o mar para peixe desse jeito, as diárias ficaram mais salgadas: chegam a R$ 2.500 num apartamento de três quartos na Barra. Houve, inclusive, uma peculiar inversão na lógica do mercado carioca: os valores médios na Barra, principalmente na Avenida Abelardo Bueno, nas proximidades das instalações esportivas, estão maiores do que na Zona Sul. A média da diária num três quartos em Ipanema ou Leblon gira em torno de R$ 900, segundo o Creci. Centro, Glória e Catete têm os preços mais baixos, com diárias de até R$ 550 num três quartos.

Cavalcanti espera que o momento deixe um rastro de oportunidades para o mercado. Como o evento levará uma série de melhorias em infraestrutura para a Zona Oeste, a vocação desta parte da cidade para o turismo será ainda mais sublinhada.

— A gente espera uma valorização imobiliária de até 15% em 2017 — calcula ele.

Quem tem imóvel para alugar divide-se entre expectativa e empolgação. A advogada Ana Leonora faz parte de um grupo de pessoas que administra 20 apartamentos de dois quartos em um mesmo condomínio, em frente ao Parque Olímpico. Ela é dona de um deles, que foi adquirido justamente para este tipo de locação.

— Atualmente, está alugado para um engenheiro que trabalha no Parque Olímpico desde o ano passado. Mas, quando ele sair, seguirei alugando por temporada, porque a região tem muita vocação para isso. Há muitos eventos, obras e grandes empresas naquela área — diz ela.

Ana já recebeu propostas para as Olimpíadas, mas ainda não bateu o martelo. Ela quer fechar os contratos em datas mais próximas ao evento, para conseguir cifras mais altas.

— Espero uma diária de aproximadamente R$ 1.200 — aposta.

Sites que negociam este tipo de aluguel, por sua vez, contabilizam aumento de demanda. No AlugueTemporada, a procura por hospedagem no período dos jogos é 52 vezes maior que no mesmo intervalo no ano passado. Cerca de 80% da demanda concentram-se em três bairros: Copacabana (46,2%), Barra da Tijuca (22,6%) e Ipanema (10,7%). Já o valor médio mais alto está no Leblon, onde uma diária em uma unidade que comporta cinco pessoas sai por R$ 1.464.

— Temos mais de 3.500 imóveis anunciados na cidade. Para o período das Olimpíadas, temos cerca de 1.100 disponíveis para a primeira semana do evento, 990 para a segunda e 1.300 para a terceira — lista a gerente da plataforma, Mariana Bastos, acrescentando que houve bairros que chegaram a dobrar a quantidade de imóveis anunciados entre fevereiro de 2015 e o mesmo mês de 2016.

Já a psicóloga Patrícia, que prefere não revelar o sobrenome, vai aproveitar a ocasião para ganhar uma grana extra e passar uma temporada na casa de amigos, na Serra Fluminense. Ela vai deixar o apartamento de três quartos no Leblon, durante a temporada, para alugá-lo. A princípio, quer negociar diárias de US$ 500, mas está aberta a negociações. Diferente das estimativas do Creci, ela está achando o mercado devagar.

— Acho que está mais difícil que na Copa, porque tem muita oferta. Por enquanto, fechei com uma família de Belém por cinco dias — conta ela.

NOVAS ELEVAÇÕES

Para o professor de MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e Construção Civil da Fundação Getulio Vargas, Paulo Pôrto, os preços ainda podem sofrer um aumento de até 15% nos próximos meses. Mas segurar o imóvel para aproveitar essa elevação pode ser arriscado.

— Se esperar demais, o proprietário pode ficar com fome. Já chegamos a um bom patamar — alerta.

Segundo ele, o volume de buscas não está ainda maior porque a rede hoteleira aumentou muito em relação à Copa. Porém, a concorrência com esses locais é vantajosa, sobretudo para o público estrangeiro.

— O valor de R$ 1.600 equivale a cerca de US$ 400. Isso é o valor de uma diária num hotel de quatro a cinco estrelas em Los Angeles — compara ele, destacando o conforto de estar em um apartamento completo, e não confinado em um quarto.

Aproveitar a temporada é bom, mas tomar os devidos cuidados é fundamental para quem aluga. Como recomenda o advogado Arnon Velmovitsky, especialista em direito imobiliário, é importante obter algum tipo de informação do candidato, mesmo estrangeiro, através de buscas na internet.

— Se for brasileiro, o proprietário pode fazer uma sindicância no Serasa. Além disso, no contrato devem constar claramente estado do imóvel, prazo, valor do aluguel e depósito para garantia dos móveis, dos utensílios e do próprio imóvel — aconselha.

OS PREÇOS MÉDIOS DAS DIÁRIAS

Barra (Av. Abelardo Bueno): R$ 1.400 a R$ 1.700 (dois quartos) e R$ 1.800 a R$ 2.500 (três quartos)

Barra (Av. das américas): R$ 1.000 (dois quartos) e R$ 1.300 a R$ 1.700 (três quartos)

Recreio e Vargem grande: R$ 500 a R$ 700 (dois quartos) e a partir de R$ 800 (três quartos)

Copacabana: R$ 500 a R$ 700 (dois quartos) e R$ 700 a R$ 1.000 (três quartos)

Ipanema e Leblon: R$700 a R$ 850 (dois quartos) e a partir de R$ 900 (três quartos)

Centro, Glória e Catete: R$ 300 a R$ 450 (dois quartos) e R$ 400 a R$ 550 (três quartos)

Tijuca e maracanã: R$ 400 (dois quartos) e R$ 500 a R$ 600 (três quartos)

Fonte: Creci-Rio

(O Globo)

Aluguel x Compra: o que é melhor pra você?

Olá, pessoal! Muita gente fica na dúvida na hora de escolher seu cantinho entre alugar ou comprar um imóvel, não é mesmo?! Para ajudar essas pessoas, preparamos um post com algumas dicas para tentar sanar essa dúvida.

Na decisão de comprar um imóvel, alguns fatores, pessoais e econômicos, pesam, já que pode ser um investimento arriscado. Para decidir se deve mesmo comprar um imóvel, leve em consideração a situação do mercado de trabalho e as perspectivas do mesmo. Se há o risco de perder o emprego ou de uma mudança salarial, por exemplo, deve-se pensar bem se o investimento de comprar uma casa vale o risco.

Pense também na real necessidade em comprar uma casa/apartamento ou se morar num lugar alugado vale mais à pena. Leve em consideração o “custo de oportunidade”, pois seu dinheiro pode ficar mais um tempo no banco, rendendo.

Se os juros estiverem altos e a perspectiva é de que esse quadro não mude por um tempo razoavelmente longo, é vantagem aproveitar-se desse momento e deixar os recursos da família numa boa aplicação financeira, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Assim, passados alguns meses ou poucos anos, a condição para a compra do imóvel pode ser bem mais favorável e vantajosa.

Cautela nunca é demais! Essa decisão, de suma importância, deve ser tomada com bastante calma e levando em conta todos os aspectos que rodeiam sua vida pessoal e profissional. No atual momento do país, a opção mais indicada, falando de uma forma bem geral, é o aluguel.

Esperamos ter ajudado você a decidir o melhor caminho para seguir!

 

* Informações tiradas do Portal ZAP Pro

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