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Caixa esgota recursos e endurece financiamento da casa própria

Responsável por 68% do mercado de financiamento imobiliário no Brasil, a Caixa Econômica Federal tomou recentemente duas decisões que dificultaram o acesso dos brasileiros ao sonho da casa própria.

Em julho, o banco suspendeu a linha de crédito mais barata para o financiamento imobiliário e, depois, derrubou de 90% para 80% o percentual do imóvel que é financiado pela instituição.

Ou seja, aumentou de 10% para 20% o valor mínimo da entrada a ser desembolsada pelo comprador.

O advogado especialista em direito imobiliário Marcelo Tapai afirma que as medidas tomadas recentemente pela Caixa foram motivadas pela falta de dinheiro. Ele observa que o banco estatal chegou na situação atual devido a uma falta de planejamento governamental.

– A falta de dinheiro [na Caixa] ocorre por absoluta desorganização. O governo federal usa a Caixa como instrumento político para fazer anúncios, alavancar uma parte da economia e depois o negócio não funciona. Em dezembro do ano passado, aumentaram o valor do imóvel financiado com o fundo de garantia e agora não se tem dinheiro para o pró-cotista.

Dados obtidos com exclusividade pelo R7, via Lei de Acesso à Informação, mostram que a linha de crédito pró-cotista teve o segundo melhor semestre da história em contratos firmados (22.344) entre janeiro e junho de 2017 (veja quadro abaixo) – em julho, porém, essa forma de financiamento viria a ser congelada pelo banco.

Esse nível só é inferior aos 30.716 contratos assinados no segundo semestre de 2015.

Na comparação entre o primeiro semestre de 2017 e o mesmo período de 2016, houve aumento de 31,4% nos contratos firmados. Já em relação aos últimos seis meses do ano passado, o banco fechou, na linha pró-cotista, 62,8% contratos a mais nos primeiros seis meses de 2017.

Tapai explica que os financiamentos oferecidos pelo pró-cotista têm que passar por uma liberação prévia do governo. Diante da situação, ele avalia que algo “inesperado” resultou na suspensão da linha.

– O governo calculou mal a quantidade de financiamento que as pessoas iriam precisar e acabou faltando dinheiro. Esse dinheiro do pró-cotista não é o mesmo que a Caixa utiliza para qualquer outra pessoa.

Informações preliminares apontam que o governo federal liberou R$ 6,136 bilhões para a manutenção do pró-cotista nos primeiros meses de 2017. Para todo o ano passado, a linha de crédito recebeu R$ 7 bilhões dos cofres públicos.

O professor da EESP (Escola de Economia de São Paulo), da FGV (Fundação Getulio Vargas), Alberto Ajzental avalia que há a possibilidade de a Caixa ter utilizado os recursos que tinha do pró-cotista no momento em que foram solicitados.

– Eu não sei qual é a diferença de você emprestar para todo mundo nos seis primeiros meses do ano ou ficar segurando o dinheiro para o ano inteiro. Tanto faz.

Ajzental observa que os bancos atravessam um momento em que estão mais seletivos na concessão de crédito devido às incertezas presentes na economia.

– Eu acho que duas coisas aconteceram: o mercado não é tão tomador de crédito e os bancos devem estar mais restritos.

Ao suspender o pró-cotista até 2018, a Caixa afirmou que os recursos disponibilizados para a referida linha já haviam sido utilizados. O banco diz que emprestou nos primeiros seis meses deste ano “mais que todo ano de 2015”. A instituição ressalta que, em 2017, havia um orçamento previsto “de R$ 84 bilhões para toda a carteira imobiliária, sendo R$ 6,1 bilhões para a linha pró-cotista”.

Impacto no mercado

Para Tapai, as medidas tomadas recentemente pela Caixa podem impactar o mercado imobiliário de forma negativa. Ele afirma que as decisões podem, inclusive, aumentar o volume de distratos de imóveis adquiridos na planta.

– O consumidor que se planejou adequadamente estava contando com o empréstimo que já havia sido disponibilizada com determinada taxa de juros. O imóvel ficou pronto e mudou tudo.

Fonte: R7, Economia

Para lidar com o novo IPTU

Com a aprovação, pela Câmara, das mudanças na cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) na última semana, o aumento nas taxas está a poucos passos de se concretizar. O prefeito Marcelo Crivella precisa apenas analisar se acata ou veta as emendas apresentadas pelo Legislativo.

Segundo o Executivo, o aumento médio no IPTU gira em torno de 37%. Mas estudos de entidades como a Federação do Comércio do Estado do Rio preveem que em casos como o de imóveis comerciais de Jacarepaguá o aumento do IPTU poderá chegar a 153%, e o do ITBI, a 325%.

Com a iminência das elevações nas taxas, cabe aos contribuintes se organizarem para evitar surpresas. Segundo o advogado Arnon Velmovitsky, é importante saber como questionar os valores, caso desconfiem de erros. Podem indicar equívocos questões como divergência da área, da idade do imóvel e dos fatores que constam no IPTU, além de valor venal acima do esperado.

– A prefeitura solicita que o contribuinte se manifeste através de petição e anexe fotos. Porém, para obter o resultado desejado, é importante consultar um engenheiro que avalie o caso e faça um laudo dessa avaliação, que viabilizará a redução – descreve ele.

O advogado Armando Miceli acrescenta que o contribuinte também poderá requerer a revisão dos dados cadastrais decorrentes do “Projeto Atualiza”, em que a prefeitura, de ofício, revisou os dados dos imóveis.

– Neste caso, o contribuinte deverá abrir um processo na prefeitura fornecendo os documentos exigidos – diz ele, citando como exemplo o original e a cópia da guia de notificação de lançamento expedida em decorrência do projeto e fotos que demonstrem as alegações.

Fonte: O Globo

 

Isolamento acústico para a sua casa

As construções atuais possuem estruturas e divisórias mais finas e ocas, o que poupa espaço e, principalmente, dinheiro. Porém, essa solução acaba trazendo um problema: os barulhos e ruídos são facilmente ouvidos e propagados – às vezes, até de um apartamento para o outro.

Pensando nessa questão, resolvemos abordar, na matéria de hoje, algo que soluciona esse inconveniente: o isolamento acústico. Ele pode ser feito em paredes, pisos, coberturas e fachadas de residências, fazendo com que os ruídos não se espalhem tão facilmente.

Vale lembrar que, desde 2013, de acordo com a ABNT (Associação Brasileia de Normas Técnicas), foram estabelecidos índices mínimos de isolamento, devendo a construtora ser responsável por essa tarefa, ao fazer o condomínio, casa ou prédio – já que é melhor pensar nesse assunto durante a construção.

Há alguns materiais que ajudam a absorver o som, impedindo que os ruídos passem de um ambiente para o outro, como, por exemplo, mantas de isolamento, vidros duplos, paredes espessas e portas e janelas com boa vedação. Preste atenção nas situações-problema a seguir e nas soluções que trouxemos para cada uma delas!

  • Barulhos gerais

Portas e janelas bem vedadas impedem que o som passe para outros ambientes. Atenção na vedação! Portas ocas podem ser trocadas por de madeira maciça. Uma vegetação densa, de diferentes alturas também pode funcionar como uma barreira acústica. Jardins verticais são ótimas soluções para apartamentos. Além de lindos, têm essa função.

  • Eco

Para resolver problemas de reverberação do som, inclua tapetes, peças e painéis de madeiras, poltronas e cortinas (com tecido mais grosso) ao cômodo – inclua texturas e materiais macios ao ambiente para melhorar o isolamento acústico dele.

  • Barulho passando pelas paredes

As mais espessas (como com tijolos maciços) ou as ocas (como Drywall) preenchidas com revestimento interno são melhores para evitar a propagação do som. Se o barulho passar pelas paredes de fachadas ou internas, use placas de lãs de rocha, painéis de madeira ou gesso acartonado. Também vale pendurar tapetes nas paredes.

  • Ruído vindo do piso

Pisos frios (como porcelanatos) provocam muito eco. O melhor revestimento para o chão, que ajuda a isolar o som, é o carpete. Tacos de madeira, mármores ou pisos vinílicos também são ótimas opções. Para quem for fazer reformas: antes do piso e depois do contrapiso podem ser aplicadas mantas acústicas. Novamente, os tapetes, em qualquer cômodo, também ajudam a reter o som.

  • Barulho vindo do teto

Telhados sem forro ou laje transmitem muito os sons. Por isso, é importante garantir que ele tenha um bom forro. Uma manta acústica pode ser colocada entre a telha e ele (forro), minimizando ainda mais a passagem de som e melhorando a acústica da casa.

E então, o que você achou dessas dicas que trouxemos? Esperamos que elas te ajudem a melhorar o isolamento acústico do seu lar, para que os barulhos dos vizinhos não te incomodem mais, e também para que você não atrapalhe ninguém! #FicaADica

 

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