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Atenção à segurança nas portarias

Nesta segunda-feira (28/8), dois assaltantes renderam moradores na portaria de um edifício na Tijuca, invadiram e fizeram uma família refém no quarto andar. Com a ação da polícia, os bandidos não concretizaram o assalto e nenhum morador ficou ferido. Mas a ocorrência chama a atenção para a importância de os condomínios do Rio, principalmente daqueles localizados em áreas mais perigosas da cidade, estarem atentos às estratégias de segurança predial.

O consultor em segurança predial do Secovi Rio, Raimundo Castro – um dos maiores especialistas no assunto no País – explica que, em muitos casos de invasão, os moradores têm grande responsabilidade. “Ao entrar e sair do prédio, o morador deve observar se há pessoas nas proximidades. Havendo alguma movimentação estranha, ele não deve entrar nem sair. Tem que ligar imediatamente para a polícia e avisar aos familiares para que alertem o porteiro”, ensina.

A garagem também pode representar um risco. Antes de entrar com o carro, o morador deve observar se há algum veículo atrás e se está em situação suspeita. Tem que tentar reparar também se os ocupantes são moradores. “O porteiro também tem grande responsabilidade, ele deve estar atento ao monitor para detectar a presença de estranhos nas proximidades, principalmente quando as pessoas estiveram próximas aos portões de acesso, evitando a abertura dos portões até a eliminação da suspeita”, completa Castro.

Dever de casa

Embora muitas situações de violência sejam incontornáveis, na maioria das vezes é possível evitar invasões com cuidados simples. Na cartilha “Trilogia – Práticas para um Condomínio Seguro”, elaborado em 2006 com a supervisão do consultor Raimundo Castro, há dicas para síndicos, moradores e porteiros. Outra publicação, intitulada “Cartilha de Segurança Condominial”, lançada em 2016, pode ser consultada na seção de Publicações do site do Secovi. 

Secovi Rio

Mercado imobiliário teme prejuízos com aumento do IPTU no Rio

Desde que o prefeito Marcelo Crivella trouxe a público a sua intenção de mudar as regras de cobrança do IPTU e do ITBI, o mercado imobiliário acompanha com apreensão as discussões em torno do tema. E a aprovação do projeto na última terça-feira, em primeira discussão na Câmara Municipal, por 32 votos a 18, só fez aumentar as preocupações. Se por um lado o executivo alega a necessidade de corrigir as defasagens na arrecadação, por outro os representantes do setor temem que a elevação achate o preço do aluguel e torne ainda mais difícil manter os imóveis ocupados num mercado que luta para se restabelecer.

Como o GLOBO vem divulgando, a proposta da prefeitura, cuja votação final está prevista para quinta-feira, prevê que o valor do IPTU seja reajustado em até 70%, em média, para imóveis residenciais em bairros como Santa Teresa, Centro e Zona Portuária. Na cidade toda, o aumento médio seria de 36%, segundo a Secretaria Municipal de Fazenda. Mas entidades como a Fecomércio fizeram simulações que indicam casos em que o imposto pode ser reajustado em até 153% para unidades comerciais. Já um levantamento solicitado à própria secretaria municipal pela bancada do PSOL prevê que a cobrança deve ficar, em média, até 47,99% mais cara em toda a cidade.

— O aluguel já está muito espremido pelos altos custos dos condomínios, que aumentaram com a inflação e a elevação das despesas. Como os proprietários não conseguem mexer nesse valor, acabam reduzindo o aluguel, já que o mercado não está num bom momento e é regido pela “lei” da oferta e da procura. Agora, com o aumento do IPTU, essa cobrança ficará ainda mais achatada. É um obstáculo a mais que o setor terá que enfrentar — prevê o vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio), Leonardo Schneider.

A situação é ruim também para quem tem imóvel vazio, como ele acrescenta. Caso sejam aprovadas as mudanças, a cobrança do imposto, normalmente repassada ao inquilino, vai pesar mais ainda no bolso dos proprietários.

Para tentar mudar o rumo das decisões, o Secovi e outras dez entidades sindicais e privadas enviaram uma carta conjunta à presidência da Câmara Municipal, às lideranças partidárias e a cada vereador, solicitando um debate público, no qual os critérios por trás das mudanças possam ser explicados e discutidos. O encontro vai acontecer amanhã na Câmara e a ideia é encontrar alternativas para essa cobrança.

— Minha expectativa é de que haja algum tipo de reajuste, mas com uma situação escalonada, em que a gente não sofra um impacto tão direto, com percentuais tão altos. Espero que algum tipo de emenda estabeleça que isso possa ser feito de maneira mais suave, em alguns anos, dividido em parcelas — afirma Schneider.

Faltou diálogo

O engenheiro econômico e especialista em finanças da Universidade Veiga de Almeida (UVA) Haroldo Monteiro também não vê com bons olhos as propostas apresentadas até agora.

— Mais uma vez, o governo faz com que o público arque com a sua ineficiência. Mais tributos significa menos dinheiro no bolso da população, que consumirá menos, fazendo com que haja menos renda disponível para compras — critica ele. — Esta medida vem num momento em que existe uma recessão forte, principalmente em nosso estado, prejudicando o reaquecimento da economia.

Apesar de os temores serem maiores em torno do mercado de locação, Monteiro acha que o setor de compra e venda também sofrerá impactos, embora mais sutis.

— Dependendo da região onde houve o aumento, poderá gerar um pequeno desaquecimento na margem. Mas vejo impacto limitado somente para quem financia uma grande parte de seus imóveis e ficam com seus orçamentos domésticos mais apertados — calcula ele.

Já o vice-presidente da administradora de imóveis Renascença, Alexandre Parente, teme que as novas taxas façam com que inquilinos passem a entregar os apartamentos, em busca de alternativas mais baratas.

— As pessoas podem, por exemplo, migrar para bairros mais baratos ou até retornar para a casa dos pais. E a taxa de vacância, que gira em torno de cinco meses na cidade, pode ficar ainda maior em determinadas regiões — alerta ele.

O gerente geral de condomínios da Apsa, Jean Carvalho, endossa a lista de críticas que as propostas vêm recebendo. Para ele, a elevação pode até mesmo aumentar a inadimplência do IPTU. Além disso, Carvalho questiona a própria justificativa de defasagem apresentada pelo executivo.

— O que vemos no mercado é que a prefeitura tem atualizado os valores venais dos imóveis. Portanto, não considero que esteja defasado, já que o tributo se dá em função disso. Somente do ponto de vista dos endereços isentos é que acredito caber algum tipo de revisão. Não é justo alguns pagarem e outros não — diz ele.

Defasagem de 20 anos

Em meio à enxurrada de reclamações que a proposta de reajustes nos valores do IPTU vem recebendo, a prefeitura defende a mudança sob o argumento da desatualização no método de cobrança.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Fazenda enfatizou que a Planta Genérica de Valores da cidade não é atualizada desde 1997. Por isso, os valores venais descritos para os 25 mil logradouros ou trechos de logradouros existentes geram distorções no imposto.

As revisões, segundo a pasta, propõem justamente essa atualização da planta e levam em consideração a capacidade contributiva dos proprietários. “Atualmente, os valores venais para os imóveis residenciais equivalem, em média, a 1/6 do valor de mercado do imóvel. Pela proposta, esses parâmetros seriam ajustados para, em média, 1/4 do valor de mercado”, diz o texto.

A secretaria argumenta também que o texto prevê o escalonamento dos valores atualizados. Em 2018, apenas metade do valor adicional do imposto será lançado no carnê e, somente em 2019, o contribuinte passaria a pagar o valor total.

“Sabemos que o momento pelo qual a nossa economia passa traz dificuldades para todos os setores, o mesmo sendo válido para os entes públicos. (…) Essa falta de atualização tem gerado desequilíbrios que precisam ser corrigidos. Para se ter uma ideia, dos 1,9 milhão de imóveis cadastrados, 1,1 milhão pagam IPTU”, diz o texto.

Presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), o economista Mauro Osório concorda com os argumentos apresentados pelo município. Segundo ele, aproximadamente 2/3 dos imóveis na cidade não pagam o imposto, o que é um motivo bastante razoável para a revisão. Da mesma maneira, o IPTU per capita na cidade também reforça a essa necessidade.

— Este índice é atualmente de R$ 358,28. Com as mudanças, iria para R$ 430. Para se ter uma ideia, em São Paulo o valor é R$ 626,84 e em Niterói, R$ 620,11 — ilustra ele. — É claro que não podem propor algo que seja impagável. Mas, ao meu ver, as propostas apresentadas estão dentro de um limite justo.

(O Globo)

A importância dos corretores de imóveis

O corretor de imóveis é o profissional que auxilia qualquer pessoa num momento de compra, venda ou aluguel de alguma propriedade. Mas isso todo mundo já sabe! Porém, para enaltecer sua importância (e de suas responsabilidades), resolvemos abordar esse assunto no post de hoje. Confira abaixo!

Ser um corretor de imóveis pode se tornar, em alguns casos, uma profissão ingrata. Isso se você espera reconhecimento e, mesmo fazendo um bom trabalho, sente que não é valorizado. Porém, algumas atitudes podem ser tomadas para reverter esse quadro! A seguir, falamos sobre as prioridades:

  • Manter-se atualizado

Um bom corretor deve se manter atualizado sempre, não só em relação aos imóveis disponíveis ou não, mas também sobre o mercado imobiliário nacional e internacional, além de saber técnicas de vendas e sobre a legislação que interfere no seu trabalho.

Dessa forma, você, corretor, exercerá melhor seu trabalho, conseguindo, de fato, ajudar seu cliente, nas mais diversas dúvidas e questionamentos que ele possa ter, cumprindo seus objetivos (seu e dele), tendo, com isso, sua importância enaltecida.

  • Ajudar o cliente

Ponto chave para qualquer corretor, manter um bom relacionamento com os clientes, buscando ajudá-los a resolver suas questões, deve ser o maior objetivo desse profissional. A compra, venda ou aluguel de um imóvel é algo muito importante na vida de qualquer pessoa, e o corretor precisa ter essa sensibilidade.

Tendo mais conhecimento sobre o mercado, deve auxiliar o consumidor, aconselhá-lo e, escutando e prestando muita atenção em suas necessidades e desejos, buscar satisfazê-los, guiando-o na tomada da melhor decisão possível, de acordo com as circunstâncias.

  • Divulgação do imóvel

Faz parte das atribuições do corretor saber quais as melhores formas de divulgação de um imóvel. Nesse momento (de divulgação), também vale enaltecer pontos importantes do condomínio, bairro, região… Enfim, dados complementares aos dados do imóvel, em si.

De forma resumida, o corretor é o profissional que auxiliará o cliente durante todo o processo de aluguel, venda ou compra de um imóvel. Tendo formação para tal, além de fazer parte do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), o que é essencial, ele conta com conhecimentos específicos sobre diversas áreas.

Desde a parte burocrática, incluindo informações sobre pagamentos, financiamentos e procedimentos legais, até as visitas aos imóveis… Tudo fica mais fácil de ser entendido e resolvido com o auxílio de um bom corretor de imóveis, que estará sempre disposto a ajudar e melhor atender o cliente.

Ao agir dessa forma, corretor, você próprio valoriza sua profissão e, com isso, tende a ser mais valorizado pelos seus clientes, além dos colegas de trabalho. Assim, o reconhecimento é consequência, tendendo a vir com o tempo, já que você estará desenvolvendo suas responsabilidades e competências da melhor forma.

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