Conta de luz no Rio cairá 2,6% em abril

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou oficialmente no dia 29 de março que os consumidores de energia deixarão de pagar custos extras nas contas de luz a partir de abril, por causa da mudança da bandeira amarela para a verde. A alteração já havia sido antecipada pelo Ministério de Minas e Energia no início deste mês.

Para o consumidor do Rio, a mudança representará uma redução na tarifa. Segundo cálculos da Light, para uma residência com consumo de 200 quilowatts-hora (Kwh) por mês, o que representa a média dos lares da cidade, a conta vai cair de R$ 153,51 para R$ 149,55 por mês. Na prática, isso representa uma redução de 2,6% ou R$ 3,96, já incluindo os impostos.

Segundo a Aneel, três fatores contribuíram para o fim da cobrança extra na conta de luz. O primeiro foi a melhora no nível dos reservatórios com o volume de chuvas durante o verão. O segundo fator foi a redução da demanda por energia, com o impacto da crise econômica. E o terceiro aspecto foi a entrada em operação de novas usinas. Além disso, o desligamento de 5 mil megawatts em usinas termelétricas no início de março também ajudou a levar a bandeira para o nível mais baixo, o verde, a partir de abril.

Desde janeiro do ano passado, o país adotou o sistema de bandeiras tarifárias. Elas funcionam como um sinal de trânsito, mostrando as condições da geração de energia. Em janeiro deste ano, quando estava em vigor a bandeira vermelha, a cobrança extra era de R$ 4,50 a cada cem quilowatts-hora (Kwh) consumidos. A bandeira vermelha indica um alto custo de geração, com o acionamento de um número maior de usinas termelétricas, que produzem energia mais cara. Esse valor caiu a R$ 3 em fevereiro. Em março, o país adotou a bandeira amarela, um patamar intermediário, no qual o custo extra é de R$ 1,50. Com a adoção da bandeira verde, será a primeira vez que o brasileiro deixará de arcar com algum tipo de cobrança extra na conta de luz desde que o sistema entrou em vigor.

As mudanças adotadas na cobrança este ano já permitiram uma redução de até 8% nos gastos com energia elétrica nos últimos três meses, de acordo com cálculos do economista e consultor Paulo Bruck. Segundo ele, porém, a queda só não foi maior para o consumidor porque algumas distribuidoras já anunciaram reajustes na conta de luz.

Ele cita o exemplo da Ampla, que aumentou sua tarifa em 7,38%, em média. Cada distribuidora tem uma data para o reajuste anual de acordo com o contrato de concessão:

— Para o ano, o preço da energia elétrica no país deve fechar em zero ou pouco acima de zero, dependendo da cotação do dólar, que influencia nos valores das tarifas de luz.

A mudança para a bandeira verde deve trazer mais alívio para a inflação. Em 2015, a energia elétrica foi a principal vilã do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com alta acumulada de 51%. O índice oficial de inflação encerrou o ano passado com alta de 10,67%.

Leilão de energia

A revisão da bandeira tarifária, no entanto, já começou a pressionar os índices de preços para baixo. Na prévia da inflação de março, o item teve deflação de 2,87% e ajudou na desaceleração do IPCA-15, cujo acumulado em 12 meses desacelerou para 9,95%, de volta ao patamar de um dígito.

Neste mês, o Itaú Unibanco passou de uma perspectiva de variação nula da energia elétrica neste ano para redução de 3%.

“A redução nos valores da conta de luz neste ano, após alta de 51% no ano passado, será proporcionada pelo alívio em componentes que tinham pressionado os custos do setor em 2015”, segundo relatório do banco de 10 de março, após o anúncio da bandeira verde em abril.

A diretoria da Aneel também aprovou ontem o edital para realização do leilão para geração de energia a partir de 2021 (conhecido como A-5). O leilão ocorrerá no dia 29 de abril. Foram inscritos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) 1.055 novos empreendimentos, que poderão gerar 47,6 mil MW a partir de cinco anos. Desse total, a maior parte dos empreendimentos é de usinas térmicas (52%) e eólicas (45%). Não há nenhuma usina hidrelétrica de grande porte prevista no leilão.

Vizinhos, difícil convivência

Sônia Malagrici já viveu momentos tensos como síndica há 20 anos de um prédio no Flamengo. O pior deles foi ter apartado uma briga entre moradores, em que a vítima acabou sendo seu óculos de grau, espatifado no chão. O motivo da celeuma foi um vazamento em que as partes se culpavam.

– O porteiro chamou a polícia e queriam me levar para a delegacia para ser testemunha – relembra ela.

O caso vivido por Sônia faz parte do dia a dia dos prédios. Barulho, cachorros e obras estão no topo do ranking das reclamações levantadas pelo Departamento Jurídico do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), baseado em consultas feitas por síndicos, moradores e outros gestores condominiais.

– As pessoas têm a falsa premissa que dentro do seu apartamento podem fazer o que quiser. Mas não é bem assim. Quando os moradores compram um apartamento, estão preocupados com a localização e esquecem de identificar se as regras que disciplinam o condomínio são adequadas ao seu estilo de vida – lembra o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio, Alexandre Corrêa.

O professor André Luiz Junqueira, autor do livro “Condomínios – Direitos e deveres” e especialista em negociação pela Universidade de Harvard, afirma que, apesar de tantos problemas, a grande maioria não toma medidas jurídicas para resolver. Ele fez uma pesquisa com cerca de 300 casos que chegaram ao seu escritório nos últimos anos.

– Mais da metade não procura a Justiça pelos mais variados motivos: o morador acredita que a culpa é do síndico ou não age pela ideia de impunidade do judiciário. O reclamante limita- se a falar com síndico ou manda notificação para administradora. Dos outros 50% que entram com ação, apenas 15% chegam a um acordo amigável – explica ele, que observa ainda que os problemas entre vizinhos têm aumentado ano a ano:

– A realidade é viver cada vez mais próximo. Hoje, os condomínios de casas são minoria. Com muita gente vivendo em espaços pequenos é difícil não ter problema com vizinhos- diz.

Outros pontos fortes de atrito nos condomínios são as vagas na garagem, traquinagens das crianças e vazamentos. De acordo com o gerente do Núcleo de Consultores de uma Administradora, Valnei Ribeiro, no caso dos carros, deve estar previsto na convenção se as vagas são numeradas e/ou demarcadas.

– O primeiro passo é notificar, orientar. Se voltar a acontecer, é caso de multa – diz Valnei.

No que se refere às crianças, o respeito aos locais das brincadeiras é a reclamação mais frequente.

– As regras devem constar no regimento interno, mas o síndico deve divulgar as que regulamentam cada espaço.

Em relação aos vazamentos, os ocorridos em áreas comuns são de responsabilidade do condomínio. Quando a infiltração vem do encanamento horizontal, que tem a função de ligar cada apartamento à coluna, a responsabilidade é dos moradores. Num vazamento vindo do apartamento de cima, o primeiro passo é avisar o vizinho e aguardar até dez dias para que o reparo seja feito. Se nada for feito, o síndico pode multar o morador.

(O Globo)

 

Inscrições abertas para o Dia do Síndico

O que te motiva a ser síndico é:

( ) o desejo de melhorar o lugar em que vive?

( ) a sensação de dever cumprido?

( ) o senso de responsabilidade?

( ) o reconhecimento externo?

( ) todas as alternativas anteriores?

Independente da resposta, esse é o momento de festejar as conquistas alcançadas. O Secovi Rio, seu parceiro de todas as horas, realiza a tradicional celebração do Dia do Síndico. Venha comemorar conosco em um baile dançante promovido especialmente para você! O evento é gratuito e as vagas são limitadas. O ingresso social é dois quilos de alimentos não perecíveis.

 Caravanas especiais do interior

Síndicos dos municípios fluminenses onde há escritórios regionais do Secovi Rio contarão com serviço de transporte gratuito para o evento. Entre em contato com o Secovi Rio em sua cidade e saiba como reservar o seu lugar.

 Confraternização Estadual do Dia do Síndico

Data: 15 de abril

Local: Clube Ginástico Português – Avenida Graça Aranha, 187, 2º andar,

Centro, Rio de Janeiro-RJ

Horário: 18 horas

Informações: (21) 2272-8000

(Secovi Rio)

 

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