Processos que envolvem atraso de condomínio caíram quase 70% em SP e 40% no RJ

Diminuição não significa uma queda na inadimplência em si. Com a aprovação do novo Código de Processo Civil, que acelera a execução desse tipo de dívida, os condôminos devedores estão se apressando em buscar acordos.

O Novo Código de Processo Civil, que entrou em vigor em março, teve impacto imediato na vida de quem mora em condomínios. Agora, a dívida de condomínio passa a ser reconhecida como um título imediatamente executável e não demora mais anos na Justiça para ter uma decisão.

O valor da multa continua o mesmo: de 2% cobrado sobre o valor da dívida mais os juros definidos pela convenção do condomínio. No eixo Rio-São Paulo, essa mudança fez despencar o número de processos judiciais e turbinou os acordos entre condomínios e devedores.

Em São Paulo, o número de ações caiu de 631 para 110, de março para abril deste ano. O mesmo ocorreu em maio e junho. Em julho, o número de ações é quase 67% menor do que no mesmo período do ano passado. Para Hubert Gebara, do Secovi São Paulo, nessa queda está embutido o interesse do devedor em negociar, sem ir para a via judicial, e também uma preocupação em evitar brigas e saia justa no condomínio.

Na cidade do Rio de Janeiro, um levantamento feito pela Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis, a ABADI, mostra que o número de ações caiu 40%, desde a entrada em vigor do novo código de processo civil. Segundo Marcelo Borges, diretor jurídico da Associação, os condomínios também preferem os acordos, principalmente nos casos de devedores recorrentes. É que como a nova lei é mais rápida ao reconhecer a dívida, se ela aumenta, é preciso mais do que uma ação para receber tudo.

Enquanto nas capitais do Sudeste a inadimplência fica em torno de 12% a 13%, no Nordeste esse índice chega a 30%. E lá, a reação ao Novo Código de Processo Civil foi diferente: uma chuva de processos. Em Salvador, as ações pularam de 655 em julho de 2015 para 1.174 no mesmo período deste ano. Segundo Linda Carvalho, síndica profissional na Bahia, a lei ajudou nas cobranças, mas, com a baixa correção da dívida de condomínio, muita gente prefere pagar antes outras prestações atrasadas, que tem juros maiores. Ela já tem diversos condôminos nessa situação.

Aliás, sobre o uso de áreas comuns, no começo deste mês o Superior Tribunal de Justiça decidiu que os condôminos com prestações em atraso podem sim utilizar esses locais, como piscina e área de lazer. A decisão foi publicada nesta quinta-feira no Diário Eletrônico da Justiça, em relação a um caso de Minas Gerais. Um condomínio com mais de 3 mil moradores queria impedir uma devedora de usar a piscina. Ela recorreu e ganhou a ação. A corte entendeu que as áreas comuns integram a fração ideal do solo, ou seja, é como se fizessem parte de cada um dos apartamentos.

Fonte: CBN SP

 

 

Linha 4 do Metrô Rio poderá ser aberta para todo o público na Paralimpíada

A concessionária Metrô Rio estuda a possibilidade de abrir a Linha 4 (Ipanema-Barra) para todo o público, durante a Paralimpíada. Na Olimpíada, o novo trecho recebeu apenas passageiros que tinham entrada para assistir a alguma partida e RioCard Olímpico. Outra mudança em análise é permitir o uso do bilhete unitário, vendido nos guichês das estações.

A Linha 4 está fechada desde o fim dos Jogos e será reativada no dia 6, véspera da festa de abertura da Paralimpíada. A concessionária que administra o sistema informou que o esquema de funcionamento será anunciado nos próximos dias.

Durante a Olimpíada, o RioCard especial foi vendido em três versões: com validade de um dia (R$ 25), três dias (R$ 70) e sete dias (R$ 160). Apenas com o cartão especial era possível usar o BRT Transolímpico (Deodoro-Recreio), a Linha 4 do metrô e o BRT Lote Zero (Jardim Oceâncio-Alvorada).

Com o término dos Jogos no domingo, os cartões poderão ser recarregados e usados como qualquer outro RioCard. Em 11 dias de Olimpíada, dois milhões de viagens foram feitas com o uso do RioCard. O resultado indica que o público priorizou o transporte de massa como meio de deslocamento pela cidade.

(O Globo)

BRT Transolímpica e trecho do BRT Transoeste são abertos à população

A partir desta terça-feira (23), a população do Rio já pode contar com o serviço de BRT no corredor Transolímpica, que liga Deodoro ao Recreio dos Bandeirantes, e com o corredor Transoeste, no trecho do Jardim Oceânico até o Recreio. Ambos operaram, nas primeiras semanas de agosto, exclusivamente para atendimento ao público da Olimpíada.

O corredor Transolímpica, considerado um dos legados da Olimpíada para a população, promete diminuir muito o tempo de trajeto para os motoristas, mas sofrerá cobrança de pedágio, na ida e na volta. O funcionamento do BRT Transolímpica será distribuído em 18 estações.

As amigas Caroline Ribeiro, Vanessa Leite, Ester Cândida, que moram em Magalhães Bastos, chegaram à estação do BRT comemorando muito. “Moro aqui na frente e a gente não podia usar o BRT na Olimpíada, tô muito feliz, vai mudar a vida tanto pra trabalhar quanto pra ir à praia”, disse Vanessa.

Ambas trabalham no Rio 2 e, nesta terça-feira (23), já saíram bem mais tarde de casa.  “A gente demora tipo uma hora e meia, saímos às 8h normalmente e hoje estamos saindo agora, às 9h30”, comemoraram.

Os intervalos nos “horários de pico” do BRT Transoeste serão de cinco minutos entre os ônibus. Já na Transcarioca, os passageiros terão que esperar oito minutos para embarcar em um novo veículo.

Ao todo, serão 84 quilômetros de corredores de ônibus interligando a cidade. O BRT Transoeste tem três trajetos com origem na estação Jardim Oceânico e a Transolímpica conta com 26 quilômetros de extensão.

Tráfego de carros liberado na sexta-feira

O secretário executivo de governo da Prefeitura do Rio, Rafael Picciani, afirmou que cerca de 640 mil pessoas devem utilizar o serviço de BRT  a partir desta segunda-feira (22). Apesar disso, o tráfego de carros neste corredor será autorizado apenas na sexta-feira (26). O trânsito de veículos também será permitido no corredor durante a Paralimpíada, que começa dia 7 de setembro.

Durante o encontro, o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, afirmou que os detalhes serão divulgados ao logo da semana. “A Transolimpica nós vamos abrir para os carros na sexta-feira. Mais para frente iremos detalhar o cronograma de tráfego para vocês”, disse.

Picciani disse também que com o serviço cerca de 60% da população carioca terá acesso direto aos transportes de alta capacidade.

Faixas olímpicas liberadas ao tráfego

As faixas olímpicas, exclusivas para circulação das delegações dos Jogos, foram desativadas na madrugada desta terça-feira (23). Até então, somente veículos credenciados poderiam circular no local. Os demais eram multados em R$ 85. A restrição da faixa só deve ser reativada em setembro, às vésperas da Paralimpíada, quando as penalidades podem voltar a ser aplicadas.

O secretário executivo de governo da prefeitura, Rafael Picciani, afirmou na segunda-feira (22) que as faixas serão extintas, mas um novo esquema será elaborado para os Jogos Paralímpicos.

Linha 4 do metrô

O fim dos jogos impacta o funcionamento da Linha 4 do metrô. Nesta segunda-feira, das 6h às 23h, o metrô funcionará apenas para credenciados. A partir de terça-feira (23) até o dia 6, a linha quatro do metrô ficará fechada. Do dia 7 ao dia 18, durante os Jogos Paralímpicos, a linha quatro funcionará em um esquema especial e só a partir do dia 19 de setembro o metrô começa a ser usado por todo o público, em horário especial, que ainda será divulgado.

(G1)

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