Fórum de Síndicos: Fechamento de Varandas em Balanço – Aspectos Técnicos e Legais

Dia: 28 de setembro

Horário: 9h30 às 11h30

Serão abordados temas importantes como:

• O valor do desenho de fachada e sua relação com o valor imobiliário;

• Tipos de estrutura adotados nas varandas e as implicações estruturais;

• Falhas materiais e humanas nos projetos e nas execuções;

• Excessos nas utilizações;

• Acidentes;

• A legislação municipal e a preservação das fachadas;

• A legislação municipal e o ATE (Área Total da Edificação, limite);

• O direito da propriedade;

• O direito de vizinhança;

• A garantia da obra;

• A responsabilidade civil dos profissionais;

• O direito autoral.

Local: Secovi Rio (Av. Almirante Barroso, 52 / 9º andar – Centro)

Mais informações: Secovi Rio

Caixa esgota recursos e endurece financiamento da casa própria

Responsável por 68% do mercado de financiamento imobiliário no Brasil, a Caixa Econômica Federal tomou recentemente duas decisões que dificultaram o acesso dos brasileiros ao sonho da casa própria.

Em julho, o banco suspendeu a linha de crédito mais barata para o financiamento imobiliário e, depois, derrubou de 90% para 80% o percentual do imóvel que é financiado pela instituição.

Ou seja, aumentou de 10% para 20% o valor mínimo da entrada a ser desembolsada pelo comprador.

O advogado especialista em direito imobiliário Marcelo Tapai afirma que as medidas tomadas recentemente pela Caixa foram motivadas pela falta de dinheiro. Ele observa que o banco estatal chegou na situação atual devido a uma falta de planejamento governamental.

– A falta de dinheiro [na Caixa] ocorre por absoluta desorganização. O governo federal usa a Caixa como instrumento político para fazer anúncios, alavancar uma parte da economia e depois o negócio não funciona. Em dezembro do ano passado, aumentaram o valor do imóvel financiado com o fundo de garantia e agora não se tem dinheiro para o pró-cotista.

Dados obtidos com exclusividade pelo R7, via Lei de Acesso à Informação, mostram que a linha de crédito pró-cotista teve o segundo melhor semestre da história em contratos firmados (22.344) entre janeiro e junho de 2017 (veja quadro abaixo) – em julho, porém, essa forma de financiamento viria a ser congelada pelo banco.

Esse nível só é inferior aos 30.716 contratos assinados no segundo semestre de 2015.

Na comparação entre o primeiro semestre de 2017 e o mesmo período de 2016, houve aumento de 31,4% nos contratos firmados. Já em relação aos últimos seis meses do ano passado, o banco fechou, na linha pró-cotista, 62,8% contratos a mais nos primeiros seis meses de 2017.

Tapai explica que os financiamentos oferecidos pelo pró-cotista têm que passar por uma liberação prévia do governo. Diante da situação, ele avalia que algo “inesperado” resultou na suspensão da linha.

– O governo calculou mal a quantidade de financiamento que as pessoas iriam precisar e acabou faltando dinheiro. Esse dinheiro do pró-cotista não é o mesmo que a Caixa utiliza para qualquer outra pessoa.

Informações preliminares apontam que o governo federal liberou R$ 6,136 bilhões para a manutenção do pró-cotista nos primeiros meses de 2017. Para todo o ano passado, a linha de crédito recebeu R$ 7 bilhões dos cofres públicos.

O professor da EESP (Escola de Economia de São Paulo), da FGV (Fundação Getulio Vargas), Alberto Ajzental avalia que há a possibilidade de a Caixa ter utilizado os recursos que tinha do pró-cotista no momento em que foram solicitados.

– Eu não sei qual é a diferença de você emprestar para todo mundo nos seis primeiros meses do ano ou ficar segurando o dinheiro para o ano inteiro. Tanto faz.

Ajzental observa que os bancos atravessam um momento em que estão mais seletivos na concessão de crédito devido às incertezas presentes na economia.

– Eu acho que duas coisas aconteceram: o mercado não é tão tomador de crédito e os bancos devem estar mais restritos.

Ao suspender o pró-cotista até 2018, a Caixa afirmou que os recursos disponibilizados para a referida linha já haviam sido utilizados. O banco diz que emprestou nos primeiros seis meses deste ano “mais que todo ano de 2015”. A instituição ressalta que, em 2017, havia um orçamento previsto “de R$ 84 bilhões para toda a carteira imobiliária, sendo R$ 6,1 bilhões para a linha pró-cotista”.

Impacto no mercado

Para Tapai, as medidas tomadas recentemente pela Caixa podem impactar o mercado imobiliário de forma negativa. Ele afirma que as decisões podem, inclusive, aumentar o volume de distratos de imóveis adquiridos na planta.

– O consumidor que se planejou adequadamente estava contando com o empréstimo que já havia sido disponibilizada com determinada taxa de juros. O imóvel ficou pronto e mudou tudo.

Fonte: R7, Economia

Para lidar com o novo IPTU

Com a aprovação, pela Câmara, das mudanças na cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) na última semana, o aumento nas taxas está a poucos passos de se concretizar. O prefeito Marcelo Crivella precisa apenas analisar se acata ou veta as emendas apresentadas pelo Legislativo.

Segundo o Executivo, o aumento médio no IPTU gira em torno de 37%. Mas estudos de entidades como a Federação do Comércio do Estado do Rio preveem que em casos como o de imóveis comerciais de Jacarepaguá o aumento do IPTU poderá chegar a 153%, e o do ITBI, a 325%.

Com a iminência das elevações nas taxas, cabe aos contribuintes se organizarem para evitar surpresas. Segundo o advogado Arnon Velmovitsky, é importante saber como questionar os valores, caso desconfiem de erros. Podem indicar equívocos questões como divergência da área, da idade do imóvel e dos fatores que constam no IPTU, além de valor venal acima do esperado.

– A prefeitura solicita que o contribuinte se manifeste através de petição e anexe fotos. Porém, para obter o resultado desejado, é importante consultar um engenheiro que avalie o caso e faça um laudo dessa avaliação, que viabilizará a redução – descreve ele.

O advogado Armando Miceli acrescenta que o contribuinte também poderá requerer a revisão dos dados cadastrais decorrentes do “Projeto Atualiza”, em que a prefeitura, de ofício, revisou os dados dos imóveis.

– Neste caso, o contribuinte deverá abrir um processo na prefeitura fornecendo os documentos exigidos – diz ele, citando como exemplo o original e a cópia da guia de notificação de lançamento expedida em decorrência do projeto e fotos que demonstrem as alegações.

Fonte: O Globo

 

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