Justiça suspende lei que previa reajuste do IPTU no ano que vem

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça decidiu ontem suspender os efeitos da lei 6250/2017, que criou novas regras para a cobrança do IPTU na cidade do Rio de Janeiro. Os desembargadores concederam a liminar com base em duas ações diretas de inconstitucionalidade, uma delas movida pelo deputado Flávio Bolsonaro (PSC) e a outra pelos deputados Luiz Paulo Corrêa da Rocha e Lucinha (PSDB). Nas ações, os parlamentarem questionavam as regras aprovadas pela Câmara de Vereadores do Rio em setembro. A lei acabou com milhares de isenções e atualizou os índices adotados para calcular o imposto, o que provocou, em muitos casos, reajustes acima da inflação, principalmente na Zona Sul.

Caso a decisão do Órgão Especial seja mantida, em 2018 a prefeitura cobrará o imposto pelas regras atuais, fazendo apenas a correção pela inflação.

Dos 25 desembargadores, 22 votaram: 13 pelo acolhimento total da liminar, seis pelo indeferimento e três pelo deferimento parcial, por entenderem que apenas alguns aspectos da lei seriam inconstitucionais. Esses três desembargadores consideraram que a revisão da planta de valores feita pela prefeitura que fundamenta o reajuste foi legal. Mas entenderam que há indícios de inconstitucionalidade nos artigos que preveem a concessão de algumas isenções, como a que beneficia clubes. Isso porque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) exige que o gestor público identifique alternativas para compensar a queda de receita decorrente do benefício.

MUNICÍPIO ANALISA EFEITOS DA DECISÃO

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) ainda analisa os efeitos da decisão do Tribunal de Justiça (TJ) e disse que tomará as medidas cabíveis. Cabem recursos tanto para o próprio TJ quanto para o Supremo Tribunal Federal (STF). A PGM, porém, ressaltou que as maiores capitais brasileiras mantêm as plantas de valores atualizadas. E que, com a nova lei, o Rio pretende se adequar à realidade.

Ainda não se sabe se o Órgão Especial vai apreciar um eventual recurso da prefeitura ainda este ano já que há apenas mais uma sessão marcada, antes do recesso de fim de ano, na segunda-feira.

A decisão do TJ ocorreu menos de um mês antes do inicio da distribuição dos carnês de IPTU, cuja cota única e a primeira parcela vencem no inicio de fevereiro. A Secretaria municipal de Fazenda ainda não informou se algum lote de carnês já havia sido impresso. O órgão ainda avalia a decisão judicial. O prefeito Marcelo Crivella não se manifestou.

A lei do IPTU também alterou as regras do ITBI (taxa de transações imobiliárias), cuja alíquota aumenta de 2% para 3% a partir de 2018, reajuste mantido pelo TJ.

Fonte: O Globo

Imóveis em áreas vulneráveis chegam a desvalorizar até 30% no Rio

A instalação de uma guarita de segurança privada na noite da última segunda-feira, na pracinha da Rua General Glicério, em Laranjeiras, reacendeu a polêmica das cancelas em vias públicas — uma medida que volta a ser adotada no Rio sob o argumento de manter afastada a violência urbana.

Na ocasião, uma empresa pôs uma cabine e funcionários à disposição dos moradores para uma espécie de “degustação grátis” do serviço, por 15 dias. O problema é que o pedido foi feito apenas por alguns síndicos, após um episódio de sequestro-relâmpago na região. A maior parte da vizinhança não foi consultada, o que gerou revolta. De um lado, moradores, desconfiados da chegada do que acreditam ser “uma milícia”, puseram-se contra a instalação. De outro, vizinhos queriam se unir para exigir que o poder público deixe de ser omisso e participe ativamente da prevenção de assaltos, roubos e outros tipos de crime onde residem.

A questão do mercado

Fato é que a falta de segurança, além de deixar o cidadão acuado, interfere diretamente no valor de compra, venda e locação dos imóveis. Uma casa ou apartamento chega a desvalorizar entre 10% e 30% por causa da violência.

Segundo Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi Rio), preços de imóveis tiveram valorização de até 15% após a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), há alguns anos, especialmente em regiões como Tijuca e Vila Isabel. Com o fim das unidades, acabaram-se também a liquidez e, consequentemente, a construção e venda, afirma.

— O medo de adquirir unidades em determinados pontos da cidade está sendo retomado — diz ele, que cita Tijuca, Botafogo e São Conrado, como os mais críticos no momento, principalmente por causa de guerras do tráfico em comunidades no entorno. — Tem a crise, mas tem a violência também, que pode ter um reflexo de 20% a 30% no imóvel, dependendo da região.

A desvalorização não se deve, necessariamente, a roubos de casas, mas também à sensação de vulnerabilidade na região.

Laudimiro Cavalcanti, diretor do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-RJ), acrescenta que não só a venda e os aluguéis são prejudicados, mas o custo da violência está embutido de outras formas.

Uma delas é o aumento no valor mensal do condomínio, que fica mais caro ao ter que reforçar a segurança. Ainda assim, afirma ele, há quem prefira pagar mais pela tranquilidade e valorize um logradouro com guaritas, por exemplo, na hora da compra.

O gerente geral de locação e compra & venda de uma das maiores administradoras de imóveis no Estado, Giovani Oliveira, por sua vez, diz que a percepção é sutil e a violência interfere em casos pontuais.

— Alguns proprietários dizem que a violência interfere negativamente na venda do imóvel e há locatários que saem de onde estão pelo mesmo motivo, mas a maior razão da vacância de hoje é a crise. É um ou outro caso que informa a questão da violência — conta.

Surgidas na década de 80, as guaritas com cancela hoje são comuns no Rio, principalmente em bairros como Barra, Joá e até Copacabana, repletos de ruas sem saída. Segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, no último ano, foram concedidas 54 autorizações para a instalação de cancelas ou guaritas, sendo que a maioria dos pedidos foi para a Zona Oeste.

Guaritas, sim ou não?

Hoje, conforme o decreto 43.038, de 18 de abril de 2017, os pedidos precisam de autorização da Subsecretaria de Urbanismo. De acordo com o órgão, a instalação de guaritas e cancelas só é permitida quando o condomínio de casas ou de apartamentos está em uma área residencial e sem a presença de órgãos de serviços públicos como escolas e hospitais. Ainda, o uso de guarita e cancela não pode vedar ou limitar o acesso de carros e transeuntes e deve ser aprovado pela maioria dos moradores do local.

É difícil calcular exatamente quantas guaritas e cancelas há na cidade e quais estão regularizadas. Algumas conseguiram tal concessão na Justiça, outras foram aprovadas pela prefeitura há muitos anos, quando as normas e procedimentos eram diferentes.

A maioria tem apenas uma cabine sem segurança armada que controla a entrada e saída de visitantes e veículos — modelo que é permitido pela legislação municipal. Grades e portões são vedados, pois interferem no direito de ir e vir dos cidadãos.

Com grade não pode

Em Copacabana, há 21 anos, os moradores criaram a Associação de Moradores da Rua Marechal Mascarenhas de Morais para uma longa rua sem saída com 15 prédios e 350 apartamentos.

O administrador do grupo, Paulo César Pinto, conta que as despesas são divididas entre os moradores e a valorização no local chega a 10% nos imóveis. — Nos últimos seis anos incrementamos a segurança com um sistema que conta com câmeras. É um mal necessário. Não temos mais assaltos, as crianças podem brincar nas ruas — comenta Paulo César.

Já em uma rua sem saída na Barra, com seis prédios e uma pequena praça, moradores decidiram fechar a via pública com um portão, não só por segurança como também para não perder vagas para seus carros. Virou, praticamente, um condomínio privado, o que, certamente, aumenta a valorização dos imóveis.

O acesso, diz a placa, é público, mas não é bem assim. A reportagem tentou entrar de carro mas o acesso é permitido apenas para moradores que têm controle remoto. E, embora durante o dia a cancela fique aberta aos pedestres, à noite ela é fechada e só entra no local quem tem chave própria ou autorização da segurança privada que fica em frente ao portão numa guarita.

No Joá, o “Morar Bem” também encontrou várias ruas com guaritas e cancelas. Estas, porém, seguem os moldes permitidos. Em uma das áreas residenciais, o segurança pediu o nome do motorista, anotou a placa e perguntou o destino. Ao dizer que era a praia, liberou o acesso — como tem que ser.

Na Barra. Prédios se uniram para colocar um portão em via pública, onde o acesso de carro é restrito a moradores – BARBARA LOPES / Agência O Globo

A rua foi fechada, mas e do lado de fora?

O“Morar Bem” ouviu a opinião de vários moradores sobre a instalação de guaritas e cancelas. Os que vivem em logradouros que têm esse tipo de vigilância tendem a ser a favor. Não que o problema da violência tenha sido resolvido, mas a sensação é de que as cancelas inibem ações criminosas.

— Eu já morei aqui e minha sogra ainda mora. Acredito que a segurança afasta os amadores, porque se for um roubo profissional, não há segurança que impeça. Temos só que pensar na questão de mobilidade da cidade — diz a produtora de cinema Milena Palmieri. Ela acredita que a guarita ajuda a valorizar os imóveis dali.

— O que as pessoas não sabem é que o acesso é livre para poderem ir e vir — explica o morador Antonio Carlos Santos.

Já na Rua General Glicério, em Laranjeiras, onde uma empresa instalou a “proteção” sem consentimento da maioria, a resposta é “não”. Ao menos dos que estava presentes na reunião na praça na terça-feira à noite, para discutir a questão.

Walnice Souto Teixeira, empresária que mora há 30 anos em uma rua sem saída que tem guarita não armada, apoia a ideia. Para ela, a segurança melhora mas não significa segurança total. — Mesmo assim, minha casa foi assaltada e levaram tudo. O problema é a ausência do poder público. É um salve-se quem puder.

Quanto à segurança, a assessoria da SEOP, da prefeitura, disse que apoia a segurança, mas a responsabilidade é da Polícia Militar.

A PM, por sua vez, disse em nota que “vem buscando mês a mês reduzir os índices de violência. Providências operacionais estão sendo adotadas, inclusive diante da escassez de recursos humanos e materiais, devido à crise financeira que o Estado atravessa. Os índices criminais refletem um cenário social que não depende apenas da Corporação para ser revertido.”

Fonte: O Globo, Raphaela Ribas

Que tal deixar a sua casa mais estilosa no Natal?

O Natal está chegando e, com ele, a gente pensa nos diversos aspectos que fazem parte dessa data, como os presentes, a comilança dessa data especial e, é claro, a ornamentação para aquela ceia ou almoço com a família. No post de hoje, trouxemos ideias para a decoração de Natal. Confira abaixo!

  1. Para marcar os lugares dos convidados na mesa, pegue algumas pinhas pequenas (uma para ser colocada em cima de cada prato), deixando-as em pé e acrescentando tags com os nomes, no topo.
  2. Use os potes de vidros (geleia, azeitonas etc.) como decoração, fazendo uma “fantasia” de Papai Noel para eles, improvisando um cinto em sua volta, com um pedaço preto de papel (cartolina, cartãozinho etc.) e um quadrado dourado, imitando o fecho.
  3. Um bom enfeite para os pratos e travessas é utilizar um cordão com guizos pendurados. Escolha cores e estampas relacionadas ao Natal. É fácil de fazer e fica um charme!
  4. Que tal criar marcadores de taças (de vinho, cerveja…) utilizando papéis coloridos, recortando-os no formato de bolas de Natal?! É só cortar círculos com um furo no meio, para encaixar no copo.
  5. Aproveite as tradicionais pinhas para criar algo diferente. Você pode pintá-las com tinta spray prateada ou dourada e, amarrando-as num cordão (com várias), pode enfeitar diversos espaços da casa. Faça lacinhos de fita para finalizar.
  6. Outra sugestão inusitada com as pinhas é colocá-las em vasinhos coloridos e, enfeitando-as com bolinhas de feltro, criar mini árvores de Natal, que podem ficar em qualquer ambiente da casa, além de decorar a própria mesa.
  7. Para os presentes, uma ideia diferente é colocar a foto do presenteado no embrulho. Dessa forma, os presentes embaixo da árvore não se confundirão, já que você criará etiquetas personalizadas, que facilitarão o momento da entrega, além de fazer mais um agrado para todos.
  8. Aproveite as lâmpadas queimadas, para, com ajuda de uma cola, dar um banho de glitter nelas, transformando-as em objetos decorativos – podendo servir, inclusive, para serem penduradas na árvore de Natal.
  9. As tradicionais luzinhas de Natal podem ser usadas de uma maneira diferente, sendo colocadas dentro de potes transparentes ou luminárias antigas de ferro, e servindo de objeto decorativo para algum cantinho da sua casa. É prático e fica muito charmoso!

E então, o que você achou de nossas sugestões? Esperamos que tenha gostado de todas e se inspirado para caprichar na decoração natalina da sua casa ou apartamento, deixando tudo mais bonito e convidativo. Se tiver outras dicas de decoração de Natal, compartilhe com a gente!

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