5 dicas para melhorar a segurança do seu condomínio

As portarias dos prédios e condomínios sempre são movimentadas, e, exatamente por isso, elas precisam de atenção extra quando o assunto é segurança. Neste cenário, é importante estabelecer algumas regras e limites, tanto para moradores quanto para funcionários.

Investir na qualificação dos funcionários é essencial. Os porteiros, por exemplo, que estão na porta de entrada do condomínio, devem saber as normas do condomínio e segui-las fielmente. Existem alguns cursos específicos para a área, como o de qualidade nos serviços de portaria. Além disso, os profissionais também podem fazer cursos de gestão, defesa pessoal ou outros que agreguem valor ao cargo.

Os equipamentos de segurança também fazem uma grande diferença. Câmeras de alta resolução que captam imagens noturnas, sistemas de controle de acesso de moradores, alarmes, interfones… todos estes aparelhos e sistemas ajudam bastante na hora de manter a segurança dos moradores.

Evite delegar mais funções aos funcionários. Por exemplo: não é tarefa dos porteiros ajudar os moradores com compras. Por mais que pareça uma gentileza sem maiores problemas, esse pequeno momento de distração pode ser suficiente para que alguém mal-intencionado entre no prédio.

A liberação de veículos não autorizados para entrar no condomínio pode ser perigosa. Com os serviços de transporte particular, essa questão fica ainda mais em evidência. Um sistema que evita a liberação de veículos não autorizados é o de abertura automática para moradores, que podem ser identificados com um cartão, tag de controle de acesso ou controle.

As distrações no ambiente de trabalho devem ser evitadas. Distrações como televisão ou smartphones podem prejudicar o serviço e causar falhas na segurança do condomínio mais frequentemente. Por isso, é necessário realizar campanhas de conscientização para delimitar limites e mostrar os risos para o porteiro e moradores.

Leilões de imóveis dão descontos generosos para tentar driblar crise

O mercado imobiliário ainda não se recuperou da crise econômica e precisa vender. Por isso, os leilões de imóveis estão dando descontos generosos e podem ser uma boa oportunidade de negócio.

Vendido. O martelo é simbólico. O leilão é todo na internet e entrou na onda do Black Friday, a temporada de descontos. É assim que os bancos querem se livrar dos imóveis retomados de inadimplentes e encalhados.

“Além do desconto de 30%, tem a opção de pagamento com financiamento até 35 anos, todos os débitos pagos do imóvel até a data do leilão, e quem comprar vai ganhar 100 mil pontos no programa de recompensas do banco”, diz o leiloeiro Henri Zylberstajn.

Henri é um dos cinco leiloeiros encarregados de vender mil imóveis que foram retomados por um banco. Para comprar um imóvel num leilão, basta um celular. Dá para escolher a casa ou o apartamento, fazer o lance, e, em alguns casos, arrematar na hora. Mas os compradores não estão com essa pressa toda. E o motivo é esse aqui: tem ofertas demais no mercado. Quem busca um imóvel pode ter calma e paciência para achar aquela pechincha imperdível.

É o que está fazendo um casal interessado em comprar um imóvel para investir. Eles se interessaram por um pequeno apartamento com 30% de desconto sobre o valor de mercado. Eles gostaram, mas vão pensar bem antes. “É como garimpar. Você tem que procurar, você tem que avaliar, tem que pesquisar bastante. Não dá para ser uma compra simples, só ‘olhei o imóvel e gostei’”, afirma a fonoaudióloga Lilian Fiori.

O especialista em leilões de imóveis Clécio Rocha explica que essa liquidação de imóveis é resultado da crise econômica. “As pessoas perderam empregos, perderam renda, não conseguem honrar os contratos de financiamento. Ou seja, os bancos recuperaram muitos imóveis e eles não conseguem vender, porque realmente as pessoas não têm crédito, as pessoas necessitam do crédito para comprar e não conseguem obter esse crédito”, diz.

Apesar das ofertas tentadoras, muitas casas e apartamentos não recebem nenhum lance. Um alerta: em muitos imóveis, os compradores originais ainda moram lá. E a negociação para que saiam pode durar uns seis meses. Para compensar, os bancos oferecem os maiores descontos.

Só a Caixa Econômica Federal tenta se livrar de um estoque de 28 mil casas e apartamentos. Mais de mil com descontos de até 70%. Os leilões já estão acontecendo também na internet.

É a liquidação da liquidação para fazer com que o martelo, mesmo que seja apenas virtual, seja batido.

Fonte: Jornal Nacional, 19/11/18

Airbnb vai excluir anúncios de imóveis em assentamentos de Israel na Cisjordânia

A companhia norte-americana de aluguel de imóveis para temporada Airbnb anunciou nesta segunda-feira que vai excluir anúncios relacionados a ocupações de Israel na Cisjordânia, uma decisão que o governo israelense chamou de “capitulação miserável” a defensores de boicote e que foi comemorada por palestinos como um passo em direção à paz.

A decisão da empresa afeta cerca de 200 anúncios e deve ser executada nos próximos dias, afirmou a Airbnb.

Israel capturou a Cisjordânia na guerra de 1967. Os assentamentos do país na região são considerados ilegais pela maior parte das potências mundiais. Os palestinos consideram os assentamentos, e a presença militar que os protegem, como obstáculos para o estabelecimento de seu Estado.

“Concluímos que deveríamos remover os anúncios em assentamentos israelenses na Cisjordânia que estão no centro da disputa entre israelenses e palestinos”, afirmou a Airbnb em comunicado.

“Nossa esperança é que algum dia um acordo seja feito, onde toda a comunidade global esteja alinhada para que haja uma solução para este conflito histórico e um caminho livre para ser seguido por todos.”

O ministro do Turismo de Israel, Yariv Levin, classificou a decisão da Airbnb de “mais miserável das capitulações miseráveis aos esforços de boicote”.

Falando ao canal de televisão 13, de Israel, o ministro disse que o país não foi informado antecipadamente sobre a decisão e que vai responder por meio de apoio a processos que sejam abertos por donos de imóveis listados no serviço em tribunais nos Estados Unidos.

Waleed Assraf, chefe de um grupo palestino contra os assentamentos que é dirigido pela Organização para Libertação da Palestina, saudou a decisão da Airbnb. Se outras empresas seguirem a decisão da companhia norte-americana, “isto vai contribuir para o atingimento da paz”.

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) afirmou que a decisão da Airbnb foi tomada na véspera da publicação de relatório da entidade sobre os anúncios de imóveis de temporada nos assentamentos, algo que inclui a companhia norte-americana.

“A decisão da Airbnb de encerrar os anúncios nos assentamentos de Israel é um reconhecimento importante de que tais anúncios não são compatíveis com suas responsabilidades para com os direitos humanos”, disse a HRW. “Encorajamos outras companhias a seguirem o exemplo.”

Cerca de 500 mil israelenses vivem nas áreas ocupadas por Israel na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, regiões que abrigam mais de 2,6 milhões de palestinos.

Fonte: Agência Reuters, traduzida pelo Jornal Extra

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