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Conta de luz pode ficar mais cara até dezembro

O baixo nível dos reservatórios, que ajudou a elevar a tarifa de energia nos últimos anos, vai continuar pesando no bolso do brasileiro. Especialistas avaliam que a bandeira vermelha, adotada este mês e que encarece a conta de luz, deve permanecer até outubro, com possibilidade de ser estendida até dezembro, caso as chuvas não sejam suficientes para regularizar o patamar das hidrelétricas.

Em três anos, a tarifa de energia residencial subiu 70% acima da inflação. De acordo com estudo feito pela consultoria Safira, a tarifa avançou 33,4% entre fevereiro de 2015 e maio de 2018, bem acima da inflação do período, de 19,7%. O volume de chuvas abaixo da média histórica foi uma das principais razões para esse descolamento, ao lado de fatores como a alta do dólar – que pressiona as tarifas da usina de Itaipu – e outros custos do setor repassados ao consumidor.

Mês passado, choveu 70% da média histórica nas bacias que compõem o sistema interligado, o terceiro pior índice para um mês de maio em 88 anos, segundo nota do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) divulgada no início de junho.

O CMSE afasta o risco de racionamento, mas analistas avaliam que, nesse ritmo, os reservatórios das hidrelétricas permanecerão abaixo do patamar desejado, levando as distribuidoras a recorrer a fontes mais caras de energia, como as termelétricas.

Em maio – quando começa o chamado período seco, que vai até outubro – o nível dos reservatórios nas regiões Sudeste/Centro-Oeste estava em 42,6%. No Nordeste, o patamar era de 39,69%. O ideal é que estivessem acima de 50%.

– Quando os reservatórios estão baixos, o Operador Nacional do Sistema (ONS) dá ordem para que termelétricas sejam acionadas, de forma a atender à demanda. Pelas previsões, é grande a probabilidade de a bandeira vermelha ficar até outubro – afirmou Leonardo Calabró, vice-presidente de Operações da consultoria Thymos.

As distribuidoras têm contratos de longo prazo de fornecimento de energia acertados nos leilões, mas assumem custos maiores quando chove pouco e precisam comprar energia mais cara. Para compensá-las, o governo criou, em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias, que embutem uma cobrança adicional na conta.

A cor verde indica situação confortável dos reservatórios. As bandeiras amarela e vermelha (nível 1 e 2) significam que o consumidor pagará até R$ 5 mais na conta de luz a cada 100 kilowatt hora (kWh) consumidos.

Entre outubro e dezembro de 2017, a bandeira tarifária estava vermelha. Ficou verde entre janeiro e abril, quando as chuvas voltaram a cair com força. Em maio, ficou amarela. E, em junho, voltou a ficar vermelha. A cor da bandeira também indica aos consumidores a necessidade de mudança de hábitos para poupar energia, como tomar banhos mais curtos (para quem tem chuveiro elétrico) e não deixar a porta da geladeira aberta por muito tempo.

– A nossa perspectiva é que, no curto e no médio prazos, ao longo de 2018 e 2019, as tarifas se mantenham altas. O item energia elétrica está se tornando um componente cada vez mais pesado na formação da inflação – destacou Josué Ferreira, consultor de Negócios da Safira. – Nosso estudo mostra que a energia residencial tem ficado mais cara proporcionalmente em relação a todos os demais itens que compõem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em maio, o IPCA subiu 0,4%, pressionado, entre outras coisas, por energia e combustíveis. O estudo da Safira compilou dados sobre energia desde 2013. O levantamento mostra que a tarifa de energia média residencial estava em R$ 275,42 por megawatt-hora (MWh) em julho daquele ano – poucos meses após a publicação da Medida Provisória 579/2012, na gestão de Dilma Rousseff, que forçou a redução de 20% do preço da energia. Em novembro de 2017, a tarifa atingiu o pico de R$ 488,59 por MWh, ou 77% acima do valor médio que o consumidor pagou em julho de 2013.

– Depois de toda essa política (de forçar a redução de preços), houve um regime hidrológico desfavorável, além de vários fatores que inverteram a tendência de queda. Então, a partir de janeiro, fevereiro, março de 2015, o índice de preços da energia residencial tem ficado sistematicamente bem acima da inflação – comentou Ferreira.

Além das poucas chuvas, outro fator que pesa nas tarifas de energia é o chamado risco hidrológico (GSF). Quando a geração de energia hidrelétrica fica abaixo do volume contratado por determinação do ONS – justamente para preservar os reservatórios -, as geradoras perdem receita. Essa perda acaba sendo compensada pela alta da tarifa. Há ainda o impacto do câmbio. A energia gerada por Itaipu é cobrada em dólar. Só este ano, a moeda americana subiu 13%.

Segundo Érico de Brito, gerente de assuntos regulatórios da Excelência Energética, as distribuidoras que mais recebem energia de Itaipu são Eletropaulo, Cemig, Copel-D e Light. No caso da Light, o efeito da alta do dólar só será percebido a partir de março de 2019, mês do reajuste anual. Já para os consumidores da Copel e da Eletropaulo, a pressão da moeda poderá ser percebida já em 2018.

Daqui a alguns anos, se Angra 3 for concluída, haverá um custo adicional na conta de luz. Como ela vai gerar uma energia de reserva para garantir a segurança do sistema, o custo da tarifa será rateado por todos, por meio do chamado Encargo de Energia de Reserva (EER).

Érico de Brito lembra ainda que há uma tendência estrutural de uso de fontes consideradas mais caras no Brasil. Até alguns anos atrás, 90% da eletricidade vinham de fontes hidráulicas. Como as reservas de água estão, em sua maioria, na Região Norte, e há forte pressão ambiental para conter o avanço de hidrelétricas na Amazônia, o país vem buscando a diversificação de fontes energéticas, incluindo a solar e a eólica, que ainda são mais caras que a hidráulica, que hoje representa 60,8% da matriz.

– A tendência de longo prazo é ficar mais caro – reconhece Brito.

Fonte: O Globo

Maio terá conta de luz com bandeira tarifária mais cara; saiba como economizar

Os clientes precisam ficar mais atentos ao consumo de energia elétrica neste mês. Isso porque, em maio, a bandeira tarifária será amarela, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A cobrança será de R$ 1 a cada 100 kilowatt hora (kWh).

A agência reguladora do serviço informou que a mudança na conta de luz foi necessária por causa do final do período chuvoso e os consequentes volumes mais baixos nos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Veja 7 dicas que ajudam a gastar menos

Chuveiro elétrico

Tome banhos mais curtos, de até cinco minutos

Selecione a temperatura morna sempre que possível. A posição “verão” reduz o consumo em até 30%

Ao se ensaboar, desligue o chuveiro

Ar condicionado

Não deixe portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado

Mantenha os filtros limpos

Diminua ao máximo o tempo de utilização do aparelho de ar condicionado

Instale cortinas nas janelas que recebem sol direto

Geladeira

Quando possível, instale a geladeira ou freezer em locais afastados da parede, do sol e do fogão

Tire e guarde alimentos de uma só vez

Regule a temperatura interna de acordo com o manual de instruções

Nunca coloque alimentos quentes dentro da geladeira

Deixe espaço para ventilação na parte de trás da geladeira e não utilize para secar panos

Não forre as prateleiras

Mantenha a borracha em bom estado (para fazer o teste, ponha uma folha entre a porta e feche. Em seguida, puxe o papel. Se sair facilmente, é sinal de vedação em mal estado)

Iluminação

Substitua lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que consomem até 30% a menos

Aproveite a iluminação natural, abrindo janelas e cortinas, e não deixe a luz acesa à toa

Outra dica é pintar o ambiente com cores claras

Lavar e passar

Junte grande quantidade de roupas e passe/lave de uma só vez

Separe as roupas por tipo e comece a passar por aquelas que exigem menor temperatura

Nunca deixe o ferro ligado enquanto faz outra coisa

Mantenha o filtro da máquina de lavar roupas sempre limpo

Aparelhos em stand-by e no carregador

Retire os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências

Evite dormir com a televisão ligada. Se tiver recursos de programação, use o timer

Não deixe aparelhos como celular, câmera e notebook dormirem carregando. Retire-os da tomada quando a bateria estiver carregada Utilize os recursos de ec

Bomba d’água

Evite ligar a bomba várias vezes. Para isso, elimine vazamentos e regule o tempo das válvulas de descargas

(Extra)

 

Como deixar seu condomínio mais bonito para a Páscoa

A Páscoa está chegando e, por isso, nós resolvemos trazer, na matéria de hoje, sugestões de como deixar o seu condomínio mais bonito e divertido nessa data tão especial para muitas pessoas e famílias. Continue lendo e confira, a seguir, algumas dicas bem legais!

Com um pouco de criatividade, é possível fazer, por exemplo, gincanas temáticas de Páscoa, alegrando as crianças e incentivando-as a desenvolver habilidades, além de, é claro, colaborar para a melhoria nas relações entre os vizinhos (crianças e adultos), aproximando os condôminos.

Independente do que o síndico e os demais moradores resolverem fazer, é importante planejar as atividades, realizando, também, uma decoração temática no condomínio (no hall de entrada e no salão de festas/jogos, por exemplo), com alguns objetos e detalhes, como coelhos de pelúcia espalhados.

Orelhas de coelho, cenouras (de feltro ou outro material) e demais símbolos que remetem à Páscoa podem ser utilizados tanto na decoração dos ambientes do condomínio, como nas brincadeiras propostas às crianças. O chocolate, é claro, também precisa estar presente!

Algumas opções de atividades que podem ser adaptadas a essa data especial são:

  • Corrida do saco, colocando orelhinhas de coelhos nos “corredores” participantes;
  • Caça ao tesouro, que pode ter os ovos de chocolate como o tesouro – lembrando da importância de pensar em todas as crianças, nesse momento;
  • Desenhos com a temática da Páscoa para que as crianças coloram;
  • Pinturas de rosto, podendo, as crianças, escolherem entre bigodes e nariz de coelho com cores personalizadas.

Enfim… Ideias de brincadeiras não faltam, mas é essencial que essas atividades sejam realizadas num espaço seguro para as crianças, além de evitarem transtornos para o funcionamento normal do condomínio. A quadra e o salão de festas, por exemplo, podem ser utilizados – lembre-se de reservar os ambientes.

Também é indispensável a supervisão dos adultos durante as brincadeiras, que, além de organizarem as mesmas, precisarão ficar atentos, para que evitem situações desagradáveis, como machucados, acidentes e discussões entre as crianças, lidando melhor com essas situações.

Mesmo que essas atividades, em geral, sejam mais voltadas para as crianças, elas levam benefícios para todos, já que os pais também estarão naquele ambiente (os condôminos podem dividir os custos e fazer um lanche para todos – crianças e adultos), interagindo com os outros responsáveis.

Assim, com essas e outras ações criativas, divertidas e prazerosas (que podem ser feitas, também, no Dia das Crianças, no Halloween, Natal etc.), os laços entre os moradores ficam mais estreitos e, com isso, o condomínio tende a se tornar um local mais amigável, leve e feliz.

Por isso, aproveite essa data, enfeite seu condomínio (o que pode ser feito de forma bem econômica – reaproveitando nos anos seguintes), planeje atividades, compre alguns quitutes e celebre essa data especial com seus vizinhos e amigos do condomínio. E Boa Páscoa para você e sua família!

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