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PPP para coleta de esgoto

Uma Parceria Público-Privada (PPP) será lançada para a concessão do sistema de esgotamento sanitário em 19 bairros da Zona Oeste, atendidos pela Cedae atualmente. A prefeitura montou uma comissão de técnicos que terá dez dias úteis para analisar e atualizar o trabalho de duas empresas que, em 2015, elaboraram estudos relativos à coleta e tratamento do esgoto naquela região.

As empresas Aegea Saneamento e Participações e Saneamento Ambiental Águas do Brasil foram escolhidas na ocasião por meio de um Procedimento de Manifestação de Interesse. O estudo, orçado em R$ 4 milhões, foi desenvolvido sem custos para o município.

O resultado do trabalho da comissão também será discutido em audiência pública, na qual a sociedade poderá se manifestar sobre o projeto, segundo a prefeitura. Após esta etapa, será lançado o edital para a formação da PPP, para escolha das empresas que cuidarão do esgotamento sanitário.

Serão beneficiados com o tratamento e coleta de esgoto os bairros do Anil, Cidade de Deus, Curicica, Freguesia, Gardênia Azul, Jacarepaguá, Pechincha, Praça Seca, Tanque, Taquara, Vila Valqueire, Barra, Joá, Itanhangá, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Recreio e Grumari.

Fonte: O Dia

Tarifa de luz deve subir 5,2% com projeto que inclui isenção à baixa renda e compensação de ‘gatos’

Rio e BRASÍLIA – A aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que destrava a venda das distribuidoras da Eletrobras do Norte e Nordeste vai pesar no bolso dos brasileiros. O impacto será de R$ 7,55 bilhões por ano, o que representará aumento médio de 5,2% nas tarifas de energia, incluindo residências e empresas. A estimativa é da Abrace, que reúne grandes consumidores industriais e consumidores livres de energia. O cálculo contempla penduricalhos incluídos de última hora no projeto, como a isenção do pagamento de conta de luz para famílias de baixa renda com consumo de até 70 kilowatts-hora (kWh) e a autorização para que duas distribuidoras que atuam na Região Norte repassem seus custos com “gatos” aos consumidores. O projeto ainda precisa ser aprovado no Senado e ser sancionado pelo presidente da República antes de entrar em vigor.

– O projeto de lei era para facilitar a privatização das distribuidoras. Mas algumas emendas, como a da tarifa social e a questão das perdas de energia (gatos), ajudam a piorar o que já está muito ruim. Está se fazendo um canibalismo do setor elétrico, e o consumidor final é sempre quem paga a conta — afirmou Edvaldo Santana, presidente da Abrace e ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Atualmente, a tarifa social funciona com um sistema de descontos. O consumidor de baixa renda tem redução de 65% no valor correspondente ao consumo registrado de até 30 kWh/mês; de 40% na faixa de 31 kWh até 100 kWh/mês; e de 10% na faixa de 101 kWh até 220 kWh/mês. Para ter direito ao benefício, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional; ou receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O custo dessa gratuidade é bancado pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Trata-se de um fundo setorial que tem como objetivo custear as políticas públicas do setor elétrico, bancados pelas contas de luz. O projeto de lei aprovado na terça-feira concedeu isenção do pagamento de tarifa às famílias com um limite maior para o consumo, fixado em 70 kWh mensais.

Segundo a Aneel, o atual pagamento da CDE para custear a tarifa social subirá de R$ 2,28 bilhões por ano para R$ 3,02 bilhões por ano, caso o projeto de lei seja aprovado no Senado e sancionado pela Presidência. Essa diferença de R$ 742 milhões terá um impacto de 0,5% nas contas de luz, diz a agência. O cálculo coincide com o que foi feito pela Abrace, que estima impacto de R$ 750 milhões por ano sobre as tarifas.

No Twitter, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse que a aprovação do projeto “é uma vitória para a sociedade” e que a mudança no cálculo da tarifa social beneficiará nove milhões de famílias com renda mensal de até meio salário mínimo. Mas a emenda foi criticada por especialistas do setor.

– Isso é muito perverso, porque vai estimular o aumento do consumo pelas pessoas que serão beneficiadas pelo programa. Atualmente, a média do consumo de energia de baixa renda já é da ordem de 125 kWh/mês. Por isso, somos contra o subsídio — destacou Santana.

Outro ponto aprovado pela Câmara que vai aumentar as tarifas para todos os consumidores é a emenda que libera a Eletroacre e a Ceron (Rondônia), que operam em sistemas isolados, de repassarem a seus clientes o custo com as perdas de energia (gatos) acumulados desde 2009. Segundo Santana, isso significa que o valor dessas perdas será integralmente bancado por todos os consumidores do país. A Abrace estima que a medida vai ter impacto de ao menos 0,7% nas tarifas de energia dos consumidores, representando um custo anual de mais R$ 800 milhões.

PERDAS COMPARTILHADAS POR CINCO ANOS

A perda de eletricidade, seja por furto ou por problemas técnicos, ocorre com todas as distribuidoras do país. A Aneel autoriza as empresas a repassarem para seus clientes uma parte dessas perdas. Algumas distribuidoras, porém, têm perdas que superam o limite autorizado pela agência e acabam tendo prejuízos. É o caso da Ceron e da Eletroacre. O projeto autoriza que esse valor além do estabelecido pela Aneel seja transferido para a conta de luz de todos os brasileiros.

O argumento é a necessidade de “limpar” o balanço dessas empresas e prepará-las para a privatização. O consumidor arcaria com as perdas até a revisão tarifária das duas distribuidoras, o que deve ocorrer quatro a cinco anos após a privatização das empresas. Já o custo da privatização em si das distribuidoras é estimado em R$ 6 bilhões — o que representa quatro pontos percentuais do aumento médio de 5,2% na conta, estima a Abrace.

– Para tornar as distribuidoras atraentes para serem vendidas, todos vão ter que pagar por isso. Somos a favor da privatização, mas a um custo de R$ 6 bilhões? Isso é justo? – indagou a assessora jurídica da Associação Brasileira dos Consumidores de Energia (Anace), Mariana Amim.

DISTRIBUIDORAS COM PERDAS BILIONÁRIAS

Apesar dos penduricalhos incluídos pelo Congresso, o projeto de lei é considerado fundamental para o sucesso da privatização das seis distribuidoras de energia da Eletrobras. Altamente deficitárias e com problemas operacionais, as seis empresas atuam em Alagoas, Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia e Piauí. Por conta das dívidas – são R$ 35,333 bilhões no total – e da necessidade de altos investimentos, o edital prevê que cada uma será vendida por R$ 50 mil. Entretanto, os novos concessionários terão que fazer R$ 2,4 bilhões em investimentos imediatos.

O prejuízo acumulado pelas seis distribuidoras até 2016 era de R$ 15,436 bilhões. O governo já decidiu que, se a privatização não for concluída até 31 de dezembro, as empresas serão liquidadas. Isso traria um custo de cerca de R$ 25 bilhões para a Eletrobras, segundo a própria empresa. No fim, a conta seria bancada por todos os contribuintes de qualquer forma. Por essa razão, Adriano Pires Rodrigues, diretor-executivo do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), é favorável à aprovação do projeto.

– O benefício da privatização no médio e longo prazos será maior do que as perdas. Porque, hoje, as distribuidoras são deficitárias, ineficientes, sem recursos para investir na melhoria da qualidade dos serviços. Estamos fazendo a transição de um modelo do setor elétrico altamente ineficiente para outro mais eficiente. Não tem jeito, é preciso pagar essa conta – destacou Adriano, para quem, no caso da tarifa social, o texto aprovado torna mais claro quem tem direito a esse benefício.

Fonte: O Globo

Polícia e iniciativa privada unidas por mais segurança

Com poucos recursos, o batalhão de Polícia Militar de Irajá (41º BPM), na Zona Norte do Rio, instalou câmeras de segurança no entorno da unidade, compradas a partir de doações de empresários. Além disso, criou-se uma moderna sala de monitoramento para melhorar o patrulhamento. No Centro do Rio, edifícios comerciais também se uniram à polícia para tentar reduzir a criminalidade. O projeto, chamado Luz Azul, consiste na instalação de câmeras de vigilância nas fachadas dos edifícios, cujas imagens em alta definição ficarão armazenadas na nuvem e compartilhadas, em tempo real, com as autoridades da área de segurança pública.

Fruto de uma parceria entre o Secovi Rio e a empresa de tecnologia Venses, o Luz Azul, lançado em 29 de maio, já conta com a adesão de três dos maiores prédios empresariais do Centro. “O projeto Luz Azul é uma contribuição do Secovi Rio para a sociedade. Quando você melhora a sensação de segurança na cidade, você também colabora para o desenvolvimento do comércio, valorização dos imóveis e aumento do turismo. Há décadas preparamos a segurança interna dos condomínios, através de palestras e cartilhas, agora é hora de pensar na segurança externa”, explica Pedro Wähmann, presidente do Secovi Rio.

Para Fábio Oliveira Barucke, Diretor da Polícia Civil do Rio, a iniciativa do Secovi Rio é louvável. “Tem que aplaudir. Não tem mais como pensar em segurança pública sem a participação de toda a sociedade, inclusive da iniciativa privada. Esse é um conceito moderno que está cada vez mais difundido, até porque é preciso suprir de alguma forma a ausência do estado num momento de grande dificuldade financeira”.

O comandante do quartel de Irajá, Maurílio Nunes, reforça a importância da tecnologia no combate ao crime. “Comunicação é uma parte importante no planejamento das operações. O Bope também tem equipamentos sofisticados que, por questão de segurança, não revelamos. Com muito esforço, tentamos usar a contrainteligência, evitando que o tráfico nos monitore. É isso que tento trazer para o 41º BPM. A nossa principal arma agora é usar os recursos tecnológicos que pudermos dispor”, afirma.

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