Categoria: Mercado

Autovistoria foi feita em apenas 33% dos imóveis

Quatro anos após ser aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a lei que torna obrigatória a realização de autovistoria de prédios públicos e privados ainda não foi cumprida por 67% dos condomínios do Rio.

Segundo levantamento da Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, proprietários e administradores de apenas 45 mil edifícios informaram à prefeitura sobre a inspeção.

O secretário de Urbanismo, Índio da Costa, disse que vai intensificar as campanhas para que todos cumpram a determinação. Segundo ele, “é importante a prefeitura ser um agente de segurança e não de insegurança da sociedade”.

– Uma das minhas determinações é intensificar a fiscalização, mas desburocratizando, sem travar a iniciativa privada. Muitas vezes, em nome de fiscalizar, o agente público complica – afirmou Índio.

A lei foi aprovada um ano depois do desabamento do Edifício Liberdade, no Centro, que provocou a queda de outros dois prédios vizinhos. O acidente deixou 17 mortos e cinco desaparecidos. A tragédia completou cinco anos na semana passada.

Reynaldo Barros, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), reconheceu que a lei não vem sendo cumprida:

– A prefeitura deveria iniciar uma nova campanha e, principalmente, ampliar seu processo de fiscalização. Poucos fizeram a vistoria. Sem contar os prédios públicos, que também não estão respeitando a lei.

Barros destacou que não faz parte da cultura do brasileiro cuidar da prevenção:

– Não temos vocação para a manutenção. Só agimos quando algo acontece. A realização da autovistoria evitaria acidentes graves e mortes.

O Edifício Liberdade, de 20 andares, desmoronou no dia 25 de janeiro de 2012. O terreno na Avenida Treze de Maio continua vazio. Apesar disso, o Liberdade tem síndico, e os 19 proprietários das antigas salas continuam a pagar condomínio.

– As taxas cobradas dos proprietários são para a manutenção do terreno, como capina, e a segurança do local – afirmou o síndico, o advogado Geraldo Beire Simões.

Ele lembrou que quem teve perda material ou parentes mortos ainda move ações na Justiça. Simões disse que a prefeitura concedeu isenção de IPTU ao imóvel, até 2019, de acordo com a lei.

– Há uma iniciativa de alguns proprietários de negociar o terreno, o que também interessa aos donos dos prédios vizinhos que desabaram. Apesar da crise, há investidores interessados. Afinal é o único terreno edificável no Centro – afirmou o advogado.

(O Globo)

Aumento do limite

O Ministério das Cidades alterou o limite para aquisição de imóveis com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No caso dos empreendimentos localizados nos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo, além do Distrito Federal, o novo valor de avaliação individual das unidades habitacionais foi fixado em R$ 950 mil. Antes, as unidades habitacionais tinham os valores de avaliação limitados a R$ 500 mil.

Em outras regiões do país, que tinham limite de R$ 640 mil, os empreendimentos agora serão compostos por unidades habitacionais com valores de avaliação limitados a R$ 800 mil.

Fonte: O Globo

 

 

Queda no preço dos imóveis em 2016 foi de 5,48%, diz FipeZap

No mercado imobiliário, os preços dos imóveis, descontada a inflação, tiveram queda de mais de 5% em 2016. Se a notícia parece boa para quem quer comprar, não é muito boa para quem quer vender. De acordo com o índice FipeZap, o aumento médio dos preços dos imóveis nas 20 cidades pesquisadas ficou em 0,57% em 2016, a menor alta registrada desde 2008.

Mesmo com esse pequeno aumento, os imóveis se desvalorizaram. Se considerarmos a inflação esperada por ano, a queda real do preço dos imóveis foi de 5,48%. “A gente vive hoje uma crise de demanda e um excesso de oferta”, disse Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio, o sindicato da habitação.

No fim de 2016, o valor médio do metro quadrado anunciado nas 20 cidades pesquisadas foi de R$ 7.662. Apesar da queda no preço real, o Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o metro quadrado mais caro do país, seguida por São Paulo. De outro lado, as cidades com o menor valor por metro quadrado foram Contagem, em Minas Gerais, e Goiânia.

A crise econômica pegou muitas construtoras com estoques grandes de imóveis. Com a procura menor, as empresas mudaram de estratégia. Aí, surgiram as promoções. “Não só no preço, mas como alguns benefícios. O imóvel estando pronto… Em algum momento se dava um ano de condomínio e IPTU”, explicou Marcos Vinícius Flores, gerente de lançamentos de imobiliária.

O apartamento em Botafogo, Zona Sul do Rio, ainda está à venda. Tem sala, cozinha, três quartos e uma oferta interessante. O dono do imóvel está disposto a dar 20% de desconto, algo em torno de R$ 360 mil. E como é um apartamento de fundos, ele dá para outro prédio. Mas ninguém poderá negar quando o futuro morador disser que tem vista para o Cristo.

De acordo com o Secovi Rio, o sindicato da habitação, só na cidade do Rio de Janeiro 40 mil imóveis estão vazios, à espera de um comprador. “Com mercado mais estagnado, com uma velocidade de venda mais lenta, você hoje acaba atraindo boas possibilidades para quem está interessado em comprar. Então, se você tem hoje uma condição de comprar imóvel, talvez seja um momento interessante para você negociar, olhar com calma, buscar mais opções e aí fazer um bom negócio”, disse Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio.

E um bom negócio é tudo o que o Hoffman espera. Ele começou 2017 animado com algumas possibilidades. “Acredito que nesta entrada do ano tem dois clientes com possível vontade de fazer essa compra”, disse o corretor de imóveis Hoffman Motta.

(G1)

1 40 41 42 43 44 52