Categoria: Mercado

Imobiliário prefixado

A Caixa vai antecipar de março para fevereiro o lançamento do crédito imobiliário com taxas prefixadas. A nova previsão é que a linha seja anunciada por volta do dia 18 de fevereiro, apurou o jornal Valor Econômico. A mudança de data está relacionada ao IPO da Caixa Seguridade, previsto para ocorrer entre o fim de março e o começo de abril. A idéia é que o lançamento do crédito prefixado não ocorra no meio do processo. A linha será apresentada em cerimônia no Palácio do Planalto, como foi feito quando a Caixa lançou o crédito atrelado ao IPCA, em agosto.

Com o IPO em andamento, ficaria mais difícil dar a publicidade desejada ao assunto. Diferentemente do crédito indexado pela inflação, o financiamento prefixado não deve precisar de aprovação do Conselho Monetário Nacional. A Caixa já teria, inclusive, sinalização positiva do Banco Central.

FONTE: Valor Econômico

Com queda de juros, portabilidade de crédito imobiliário aumenta 175%

Migração. Além dos cortes na Selic, que acabaram tendo impacto nas taxas de financiamento de imóveis, maior disputa entre bancos impulsionou a transferência de dívidas; de janeiro a novembro do ano passado, portabilidade no segmento somou R$ 1,46 bilhão

A sequência de cortes na taxa básica de juros e a redução do custo de financiamento da casa própria deixaram a portabilidade do crédito imobiliário mais atraente para o brasileiro – e têm feito multiplicar o número de pedidos de modalidade. Segundo os dados mais recentes do Banco Central, de janeiro a novembro de 2019 a transferência de dívida imobiliária para outro banco somou R$ 1,46 bilhão, um crescimento de 175,43% em relação aos 11 primeiros meses de 2018.

Ao fazer a portabilidade do financiamento, o consumidor pode conseguir reduzir o valor das parcelas e melhorar as condições do empréstimo.

Se considerados apenas os dados de novembro do ano passado, 1.094 mutuários da casa própria transferiram suas dívidas. O montante total de crédito que migrou para outras instituições somou R$ 250,8 milhões, um aumento de 367,02% em relação ao mesmo mês de 2018. A média das taxas cobradas em novos financiamentos estava em 7,2% ao ano. Cinco anos antes, em novembro de 2014, era de 9,3%.

Com o custo menor, muitos bancos buscam atrair os brasileiros que possuem contratos antigos de financiamento imobiliário, em outras instituições. “Temos uma melhora da economia, que se reflete na oferta de imóveis e de crédito imobiliário. A redução da taxa de juros teve impacto na queda da taxa das operações de crédito”, afirmou o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do BC, João André Calvino Marques Pereira.

“A portabilidade cresceu em função da queda dos juros, mas há também uma atitude mais agressiva dos bancos”, avalia o economista José Dutra Vieira Sobrinho, especialista em Matemática Financeira. “O banco tem muito interesse em atrair o cliente. Quem entra em um financiamento habitacional se torna consumidor de longo prazo de outros produtos.”

Cálculos feitos por Dutra mostram que quem fez um financiamento há dois anos, no valor de R$ 500 mil, a uma taxa de 10% ao ano (0,7974% ao mês), possui hoje uma prestação de R$ 4.229,39 pelo Sistema Price – um dos sistemas de amortização mais comuns em financiamentos imobiliários no Brasil. Nesta conta, são considerados apenas os juros, sendo que um financiamento tradicional embute ainda os custos com seguros e os serviços do banco, como a avaliação do imóvel. O indexador utilizado para atualização do saldo no cálculo é a taxa referencial (TR), que nos últimos anos ficou em zero.

Se este cliente efetuar hoje a portabilidade do saldo ainda a ser pago (de R$ 493.323,28), para um banco que ofereça taxa de 7% ao ano (0,5654% ao mês), o valor da prestação cairá para R$ 3.282,05 ao ano. A queda é de 22,40%. “A diferença é brutal”, reconhece Dutra.

Transferência de dívida deve continuar em alta neste ano.

FONTE: O Estado de S. Paulo

Preço dos imóveis residenciais novos sobe 4,11% em 2019

O preço dos imóveis novos comercializados em 2019 registrou alta de 4,11% no acumulado do ano. Em dezembro, a variação foi de 1,07%, quase o dobro do registrado no mês anterior.

Os dados são do IGMI-R (Índice Geral de Preços Imobiliários – Comercial) da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) e foram divulgados nesta terça-feira (21).

O aumento em 2019 é registrado depois de resultados que praticamente deixaram os valores nominais inalterados em 2017 (variação de -0,60%) e em 2019 (variação de 0,64%).

De acordo com análise da Abecip, a variação do IGMI-R/ABECIP em 2019 “foi muito próxima à dos principais índices de preços ao consumidor no período, revertendo os resultados dos anos anteriores, em que ficou abaixo”.

No ano, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou variação de 4,31%, 0,56 ponto percentual acima dos 3,75% registrados em 2018. O índice mede a variação dos preços de produtos e serviços para o consumidor final e é considerado o índice oficial de inflação do país.

Das dez capitais analisadas pelo IGMI-R, o destaque positivo é São Paulo, que registrou alta de 6,86% no ano e superou o IPCA.

Mesmo voltando a registrar aumentos nominais nos preços dos imóveis residenciais, em 2019, o Rio de Janeiro foi o destaque negativo do levantamento ao atingir 1,29% de elevação nos valores dos imóveis em 2019.

Todas as capitais apresentaram resultados positivos e em aceleração quando comparados os 12 meses de 2019 aos de 2018.

Confira o resultado:

  • São Paulo (SP) – 6,86%
  • Goiânia (GO) – 3,51%
  • Rio de Janeiro (RJ) – 1,29%
  • Porto Alegre (RS) – 4,23%
  • Salvador (BA) – 3,68%
  • Brasília (DF) – 4,05%
  • Fortaleza (CE) – 1,43%
  • Curitiba (PR) – 3,99%
  • Recife (PE) – 1,63%
  • Belo Horizonte (MG) – 2,00%

De acordo com análise da entidade, apesar de sujeito a oscilações no final de 2019, o ritmo de crescimento do nível de atividade continua uma tendência de alta, que vai refletindo em indicadores do mercado de trabalho e de confiança de diferentes setores.

Em seu boletim, a Abecip também destaca que a expectativa da construção civil é que este cenário, aliado a melhores condições de financiamento e à demanda represada nos últimos anos deve revigorar o setor em 2020.

“Se confirmada essa expectativa, os efeitos sobre os preços dos imóveis residenciais devem ficar claros nos próximos meses, reforçando a tendência de aumento que por enquanto vem sendo verificada de forma mais forte na cidade de São Paulo”, conclui.

FONTE: R7, Economia

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