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Como evitar os problemas mais comuns em reformas no condomínio

As obras e manutenções são fundamentais para que os prédios e condomínios ofereçam sempre conforto e segurança para seus moradores. Só que, como todos sabem, as reformas podem trazer complicações se não forem bem planejadas e estruturadas. Para evitar que os problemas com as obras tragam maiores prejuízos, separamos 3 dicas importantes. Confira a seguir!

  1. O primeiro passo deve ser o planejamento. É nessa fase em que o responsável deve buscar todas as informações sobre a obra a ser realizada e sua finalidade. Se possível, o ideal é que o condomínio contrate um especialista para gerenciar e fazer esse planejamento, diminuindo os riscos de algum incidente.
  2. Após definir quais mudanças serão feitas, é necessário prever os gastos, levando em consideração o custo do serviço, dos materiais e da mão de obra, além de como ela será paga. Lembre-se: pagamentos à vista podem ter maior negociação. Além disso, se for uma obra emergencial, manobrar o dinheiro de outros fundos pode ajudar o condomínio a se capitalizar e fazer o pagamento à vista, diminuindo o rateio entre os moradores.
  3. O artigo 1.348 do Código Civil define os tipos de obras em condomínios, que podem ser classificadas como necessárias, úteis ou voluptuárias. Dependendo de qual delas for o caso, é essencial que se convoque assembleia extraordinária para aprovação da reforma e seus custos. A partir disso, a empresa responsável poderá dar início aos trabalhos.

Seguindo esses passos, é provável que os problemas no meio do percurso sejam menores. Porém, ainda é possível que aconteçam. A seguir, listamos os mais comuns:

  • Contratos mal elaborados, com falhas no diagnóstico e na solução dos problemas;
  • Atrasos no cronograma;
  • Materiais de baixa qualidade e durabilidade empregados na obra;
  • Dificuldade para acionar a garantia;
  • Acidentes de trabalho envolvendo os profissionais que estão trabalhando na obra;
  • Processos trabalhistas movidos por funcionários de terceiros, que trabalharam na obra de forma irregular.

Tais questões podem ser resolvidas de uma maneira muito simples: ao contratar uma empresa para a realização das obras, certifique-se que ela é idônea e com boa reputação. O síndico pode fazer uma checagem detalhada das credenciais apresentadas, e verificar se a mesma está registrada junto ao CREA ou CAU, e na Junta Comercial. Além disso, busque referências de obras realizadas em outros condomínios.

 

5 dicas para melhorar a segurança do seu condomínio

As portarias dos prédios e condomínios sempre são movimentadas, e, exatamente por isso, elas precisam de atenção extra quando o assunto é segurança. Neste cenário, é importante estabelecer algumas regras e limites, tanto para moradores quanto para funcionários.

Investir na qualificação dos funcionários é essencial. Os porteiros, por exemplo, que estão na porta de entrada do condomínio, devem saber as normas do condomínio e segui-las fielmente. Existem alguns cursos específicos para a área, como o de qualidade nos serviços de portaria. Além disso, os profissionais também podem fazer cursos de gestão, defesa pessoal ou outros que agreguem valor ao cargo.

Os equipamentos de segurança também fazem uma grande diferença. Câmeras de alta resolução que captam imagens noturnas, sistemas de controle de acesso de moradores, alarmes, interfones… todos estes aparelhos e sistemas ajudam bastante na hora de manter a segurança dos moradores.

Evite delegar mais funções aos funcionários. Por exemplo: não é tarefa dos porteiros ajudar os moradores com compras. Por mais que pareça uma gentileza sem maiores problemas, esse pequeno momento de distração pode ser suficiente para que alguém mal-intencionado entre no prédio.

A liberação de veículos não autorizados para entrar no condomínio pode ser perigosa. Com os serviços de transporte particular, essa questão fica ainda mais em evidência. Um sistema que evita a liberação de veículos não autorizados é o de abertura automática para moradores, que podem ser identificados com um cartão, tag de controle de acesso ou controle.

As distrações no ambiente de trabalho devem ser evitadas. Distrações como televisão ou smartphones podem prejudicar o serviço e causar falhas na segurança do condomínio mais frequentemente. Por isso, é necessário realizar campanhas de conscientização para delimitar limites e mostrar os risos para o porteiro e moradores.

Você sabe qual a importância da previsão orçamentária para o seu condomínio?

A previsão orçamentária é um relatório anual, exigido pela Lei do Condomínio, em que os Síndicos ou Administradoras devem apresentar as despesas e receitas esperadas para o próximo ano aos condôminos. Geralmente, esse documento é preparado nos últimos meses do ano, sendo necessária a sua aprovação para que seja posto em prática no ano seguinte.

A previsão orçamentária ajuda o condomínio a se organizar para os futuros gastos, além de servir como um planejamento para ações futuras. Com ela, o gestor sabe, com antecedência, se o condomínio terá caixa disponível para uma determinada obra, quais despesas podem ser cortadas, se existe alguma oportunidade de incrementar a receita, entre outras coisas.

Com um relatório detalhado e feito cuidadosamente, essas questões podem ser respondidas e repassadas aos condôminos. Assim, é criada uma estabilidade na gestão, elaborando uma análise e aumentando a transparência na administração para todos. Além disso, a previsão também pode ser um diferencial na hora de reajustar a taxa condominial, tendo um argumento sólido para tal, ou seja, os condôminos entenderão o porquê do aumento e poderão dar opiniões e sugestões.

Agora que você já entendeu os motivos para a previsão ser feita, é hora de colocar a mão na massa e entender como fazer para o próximo ano.

O primeiro item indispensável é o levantamento de todas as receitas do condomínio, que, geralmente, vêm da taxa condominial, do aluguel de áreas comuns e de outros eventuais contratos, como o aluguel de espaços para a instalação de antenas de telefonia. Para facilitar, o Síndico pode usar a previsão do ano anterior como base.

Em seguida, deve-se comparar as receitas e as despesas do condomínio. As principais são as despesas fixas, como luz, água, gás e salários dos funcionários. O acompanhamento destas despesas ajuda na análise de como os recursos estão sendo gastos e se estão valendo a pena ou sendo desperdiçados.

O futuro não pode ser esquecido. Por isso, quem administra o condomínio deve ter uma visão ampla sobre possíveis gastos futuros. Melhorias como pinturas, reformas, adequações necessárias ou limpezas mais complexas entram nessa categoria. O documento deve conter uma prévia de quais melhorias serão necessárias no próximo ano, e quanto o condomínio espera gastar em cada uma delas.

Uma observação importante é que a gestão não pode deixar de levar em consideração a inflação anual, incluindo reajustes de contratos, despesas fixas, e, é claro, o cálculo da taxa condominial. 

Um administrador também tem que saber lidar com os problemas relacionados à inadimplência, afinal, nenhum morador está imune às dificuldades financeiras. Por isso, até a falta de pagamento precisa ser prevista para o próximo ano. Para isso, o modo mais fácil e seguro é fazer uma média entre as taxas de inadimplência dos últimos anos, uma vez que, de um ano para o outro, essa variação não é tão grande.

Por fim, o gestor deve providenciar um fundo de reserva. Na prática, a previsão orçamentária nunca condiz 100% com a realidade, já que imprevistos podem acontecer.

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