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7 dicas para diminuir os custos mensais do condomínio

As despesas dos condomínios são uma preocupação constante para seus síndicos e administradores. E, quando tratamos desta questão, segundo o Secovi (o Sindicato da Habitação), a folha de pagamentos e os encargos são os principais custos.

Porém, para garantir a saúde financeira do condomínio, algumas medidas podem ser tomadas por seus gestores, evitando a cobrança de taxas extras grandes e recorrentes, e que o mesmo entre no vermelho. Nós separamos algumas dicas sobre o assunto no post de hoje. Continue lendo!

  • As horas extras de funcionários devem ser controladas. Se o síndico perceber que os tais gastos estão maiores que o comum, ele deve considerar a ideia de contratar outro funcionário e dividir as horas, ou um folguista, por exemplo.

  • Manter uma equipe é mais barato e eficiente do que realizar o processo de demissão e contratação repetidamente. Por isso, busque reter os bons profissionais em seu quadro de colaboradores fixos.

  • A economia de água e energia nas áreas comuns deve ser uma prioridade tanto quanto nas unidades particulares. A utilização de lâmpadas mais eficientes, instalação de sensores de presença e a vistoria de encanamentos são tarefas simples que podem fazer uma grande diferença.

  • As manutenções preventivas devem ser encaradas como investimentos, e não como gastos. As verificações de estruturas como para-raios, bombas d’água, elevadores e vazamentos devem ser feitas periodicamente, evitando obras de reparo de grande porte e, consequentemente, um gasto maior de dinheiro.

  • O condomínio deve combater a inadimplência crônica, ou seja, evitar que condôminos não paguem a taxa de condomínio por meses seguidos. Para solucionar estes casos, a conversa e acordos amigáveis são as primeiras atitudes recomendadas. Se o problema persistir, medidas mais sérias podem ser tomadas, como a abertura de um processo judicial de cobrança.

  • O condomínio deve elaborar seu planejamento anual, colocando na ponta do lápis as contas do ano anterior e fazendo uma projeção para as contas do ano atual. Assim, fica mais fácil evitar grandes surpresas na hora de controlar o caixa do condomínio.

  • O gestor deve estar completamente ciente de sua importância para o condomínio, e, assim, exercer uma gestão responsável, tendo total controle das contas e arrecadando mais do que gastando, e participativa, tendo a colaboração frequente dos moradores no dia a dia do condomínio.

Varandas – quais são as regras de uso e mudanças?

Reformar qualquer parte de um imóvel requer muita atenção, e não seria diferente ao falar das varandas. Estes espaços, por estarem na fachada dos edifícios, precisam seguir uma série de regras, garantindo a harmonia estética e evitando problemas estruturais.

Segundo o Código Civil, os proprietários não devem alterar a forma e a cor das fachadas, que correspondem à área externa do prédio. Isso inclui, por exemplo, sacadas, varandas, paredes externas, janelas, portões, grades, entre outros. Películas, cores, forros e materiais destas áreas devem seguir os padrões do condomínio. Além disso, é importante lembrar que, por lei, para que qualquer alteração seja feita nestes espaços, é preciso estar de acordo com a Convenção do Condomínio, uma vez que algumas proíbem todo e qualquer tipo de obra, enquanto outras são mais flexíveis dentro de um limite.

Apesar da rigidez em alguns aspectos, atualmente já existe um consenso sobre algumas mudanças mais comuns, como o envidraçamento da sacada e a instalação de aparelhos de ar-condicionado. Em ambos os casos, os condomínios geralmente têm um modelo pré-aprovado pelo seu arquiteto de confiança, garantindo que não ocorrerão problemas futuros.

A decoração e os itens que ficam nas varandas também devem receber atenção. O regimento interno e a convenção do condomínio podem dispor sobre objetos como varal de chão, bicicletas e esteiras elétricas, assim como podem proibir que moradores utilizem o parapeito para pendurar objetos ou colocar vasos de plano, pois podem cair e causar acidentes.

Caso ainda não existam regras específicas em seu condomínio sobre tais assuntos, é importante que moradores, síndicos e gestores sejam convocados para definir um padrão a ser seguido.

Check-up predial pode ajudar na redução de despesas condominiais

O check-up predial pode ajudar na redução de despesas condominiais. É o que apontam especialista ouvidos pelo DIA. Segundo eles, a economia pode chegar a 50% do orçamento total empregado na gestão dos conjuntos residenciais.

Engenheiro e diretor do Grupo Delphi, David Gurevitz destaca que medidas simples podem fazer grande diferença e contribuir para evitar desperdícios nos gastos com luz e água, e ainda prevenir incêndios e acidentes.

“Todas as instalações elétricas, de gás e de combate a incêndios precisam ser checadas, assim como elevadores”, diz Gurevitz.

O engenheiro dá um exemplo prático. “As tubulações de ferro, utilizadas em construções antigas, devem ser substituídas por tubos de PVC. A atitude reduz a ocorrência de vazamentos e, com isso, há diminuição no consumo de energia, pois as bombas hidráulicas precisam de menos esforço para funcionar”, orienta.

Consumo consciente

No verão, os condomínios precisam estar atentos ao consumo de água. O alerta é de Marcelo Borges, diretor da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi). “É importante conscientizar os moradores, pois a conta de água é a segunda despesa mais cara do prédio depois do pagamento de funcionários”, diz.

Além disso, Marcelo Borges recomenda a vistoria das áreas comuns e dos próprios imóveis para prevenir possíveis infiltrações: “São danos que trazem despesas extras”.

Leitura diária de hidrômetro 

Outra recomendação para diminuir o desperdício na conta de água é ter atenção ao hidrômetro. Segundo os especialistas, o correto é fazer a leitura diária do equipamento. Se alguma alteração no consumo for constatada, é preciso chamar um bombeiro hidráulico para verificar possíveis vazamentos.

“O condomínio pode investir ainda em sistemas para coleta de água da chuva para utilização em atividades como a limpeza de áreas comuns dos edifícios. Isso gera economia não apenas na conta de água, mas na tarifa de luz também”, explica David Gurevitz, engenheiro e diretor do Grupo Delphi.

Há, ainda, outras iniciativas que surtem efeito, como o desligamento de elevadores em horários de pouca circulação de pessoas. “Hoje em dia há equipamentos modernos que consomem até 40% menos de energia elétrica. Substituir elevadores antigos por novos também faz muita diferença”, acrescenta Gurevitz.

Segundo o engenheiro, questões mais simples envolvidas no check-up podem ser avaliadas pelos próprios funcionários do prédio no dia a dia. Mas o especialista frisa que os levantamentos aprofundados, como exige a Lei de Autovistoria Predial, devem ser feitos por engenheiros mecânicos e civis, e eletricistas.

Fonte: O Dia

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