Categoria: Condomínios

Convenção Coletiva de Trabalho 2022 – Condomínios

O Secovi Rio firmou a Convenção Coletiva de Trabalho para a categoria de empregados de edifícios residenciais, comerciais e mistos dos municípios de Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Belford Roxo, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Duque de Caxias, Guapimirim, Iguaba Grande, Itaguaí, Japeri, Magé, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, Rio das Ostras, Rio de Janeiro, São João de Meriti e São Pedro da Aldeia, com vigência a partir de 1º de abril de 2022.

O percentual de reajuste dos salários ficou estabelecido em 11,00% (onze por cento) sobre o salário vigente em 01 de abril de 2021, com vigência para o período de 01.04.2022 a 31/03/2023.

Os pisos salariais de admissão, que estão fixados na cláusula terceira, são:

a) Porteiro, Porteiro Noturno, Vigia e Zelador: R$ 1.703,41 (um mil, setecentos e três reais e quarenta e um centavos).

b) Guardiões de Piscina: R$ 1.665,43 (um mil, seiscentos e sessenta e cinco reais e quarenta e três centavos).

c) Servente, Faxineiro e demais empregados da categoria profissional: R$ 1.488,09 (um mil, quatrocentos e oitenta e oito reais e nove centavos).

d) Funcionários do setor administrativo de Shoppings e Apart-hotéis: R$ 1.691,67 (um mil, seiscentos e noventa e um reais e sessenta e sete centavos).

As diferenças salariais advindas da aplicação da Convenção Coletiva de Trabalho serão pagas em parcela única juntamente com o salário de maio/2022. Não há possibilidade de parcelamento.

A íntegra desta Convenção Coletiva já está disponível na área restrita do site da Atlântida, www.atlantida-adm.com.br, na opção Leis e Manuais.

Recomendamos, como sempre, a leitura.

Atenciosamente,

Atlântida Administradora

Nove dicas de como evitar problemas com pets em condomínios

Segundo a Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos Para Animais de Estimação), o Brasil é o terceiro país do mundo com maior população de animais domésticos. São 54,2 milhões de cães, 23,9 milhões de gatos, 19,1 milhões de peixes, 39,8 milhões de aves e mais de 2,3 milhões de outros animais, totalizando 139,3 milhões de bichinhos de estimação para proporcionar muito amor e carinho no lar. E hoje, mais que bichinhos de estimação, eles fazem parte realmente da família e os condomínios devem se adaptar a essa mudança de status.

“Se a Convenção de seu condomínio proíbe de forma genérica e irrestrita a posse de animais de estimação nos apartamentos ou casas, saiba que essa proibição e qualquer punição – advertência ou multa – dela decorrente é passível de nulidade”, explica Daniela Bibiano, advogada especializada em direito condominial e sócia do escritório Amanda Amaral Sociedade de Advogados.

Segundo Bibiano, isso não quer dizer que a posse do animal é um direito absoluto, ao contrário: os tutores devem ter em mente que a posse de um animal de estimação, para além de ser um direito, traz também deveres que devem ser observados.

Daniela alerta sobre a importância da posse responsável do pet. “Se a segurança, a tranquilidade ou a higiene da coletividade for de alguma maneira comprometida, o tutor poderá sim sofrer alguma sanção que vai desde advertência, multa e até mesmo a remoção compulsória do animal da unidade, esta última, somente por determinação judicial”, ressalta.

A especialista orienta aos tutores de pets residentes em condomínios como evitarem problemas e manterem uma boa convivência com os vizinhos. Seguem as dicas:

1) Animais são imprevisíveis e podem atacar, por mais que junto aos tutores apresentem um comportamento dócil. Ao sair do ambiente privado, é salutar que a condução seja feita com o uso de coleiras e guias, que permitam evitar que ele salte sobre as outras pessoas;

2) Especialmente os cães de grande porte devem ser conduzidos com enforcador e focinheira. Lembramos que qualquer ataque que venha a resultar em lesão a terceiros, será o tutor responsabilizado civil e criminalmente. A prevenção é sempre o melhor caminho;

3) Coloque telas na varanda e janelas para evitar fugas ou quedas;

4) A grama do condomínio e os espaços destinados aos pets não são banheiro. Leve seu amigo peludo para fazer as necessidades fisiológicas fora do condomínio e recolha os dejetos. Uma garrafa com água para jogar sobre o xixi e um saquinho biodegradável para recolher o cocô mantém as vias públicas limpas e não polui o meio ambiente;

5) Nunca deixe o seu animal preso em espaços pequenos como lavanderias, banheiros, varandas. Além de ser estressante para ele, poderá ocasionar latidos e uivos e causar incômodo à vizinhança.

6) Vai viajar ou se ausentar por longo período e deixar seu pet? Deixe-o em hotel ou creche, onde permanecerá ativo, cuidado e sem sofrer.

7) Cheiro de cocô e xixi em espaço fechado é desagradável e pode exalar para os apartamentos vizinhos. Mantenha sua unidade limpa e livre de odores;

8) Com exceção das áreas de convívio conhecidas por pet place, não se deve utilizar as áreas comuns do condomínio para passear com seu animalzinho. O trânsito permitido é entre a unidade autônoma e a portaria e/ou a unidade autônoma até a garagem para ingresso em veículo;

9) É importante lembrar que é sua responsabilidade vacinar e vermifugar seu amigo de quatro patas periodicamente. Existem doenças que podem ser transmitidas de animais para humanos e a posse responsável e consciente evita esse tipo de problema.

“Observar pequenos detalhes que podem afetar o coletivo é a melhor maneira de exercer seu direito sem atrair a antipatia da vizinhança e gerar consequentes reclamações”, conclui a especialista condominial, Daniela Bibiano.

Fonte: Condonews

 

Conveniência é tudo: Febre da pandemia, minimercados em condomínios mantêm os clientes da quarentena

Mesmo com o fim das restrições que impulsionaram o setor, pontos de venda caracterizados por autoatendimento vêm crescendo, principalmente dentro de condomínios

RIO – A pandemia fortaleceu o setor de minimercados, principalmente no período inicial do isolamento social. Mesmo com a melhora dos números da pandemia no Brasil, esses pontos de venda, principalmente dentro de condomínios, devem crescer nos próximos anos.

Segundo Eduardo Muniz, CEO da VMtecnologia, empresa especializada em plataformas de gestão e pagamento para micro markets, é um mercado em ascensão, onde a conveniência é o atrativo.

— Se você está mais perto do consumidor da sua marca, você tem uma vantagem: ele tropeça primeiro em você do que no seu concorrente. É o que chamamos de consumo de ultraconveniência — diz o executivo.

O número de pontos de venda da VMtecnologia cresceu 127% no último ano, depois de uma escalada de 350% na virada para 2021.

— Nos últimos 30 dias, alcançamos 2.449 pontos de venda. Acredito que, em 2022, vamos mais do que dobrar a quantidade de estabelecimentos ativos.

Autoatendimento

Os minimercados são pequenas lojas de conveniência instaladas dentro de condomínios, onde as compras são efetuadas via autoatendimento.

Antes da pandemia, a VMtecnologia atendia a uma gama de clientes que tinham máquinas automáticas de conveniência. Elas começaram a ser substituídas em 2017, momento em que surgem as pequenas lojas dentro das empresas.

— Quando veio a pandemia, a maior parte dessas lojas fechou abruptamente. Os operadores começaram a instalar lojas em condomínios, parecidas com os que já ofereciam antes — conta Muniz.

Segundo o diretor financeiro da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI), Fernando Canato, esse ramo já vinha crescendo e ganhou impulso durante a pandemia:

— Nós percebemos muito mais síndicos interessados em minimercados. Na maioria das regiões, as empresas do segmento firmam parcerias com as construtoras para que os prédios fiquem prontos já com minimercado. É um diferencial.

Estoque adaptado

A Minha Quitandinha é uma start-up especializada em minimercados autônomos com operações 24 horas. As compras nas lojas da rede são feitas por um aplicativo de celular, que identifica o condomínio por geolocalização e explica como passar os produtos.

A empresa foi criada no fim de 2020, primeiro ano de pandemia, quando abriu apenas três lojas. Esse número chegou a 30 no ano passado, com o faturamento de R$ 1 milhão.

De acordo com o diretor de Operações da Minha Quitandinha, Marcelo Villares, a comodidade é um caminho sem volta, mesmo que o modelo de negócios tenha surgido na pandemia:

— O benefício de se ter um minimercado a um elevador de distância é uma realidade. A praticidade e a economia no deslocamento ajudam a consolidar cada vez mais esse modelo de compras.

Atualmente, a meta da empresa é ter 150 lojas e faturamento de R$ 10,5 milhões ainda em 2022. Este ano, já foram abertos 33 mercadinhos.

Tanto Villares, da Minha Quitandinha, como Muniz, da VMtecnologia, contam que os micro markets atendem a todas as zonas das cidades, independentemente da faixa de renda.

— O que determina o acesso a minimercados é a quantidade de moradores de um condomínio. Para um operador, é melhor um edifício de que concentra moradores das classes C e D, com bastante gente, do que um condomínio de classe A com pouca gente — afirma Muniz.

A única diferença está na cesta de compras. O mix de produtos de cada loja da Minha Quitandinha é escolhido e alterado de acordo com o consumo dos clientes.

Já nos minimercados da Market4u, mais um nome do setor, há sempre cervejas e refrigerantes, enquanto outros produtos mudam de acordo com o perfil das famílias do condomínio, caso elas tenham crianças, jovens solteiros ou pets. A Market4u conta com 1.941 unidades instaladas e cresceu 212% em 2021.

O estudante Alexandre Placido, de 23 anos, costuma comprar comida congelada e cervejas no mercadinho do seu condomínio, que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Para ele, a maior vantagem é o funcionamento 24 horas da loja de conveniência.

— Lá tem bastante variedade e o preço é acessível.

Preço mais alto

Tadeu Vital, de 22 anos, que também mora na Barra da Tijuca, diz que o mercado do seu prédio foi quase um aliado na pandemia. Mas, ultimamente, os preços têm ficado muito mais altos do que os dos supermercados.

— Eu uso o minimercado para comprar coisas pequenas para cozinhar, mas a diferença de preço é enorme. Alguns itens custam o dobro do que nos mercados maiores, como produtos de limpeza.

O analista financeiro Pedro Ximenes, de 25 anos, mora em um condomínio no Flamengo, na Zona Sul do Rio, que acaba de ganhar um mercadinho. Para ele, que trabalha em casa, os custos extras são compensados pela praticidade.

— Há uma diferença de preço em relação aos mercados convencionais. Mesmo assim, ainda vale a pena quando cruzamos as duas variáveis: o preço e comodidade.

Segundo Muniz, o próximo passo é tornar o processo de compra cada vez mais automatizado e seguro.

— Pretendemos identificar a pessoa na entrada, seja por QR Code ou por aplicativo no celular. O produto que está sendo retirado da prateleira também seria reconhecido de imediato, e o pagamento seria debitado direto no aplicativo no momento em que o item sai da loja. Assim, o usuário não precisaria fazer o pagamento manualmente — disse o empresário. (*Estagiária, sob a supervisão de Luciana Rodrigues)

Fonte: O Globo

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