Categoria: Condomínios

Como lidar com a inadimplência no seu condomínio

A inadimplência é um dos principais motivos de desavenças e antipatias entre os condôminos e o síndico, que tem, entre suas funções, a (chata) tarefa de cobrar dos inadimplentes o que estão devendo ao condomínio. No post de hoje, falaremos um pouco sobre esse assunto delicado e desconfortável. Acompanhe…

Infelizmente, a inadimplência aumentou muito nos últimos meses, devido à crise político-econômica enfrentada pelo Brasil. Por causa dela, muitos funcionários foram demitidos e, por causa do desemprego, muitos condôminos ficaram sem ter como arcar com sua taxa condominial (e outras cobranças).

Para se ter uma ideia, em março deste ano, o número de ações judiciais de cobranças de condomínio cresceu 40,2% em relação ao mesmo período de 2015. Só a partir desse dado já podemos imaginar a gravidade da situação.

O síndico, muito cobrado pelos outros moradores (que acabam arcando com as despesas não pagas pelos vizinhos inadimplentes), pode exercer esse papel de ir conversar com o condômino devedor, mas é importante enaltecer que seu poder, em relação a esse assunto, é limitado.

Destaca-se que o fundamental, nessas situações, é que a cobrança seja realizada muito rápida. Ou seja, assim que passou o vencimento, caso o pagamento não tenha sido feito, deve ser enviado um email ou feita uma ligação telefônica para quem está devendo. Em casos mais críticos, sim, é aconselhado ingressar com uma ação judicial (que ficou mais rápida com o novo Código de Processo Civil).

Outros pontos que devem ser salientados são que 1- o síndico não tem a liberdade de conceder descontos para o devedor; 2- mesmo que os condôminos (e/ou o próprio síndico) fiquem revoltados com a situação, é proibida qualquer medida que cause constrangimento ao condômino devedor, como, por exemplo, expor no quadro de avisos do prédio os nomes dos devedores ou impedir que ele use as áreas comuns.

Dentre as consequências para o inadimplente, podemos citar algumas, como:

  1. A penhora de sua conta bancária (a Justiça pode fazer a penhora online, resgatando dinheiro de sua conta) ou de bens (como um carro ou o próprio imóvel), para que a dívida seja paga;
  2. Multas de 2% e juros de 1% podem ser acrescidos à sua dívida, dependendo da convenção condominial;
  3. Seu nome pode ficar sujo/negativado nos sistemas de proteção ao crédito (o que o impedirá de conseguir um financiamento em banco ou comprar coisas parceladas);
  4. O inadimplente pode ser vetado de participar de votações das assembleias e até mesmo estar presente nelas, mesmo que sejam tópicos importantes.

Conclusão, ninguém quer nenhum desses aborrecimentos para a sua vida, né, principalmente um combo deles! Se você estiver achando que não conseguirá pagar a próxima taxa condominial ou já tem um problema de taxas atrasadas, procure o síndico e a administradora e tenha uma conversa franca, buscando uma solução para isso.

Agora, caso seja um condômino, paga sua taxa em dia e sabe que seu prédio tem caso(s) de inadimplência, converse com o síndico e indique para ele esse post. Já se você é o síndico, respire fundo! Faz parte dos seus deveres cobrar dos devedores uma atitude, porém, não há muito que você, sozinho, possa fazer. Se a conversa não adiantar, pode ser a hora de acionar a Justiça para tentar sanar o problema. Boa sorte!

Reciclagem pode ser revertida em lucro para condomínios

Pensar num mundo melhor para as futuras gerações, principalmente, mais equilibrado e sustentável, é dever de todos nós. Por isso, discutir e implantar a sustentabilidade tem se tornado tão comum. Uma das práticas sustentáveis mais famosas é a reciclagem e hoje falaremos sobre como revertê-la em lucro para os condomínios. Acompanhe!

O lixo acumulado, principalmente nas grandes cidades, é catastrófico, poluindo o ar e piorando a qualidade de vida das pessoas. Por isso, faz-se necessário, cada vez mais, com o aumento de lixo, fazer da reciclagem uma arma do bem. Então, preste atenção nas dicas que daremos a seguir, sobre como implantar a reciclagem no seu condomínio, e até mesmo lucrar com isso!

  • Primeiramente, é importante mudar os pensamentos e hábitos das pessoas, conscientizando-as sobre as consequências de suas atitudes na natureza e do impacto que isso tem.
  • Muitas vezes, algum objeto, utensílio ou móvel pode ser usado de forma diferente e/ou por outra pessoa. Dar uma nova cara, renovando o objeto e reutilizando pode ser legal.
  • Em relação a reciclagem, o primeiro passo deve ser controlar a quantidade de lixo reciclável gerada por cada apartamento, para que, assim, o condomínio possa se preparar para todo o processo.
  • Dentro desse momento de preparação, também é indicado separar um local no condomínio, uma pequena sala bem vedada e distante dos apartamentos, para alocar o lixo, antes de ele ser retirado pelos responsáveis.
  • Então, é importante entrar em contato com as empresas que podem comprar os materiais, fazendo-se necessária uma pesquisa sobre isso no local onde você mora.
  • Para lucrar com essa prática, você tem que vender esses materiais, certo?! Para isso, devem-se definir quais os materiais que serão coletados. Normalmente, as empresas compram os materiais por quilo. Por isso, é importante separar uma boa quantidade para a venda.
  • Quando o processo conseguir caminhar e o condomínio receber algum dinheiro proveniente dos materiais, uma sugestão é usar essa arrecadação para o próprio programa de coleta, tanto em confraternizações dos condôminos participantes, como em melhoras na sala de armazenamento, ou mesmo em melhorias para o condomínio!
  • Depois dos resíduos sólidos secos encontrarem seu destino certo, os resíduos úmidos podem ser destinados à compostagem, aproveitando-os para a criação de adubo de alta qualidade, sem químicas, que podem ser usados nos jardins e plantas do condomínio e, caso queiram, pode até ser vendido para prédios vizinhos.

Bom, agora que você tem todas essas informações e sugestões, que tal levá-las aos seus vizinhos, numa reunião de condomínio? As ideias podem ser conversadas e debatidas, chegando numa conclusão que seja ecologicamente correta e lucrativa! Boa sorte!

3 principais queixas das academias nos condomínios e dicas para solucionar

A academia é um dos principais diferenciais dentro de um condomínio, sendo, também, uma das áreas comuns mais frequentadas pelos condôminos. Às vezes, os prédios contam, também, com piscinas ou salas livres para prática de aulas coletivas. A tendência é cada vez mais pessoas, de diferentes faixas etárias, se preocuparem com sua saúde e bem-estar, além, é claro, de sua aparência.

Os moradores adoram essa solução, pois, além de economizarem dinheiro que seria investido numa academia, economizam tempo (e, novamente, dinheiro) com a locomoção, já que uma academia a passos de onde você vive é muito mais conveniente e prático, convenhamos. Então, ter um espaço dedicado a isso num condomínio é, sem dúvida, um atrativo e tanto.

O que acontece é que, em alguns casos, os condôminos enfrentam alguns problemas na hora de frequentarem as academias dentro dos condomínios. No post de hoje, falaremos sobre três principais desses problemas e daremos algumas dicas para solucioná-los. Continua lendo e confira!

  • Equipamentos limitados e academias superlotadas: as instalações, os aparelhos que possui, e a lotação frequente ocupam o topo da lista de reclamações.

Normalmente, os horários mais cheios são entre 06h-09h e 17h-21h, deixando o intervalo entre esses horários para quem quiser (e, é claro, tem a disponibilidade) frequentar.

O problema todo é que as academias são vistas como um investimento importante e de grande valor para o condomínio, mas, muitas vezes, não são bem planejadas, sendo pequenas ou mal equipadas, o que gera a superlotação, principalmente em horários em que os condôminos não estão trabalhando.

Dica: o ideal seria ter um andar inteiro disponível para a academia e outras atividades físicas do prédio e, principalmente, com aparelhos suficientes, de acordo com o número de condôminos.

Caso não seja possível dedicar um andar a um espaço fitness, considere se existem no resto do condomínio outros locais que possam funcionar para estender as instalações para prática de atividades físicas.

Outras opções como, por exemplo, a piscina e uma sala livre para a prática de danças e outras atividades também são sugeridas, com iluminação e aparatos necessários para tal.

É importante dizer que a palavra chave é planejamento. Com isso, as necessidades dos moradores podem ser atendidas, mesmo que não de maneira imediata, fazendo do condomínio um local mais prazeroso e completo.

Para saber quantas pessoas utilizariam determinado ambiente fitness, sugere-se pedir uma reunião e conversar com os moradores, podendo, assim, fazer um balanço real da situação.

Mais vale oferecer menos recursos bem equipados (como uma academia, ou uma piscina, ou um estúdio de yoga), do que múltiplas instalações mal geridas, que não serão aproveitadas por ninguém, tendo um gasto desnecessário, no final das contas.

 

  • Limitação nos horários: alguns condomínios possuem uma academia ou outras instalações para práticas esportivas, mas delimitam seu funcionamento para horários que, muitas vezes, não conseguem atender à maioria dos condôminos.

Como muitas pessoas trabalham das 08h-18h, os horários que elas teriam disponíveis seriam entre 05h-07h e 19h-22h, aproximadamente, levando em conta seu tempo de locomoção até o trabalho e outros afazeres.

Por isso, faz-se necessário analisar a situação dos moradores do seu condomínio, levando em conta os horários de todos e qual seria a melhor disponibilidade das áreas para práticas esportivas.

Como essas instalações podem ser barulhentas, com músicas, ruídos dos aparelhos etc., não se aconselha que fiquem abertas 24h, inclusive, também, por uma questão de segurança.

Dica: pensar em horários mais flexíveis e que atendam a maioria dos moradores é a principal tarefa. Novamente, essa conversa pode ser feita numa reunião condominial, tentando chegar num consenso sobre o assunto, com a presença de todos os interessados.

Outra sugestão é pensar em soluções para a redução de ruídos, deixando o espaço à prova de som, não atrapalhando os outros moradores que não estão usando o espaço.

 

  • Má manutenção dos centros de exercícios: não poderíamos deixar de lado essa reclamação já que, muitos condomínios possuem instalações para a prática de atividades físicas, que foram bem pensadas e planejadas, tendo, inclusive, bons equipamentos, porém esses equipamentos não estão sendo bem cuidados e mantidos.

A limpeza e boa ventilação e arejamento do ambiente e a manutenção dos aparelhos, por exemplo, fazem-se necessários de tempos em tempos e são de extrema importância para o uso satisfatório desses espaços, que são usados frequentemente e por um número grande de pessoas.

Muitas vezes acontece de alguns aparelhos deixarem de funcionar por falta de manutenção adequada. Isso, obviamente, é um desperdício de dinheiro e espaço, o que não é bom para ninguém.

Dica: é importante que os equipamentos da academia ou outros locais sejam fáceis de usar e estejam em bom estado, evitando, inclusive, acidentes com os moradores. Certifique-se, também, que os espaços sejam constantemente limpos. Verifique, também, se a ventilação do ambiente e a iluminação estão adequadas.

Também se pode disponibilizar panos e borrifadores com álcool, por exemplo, para que os condôminos, após usarem os aparelhos, limpe-os, mantendo uma boa higienização dos mesmos, para os próximos que forem usar.

Como já afirmamos, ter um ou mais espaços dedicados à prática de atividades físicas é ótimo para os moradores, além de ser um super diferencial para o próprio condomínio, mas, cuidado, pois esses espaços requerem muito cuidado e atenção, para serem aproveitados da melhor forma possível por todos.

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