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Parque das Figueiras é aberto, e Lagoa ganha nova área de lazer

Quatro frondosas árvores, que por muitos anos ficaram escondidas do público, desde sexta-feira dão nome e compõem o cenário da mais nova área de lazer da Lagoa Rodrigo de Freitas: o Parque das Figueiras. Instalado num terreno com cerca de 18 mil metros quadrados, que até 2013 era ocupado pela academia Estação do Corpo, ele foi aberto ao público na sexta-feira.

Além da área verde, com as antigas árvores e outras 80 novas mudas de plantas, o parque recebeu um mobiliário moderno, com espreguiçadeiras, mesas e banquinhos feitos com troncos. Há aparelhos para fazer exercícios ao ar livre, uma Academia da Terceira Idade, brinquedos infantis, bicicletários e uma base da Guarda Municipal, que ainda não está funcionando. Foram investidos aproximadamente R$ 2 milhões no parque.

No próximo fim de semana, o espaço terá o seu primeiro evento: vai receber a edição de 20 anos da Babilônia Feira Hype, com expositores de moda, arte e gastronomia.

Com o Parque das Figueiras, a ciclovia da Lagoa ganhou novo traçado, com mais 200 metros. A área também está interligada a uma pista que margeia o Lagoon, complexo de lazer privado, com cinemas, casa de show e restaurantes.

(O Globo)

Férias sem problemas: início do recesso escolar é desafio para os condomínios

Férias escolares, final de ano, viagens… Dezembro é um prato cheio para problemas no condomínio. Se, por um lado, há aumento do fluxo de crianças nas áreas comuns, por outro, mais vizinhos viajam e podem criar problemas na segurança ao entregar as chaves para terceiros.

O síndico pode estar entre estes viajantes. E quem cuida do prédio na ausência dele? Segundo Sonia Chalfin, diretora de uma Administradora, legalmente, ele não é obrigado a avisar todos os moradores que está saindo de férias, mas é interessante tomar esta atitude.

— Ele pode deixar claro que, na sua ausência, o responsável é o subsíndico, ou em último caso, algum membro do conselho — afirma ela.

Luis Guilherme Russo, diretor-presidente de uma empresa especializada em administração de condomínios e locações de imóveis, lembra que, caso na convenção não conste a ordem de substituição, em regra geral, deve ser pessoa da administração que tenha conhecimento da vida administrativa e comercial do condomínio.

— Assim, na ausência do síndico, o substituto deve ser um dos membros do conselho. Devendo tal deliberação ser determinada por escrito pelo síndico, no caso de precisar ser substituído pelo subsíndico, ou pelo subsíndico no caso de precisar ser substituído pelo conselheiro — alerta.

É este responsável que vai conversar com os pais em caso de excesso de algazarra das crianças neste período de férias. Mas o advogado André Luiz Junqueira, especializado em Direito Imobiliário, lembra que o condomínio deve sempre tentar se comunicar com o responsável em vez de advertir diretamente os pequenos (a norma não vale em caso de risco).

Além disso, os funcionários do condomínio quando precisarem interagir com as crianças devem falar com jeito, sem assertividade excessiva. Também deve-se evitar conversar a sós com as crianças e sempre buscar uma testemunha.

— O síndico deve informar claramente as regras de uso das áreas de lazer, trabalhando bem a divulgação dessas normas entre os responsáveis das crianças e em avisos fixados nos diferentes locais. Muitas vezes esses avisos evitam discussões — afirma.

Entrega de lanches

Para condomínios que têm partes comuns em grande quantidade e tamanho, o ideal é proibir a entrada do entregador, pois se evita que uma pessoa estranha ao ambiente fique transitando em áreas comuns sem supervisão. Como se trata de uma regra de portaria, esta pode ser implementada pelo síndico e depois ratificada em assembleia. Deve-se ter cautela na regulamentação do assunto para não prejudicar direitos e atender a situações especiais, como a entrega de remédios e/ou para moradores com dificuldades de locomoção, pois trará consequências jurídicas negativas ao condomínio.

Chaves

O condomínio jamais deve ficar com as chaves dos apartamentos. Apesar de não ser ilegal, essa conduta faz com que o condomínio se torne responsável por eventuais danos, tendo em vista que assumiu um dever de guarda. Sobre a entrada de pessoas que não sejam moradores do prédio, é outro ponto que deve-se ter cuidado. O condomínio pode criar regra de identificar pessoas na entrada, mas deve ter muita cautela ao ter que barrar a pessoa.

Piscina

O condomínio deve reconhecer a capacidade máxima de admissão de usuários na piscina e criar regras, se for o caso. Pode aprovar em assembleia, por maioria simples, um regulamento da piscina, proibindo ou limitando o uso de visitantes, assim como condicionando o acesso à piscina à apresentação de atestado médico específico para os condôminos, ocupantes e visitantes.

(Extra)

Linha 4 terá horário ampliado e circulará domingos e feriados

Após três meses aberto à população, o metrô da Linha 4 (Ipanema-Barra da Tijuca) inicia uma nova fase, no dia 17, quando o horário será estendido de segunda a sábado, das 5h à meia-noite.

Hoje, a operação é das 6h às 21h. No dia seguinte, passa a funcionar aos domingos — os feriados também serão contemplados —, das 7h às 23h. Com isso, o serviço será oferecido todos os dias da semana, nos mesmos horários das linhas 1 e 2.

As mudanças, segundo a concessionária MetrôRio e a Secretaria estadual de Transportes, devem gerar no trajeto um aumento gradativo no número de passageiros.

Desde a inauguração, a quantidade de usuários da Linha 4 já dobrou, atingindo hoje 110 mil por dia, com o funcionamento de segunda a sábado. O número ainda está longe dos 300 mil passageiros esperados antes da entrega do trecho entre Ipanema e Barra.

Mas o diretor de operações da MetrôRio, Daniel Habib, afirma que o fluxo está dentro do esperado. E estima que o novo trecho do metrô já retirou, num cálculo inicial, dois mil veículos por dia das ruas.

— A região da Barra não era atendida pelo transporte de alta capacidade. O bairro foi construído em função do carro. Com a integração tarifária com o BRT, isso está mudando, e mais gente está optando pelo metrô, deixando o carro na garagem — diz Habib, observando que o perfil de usuários é variado. — Há desde quem precisa se deslocar entre a Barra e o restante da cidade a trabalho como aqueles que costumavam ir à região a lazer ou passaram a frequentá-la agora.

Tempo a mais com a família

A concessionária negocia com condomínios da Barra para que os ônibus usados por moradores parem na estação Jardim Oceânico em vez de irem até a Zona Sul e o Centro. Moradora de São João de Meriti, a cozinheira Elisa Rodrigues trabalha na Barra e diz que, com a Linha 4, leva até três horas a menos por dia em seus deslocamentos. Viagem, segundo ela, mais rápida e confortável.

— Antes, ia de metrô até a Tijuca, depois pegava um ônibus pelo Alto da Boa Vista. De manhã, saía de casa às 6h, para entrar no trabalho às 9h. Levava horas. Agora, saio entre 7h e 7h30m, e chego antes da hora. Ganhei um tempo a mais de sono, fico mais com a família e ainda dá para bajular minha netinha, que acabou de nascer — diz ela. — A Barra era muito complicada de transporte. Tem melhorado bastante. Acredito que os novos horários de funcionamento da Linha 4 vão facilitar ainda mais.

Por enquanto, os passageiros que vierem da Linha 1 continuarão fazendo baldeação na estação General Osório, em Ipanema, para seguirem até a Barra. Mas, no segundo trimestre do ano que vem, será possível ir da estação Uruguai, na Tijuca, até o Jardim Oceânico, na Barra, sem trocar de composição.

Enquanto isso, Habib afirma que devem ser reduzidos gradativamente os intervalos entre os trens na Linha 4, passando dos atuais seis minutos e 30 segundos para a média de quatro minutos e 30 segundos das linhas 1 e 2 nos horários de pico.

— Hoje, é possível ir da Barra ao Centro, em média, em 30 ou 40 minutos, dependendo da estação de embarque e desembarque. Quando não houver mais a baldeação, esse tempo vai reduzir. Até Ipanema, já são cerca de 15 minutos. Isso gera um impacto na qualidade de vida das pessoas, mais produtividade no trabalho e economia financeira — ressalta Habib.

Os hábitos do chef de cozinha Ettore Siniscalchi mudaram, e sair da Barra para correr em volta da Lagoa já faz parte de sua realidade. No sábado, foi almoçar em Ipanema.

— Antes, não pensaria nisso. Teria que enfrentar o trânsito todo daqui até lá. Fui, almocei e voltei. Tudo em duas horas — diz ele, que tem um restaurante no Condado de Cascais.

A partir de hoje, serão colocados à venda 150 mil bilhetes especiais para o réveillon em Copacabana. Os cartões — R$ 8,20 ida e volta, e R$ 4,10 ida ou volta — podem ser comprados nas estações Pavuna, Uruguai, Central, Carioca, Glória, Siqueira Campos, Jardim de Alah e Jardim Oceânico.

(O Globo)

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