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Bilhete Único Intermunicipal – Novas Regras

De acordo com o Decreto nº 45.895 de 27 de janeiro de 2017, todos os funcionários com renda superior a R$ 3.000,00 (três mil reais) não terão mais direito ao beneficio do Bilhete Único Intermunicipal.

Conceitua-se como renda mensal, de acordo com o Decreto, o somatório total dos rendimentos brutos, eventuais e regulares, auferidos mensalmente pelo cidadão, recebido de todas as fontes pagadoras, sejam elas Pessoas Físicas ou Pessoas Jurídicas.

O titular de cartão eletrônico, para manter o benefício do Bilhete Único Intermunicipal, deverá ter comprovada a renda mensal de até R$ 3.000,00 (três mil reais) por intermédio de declaração fornecida pelo empregador responsável pela aquisição do crédito eletrônico do respectivo empregado, a qual deverá conter o valor nominal da renda mensal. O prazo limite para essa declaração é 25 de maio.

Portanto, aqueles que possuírem renda mensal superior a R$ 3.000,00 (três mil reais) ou que não efetuarem a declaração de renda mensal nos prazos estabelecidos no artigo 9º deste Decreto, terão o benefício do Bilhete Único suspenso.

A Atlântida já está adequando o seu sistema para que o seus condomínios possam fornecer as informações solicitadas e cumprir todas as exigências deste Decreto.

(Atlântida)

Instalação mal feita do aquecedor a gás pode gerar problemas para os usuários e vizinhos

Um banho quentinho pode ser reconfortante, mas o mau uso e a instalação inadequada do aquecedor a gás podem dar uma grande dor de cabeça para você e seus vizinhos. Problemas relacionados à instalação inadequada do equipamento cresceram 7,5% em 2016 e afetou aproximadamente 10.800 pessoas no segundo semestre do ano passado só na cidade do Rio de Janeiro.

Nos primeiros meses de 2017, uma média de 6 ocorrências diárias foram registradas. A instalação incorreta de um único aquecedor pode interromper o fornecimento de gás do prédio inteiro duas horas após a instalação ser feita e afetar ruas vizinhas quatro horas após o ocorrido.

Este tipo de erro tem acontecido com uma frequência cada vez maior na cidade e, em alguns casos, é preciso fazer intervenções até nas calçadas dos prédios para retirar a água da tubulação de gás, já que a instalação errada pode provocar a entrada de água na rede de gás e a consequente interrupção do fornecimento.

Alguns problemas ocorrem por erro na instalação quando a conexão das entradas de água e gás é feita de forma invertida e o ponto de captação de água é conectado na entrada de gás. A Ceg alerta para a importância da instalação correta do equipamento.

Pode haver diferenças entre os equipamentos, portanto, é importante ficar atento aos pontos de instalação: gás com gás, água fria com água fria e água quente com água quente. Em caso de erro, a recomendação é fechar imediatamente as entradas de água e gás da sua casa e entrar em contato com a Companhia.

No ano passado, dois casos de aquecedores instalados de forma errada deixaram cerca de mil clientes sem gás. Em maio, um morador da Tijuca instalou o aquecedor do banheiro de forma irregular, o que acabou gerando a entrada de água na rede de gás da região e deixou 710 moradores sem fornecimento.

No mês seguinte, outros 367 clientes da Rua Machado de Assis, no Flamengo, ficaram pouco mais de um dia sem gás pelo mesmo motivo. Um transtorno que poderia ter sido evitado caso a instalação do aparelho tivesse sido feita por um técnico ou empresa capacitada. Muitas vezes, para reparar.

Confira algumas dicas:

– Procure optar pelos aparelhos mais modernos e homologados por órgãos competentes. Eles têm acendimento automático, sensores e outros recursos que garantem maior eficiência e segurança.

– Busque o auxílio de um técnico certificado ou empresa especializada em gás. Estes poderão indicar o modelo mais adequado para sua necessidade.

– Tão importante quanto a aquisição de um aquecedor novo é a correta instalação do aparelho. A Ceg recomenda que os aquecedores sejam instalados na área de serviço.

– Outra iniciativa para prevenir as consequências da instalação errada, é testar imediatamente se o aquecedor está funcionando corretamente para que o problema seja resolvido imediatamente.

– Se o ponto de gás existente estiver no banheiro, a Ceg recomenda que um técnico certificado ou empresa especializada em gás verifique se o local apresenta as condições ideais para instalação. O aquecedor deve ser instalado em local protegido e com ventilação adequada. Todas as informações estão disponíveis no site www.gasnaturalfenosa.com.br

– A coloração da chama é uma das indicações de funcionamento correto.  A chama deve ser estável e regular e apresentar coloração azulada. Chama instável e amarelada indica que os aparelhos estão desregulados ou não necessitando de manutenção. 

– O botão de regulagem da temperatura deve estar na posição intermediária, durante o inverno, e na mínima, no verão. Isso evita que seja preciso misturar água fria para regular a temperatura da água na saída da ducha e, assim, ter gasto desnecessário de gás natural. 

– Manter as pilhas utilizadas no equipamento sempre novas. Um indicativo desta durabilidade é que a chama do aquecedor deve acender num tempo médio de 10 segundos.

– Realize a limpeza periódica da ducha, para eliminar impurezas provenientes da rede de água da rua.

– Evite deixar a chama piloto dos aquecedores ligada se não estiver usando os equipamentos. Para o caso de equipamentos automáticos, o aquecedor desliga-se automaticamente ao fim do banho.

– Todos os aquecedores instalados devem ter uma chaminé em conformidade com a indicação de seu fabricante e normas de segurança vigentes. A chaminé é responsável pela condução dos gases resultantes da queima do gás.

– Em caso de ausência prolongada, feche os registros dos aparelhos.

(CEG)

Mercado imobiliário: compras à vista crescem no primeiro trimestre

Depois de anos de economia, o advogado Sérgio de Almeida Silva, de 54 anos, decidiu, pela primeira vez, comprar um imóvel como investimento. Buscou, pesquisou, negociou e adquiriu em dezembro um apartamento no Centro. À vista.

— Negociamos por três meses e conseguimos baixar muito o preço, sem explicitarmos que pagaríamos à vista. No final, demos a tacada final informando que teríamos determinado valor e a construtora acabou aceitando — explica ele, que pretende alugar o apartamento.

A exemplo de Sérgio, as construtoras e imobiliárias perceberam o aumento do número de clientes no primeiro trimestre que compraram sem financiamento, atraídos pelos descontos e facilidades aplicados pelas empresas para redução do altíssimo estoque.

Responsável comercial pela incorporadora MDL no Rio e São Paulo, Fernando Trotta diz que a empresa tem registrado bons índices de vendas à vista, em relação aos últimos anos. Segundo ele, no primeiro trimestre de 2017 foi realizado o dobro de transações na modalidade, em comparação ao mesmo período no ano passado. Os números, ele afirma, já estão próximos a patamares de 2013.

— Os juros mais altos do financiamento e o poder de barganha dos consumidores despertaram esse comportamento — avalia ele. — Fora isso, quando as pessoas observam as notícias ruins em torno do cenário econômico, tentam comprar imóveis por antecipação, já que entendem que são moeda forte. Tem muita gente tirando o dinheiro do banco e investindo nestes bens, principalmente nos que já estão prontos.

MAIS DINHEIRO EM CAIXA

Segundo Trotta, os imóveis de dois quartos na faixa de R$ 400 mil a R$ 500 mil lideram as vendas, concentradas em bairros como Madureira, Jacarepaguá, Taquara e Freguesia.

— A gente tem negociado muito. Não estamos de cabeça fechada para as propostas do cliente. Estamos oferecendo até fluxo direto para quem não pode negociar com o banco — relata ele.

Na Brookfield, no ano passado, 8% das compras foram à vista. Enquanto isso, no primeiro trimestre de 2017, este percentual aumentou para 11%. Além disso, a empresa observou que, desde dezembro, os clientes optam por pagar um valor maior de entrada no imóvel.

— A percepção do comprador mudou. Ele agora acredita que o preço dos imóveis atingiu um menor patamar e que este tipo de investimento tende a se valorizar com a queda dos juros e a melhora na economia — explica Frederico Kessler, diretor de Incorporação da Unidade RJ, da Brookfield Incorporações.

Segundo Paulo Pôrto, professor do MBA Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil da Fundação Getulio Vargas, esta tendência existe, embora ainda que não seja algo tão disseminado. Para ele, a liberação das contas inativas do FGTS contribuiu em parte para isso, já que que o dinheiro pode ter sido o impulso que faltava para quem já tinha algum dinheiro guardado para comprar um imóvel. E unir o útil ao agradável no cenário atual está valendo a pena.

— Como as incorporadoras estão com estoques altos, as pessoas conseguem fazer ótimos negócios à vista, barganhando descontos nesta modalidade de compra — afirma ele.

GARANTIA DE NEGÓCIO

Mesmo quem ainda não tem o valor integral do imóvel, mas chega perto disso, pode pegar carona neste movimento. Pôrto dá as dicas:

— Quem tem 80% do montante pode tentar negociar o financiamento do valor restante direto com a empresa. Dando uma entrada robusta e optando por parcelamentos mais curtos, de até cinco anos, o cliente pode conseguir taxas de juros de 8% a 9%, que são mais baixas do que as praticadas pelos bancos atualmente, girando em torno de 11%.

Mas ele lembra que, para conseguir essas condições, o cliente vai precisar dar alguma garantia à empresa. Pode ser um terreno, um segundo imóvel ou aquela casa de praia.

O vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio), Leonardo Schneider, diz que as empresas estão se esforçando para “fisgar esses peixes”.

— Com o cenário de instabilidade econômica, as pessoas estão com medo de comprometer a renda com financiamentos. E quem tem dinheiro guardado está aproveitando os descontos — afirma ele. — As construtoras, por sua vez, estão oferecendo mais agilidade para o fechamento do negócio. É o caso de feirões realizados com a presença de cartórios no local e dos brindes na forma de mobiliário e cozinha equipada.

Na Tao Empreendimentos, que tem muitas construções na Zona Norte, também houve crescimento no pagamento à vista. No entanto, na opinião da presidente da empresa, Tanit Galdeano, este aumento tem relação com uma mudança na postura dos futuros compradores:

— Hoje em dia, o consumidor se prepara melhor financeiramente e faz a compra com consciência. Busca na internet, compara, pesquisa e faz um planejamento para comprar à vista ou para dar uma grande entrada. E, assim, o incorporador pode ser mais generoso no desconto.

CAUTELA DE COMPRA

Os enormes condomínios construídos foram o legado olímpico para o mercado imobiliário. Não à toa, Barra e Recreio estão com alto estoque e a possibilidade de barganha para compra à vista é maior nestas regiões. Mario Amorim, diretor geral da Brasil Brokers no Rio, observa que o perfil é de compradores que tenham algum outro patrimônio e estão trocando de posição, saindo de mercados mais maduros para bairros com muita promoção.

— Ele vende um na Zona Sul e pode adquirir dois imóveis à vista nestas outras regiões — cita ele.

A professora da área de finanças da Escola de Negócios PUC-Rio Graziela Fortunato é especialista em mercado imobiliário e explica o quadro que vem se desenhando:

— Como estão com muito estoque, as incorporadoras passaram a oferecer descontos. E isso atraiu o público, porque os preços praticados anteriormente eram muito altos. Mas no mercado financeiro, por outro lado, os juros começam a cair. E quem tem dinheiro investido vai observar isso. Somando esses dois fatores, as pessoas começam a entender que é um bom momento para comprar à vista.

Ela ressalva que, por ser imprevisível, o mercado financeiro é avaliado a partir de tendências. E uma das hipóteses é que essa queda de juros diminua as taxas praticadas no financiamento também. E com uma possível retomada dessa modalidade de compra, os preços dos imóveis podem voltar a subir.

Para quem enxerga o mercado imobiliário como uma boa opção de investimento, Graziela recomenda cautela nas avaliações.

— Ao apostar num imóvel, o investidor perde a sua liquidez. No mercado financeiro, se precisar do dinheiro, é possível resgatá-lo com rapidez. Já no imobiliário, isso depende de fatores como a venda do bem — ilustra ela, acrescentando uma última recomendação: — Também não vale a pena aplicar todo o recurso disponível num único tipo de investimento. O melhor é diversificar.

DICAS

Barganha. Para quem está com dinheiro no bolso, o momento é favorável. Mas cuidado: não vale sair comprando o primeiro imóvel que aparecer pela frente. O ideal é pesquisar bastante e pechinchar descontos na hora de fechar o negócio.

Quase lá. Quem não tem o valor global do imóvel também pode se beneficiar do momento, desde que tenha uma boa parte deste montante. Nestes casos, um financiamento direto com a incorporadora pode ser uma alternativa.

Onde buscar. As regiões da cidade com as melhores oportunidades de barganha são a Zona Oeste e a Zona Norte. Na Zona Sul, os consumidores quase não sentirão essas diferenças de preço e negociação.

Brindes. Além dos descontos, há empresas oferecendo benefícios como mobiliário e eletrodomésticos nos apartamentos comprados. Busque a melhor oportunidade.

Eventos. Fique de olho nos eventos do tipo “feirão”. Muitas vezes, as incorporadoras praticam preços menores nestes locais do que nos estandes e decorados. Além disso, têm lançado mão de facilidades como a instalação de cartórios para deixar as transações ainda mais ágeis.

(O Globo)
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