Tijuca é o bairro líder de buscas para compra e locação de imóveis

O orgulho de ser tijucano faz com que os moradores não queiram sair do bairro. E as muitas qualidade do bairro o tornam objeto de desejo de quem mora nas outras regiões da Zona Norte.

Não à toa o local foi o líder de buscas entre os bairros do Rio no portal Imovelweb, site de anúncio de imóveis, de janeiro a agosto deste ano. Foram registradas 636.585 buscas para venda e locação de imóveis. O número é mais que o dobro do segundo lugar: Campo Grande aparece com 310.527, seguido por Barra (274.560), Copacabana (243.421) e Recreio (211.556).

Na opinião de Mateo Cuadras, CEO do Imovelweb, o grande interesse pelo bairro da Tijuca pode ser atribuído à boa infraestrutura e aos novos empreendimentos que estão surgindo na região.

A construtura Fernandes Araujo, por exemplo, vai investir no bairro com o lançamento, em novembro, do Art’e Tijuca, na Rua Amoroso Costa. O edifício terá 48 unidades, com dois ou três quartos de 62 m² a 74 m², além de coberturas duplex de três e quatro quartos, com 125 m² a 149 m².

De acordo com o gerente comercial da empresa, Paulo Araújo, o público-alvo deste empreendimento é formado por casais e jovens, na faixa a partir de 35 anos, com filhos, atraídos pela ampla área de lazer (salão de festas, espaço fitness, beauty center etc).

Ele revela que a tendência da incorporadora é continuar apostando na região.

— Pretendemos investir em outros empreendimentos na região. Já temos cinco terrenos em fase de negociação.

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), João Paulo Rio Tinto de Matos, relembra que o bairro foi esquecido pelas construtoras até 2007, em função de ser uma região cercada por favelas, o que impactava na segurança.

— Com a instalação das Unidades Pacificadoras, a Tijuca voltou a ser um bairro desejado, até porque tem muitos atrativos — afirma ele, lembrando que a região tem metrô e é uma área próxima ao Centro.

Já a Gafisa lança, na primeira quinzena de outubro, o Like Tijuca. O empreendimento será erguido na Rua Conde de Bonfim e terá 267 unidades residenciais. A previsão de entrega é para 2019, e o preço médio fica em torno de R$ 650 mil.

— Pretendemos atrair preferencialmente aos moradores do bairro, que estão carentes de um grande lançamento que os atendam em segurança, lazer e conveniência — afirma Luiz Carlos Siciliano, diretor da Gafisa.

Outra empresa que investiu no bairro foi a Calçada, com o Aquarela Carioca, que está em fase avançada de construção. Só há 13 unidades à venda, de um total de 156 unidades.

— O condomínio foi muito procurado por moradores de outros bairros da zona Norte da cidade — explica o gerente de marketing da empresa, André Dumbrosck.

(Extra)

Chegada do metrô à Barra mexe com o mercado imobiliário na região

Ao cruzar a nova ponte estaiada construída sobre o Canal de Marapendi, as composições do metrô trouxeram à Barra da Tijuca mais do que passageiros. Com atrações como o trecho de praia mais badalado da Zona Oeste, ruas tranquilas e remanescentes de Mata Atlântica, o Jardim Oceânico tem experimentado uma peculiar movimentação desde a abertura da primeira estação do trem subterrâneo em seus limites.

Mesmo em meio à crise que se abateu sobre o mercado imobiliário carioca, o valor do metro quadrado na região vem aumentando em ritmo que em nada se compara à semi-estagnação que se vê nas outras áreas da cidade. Entre janeiro e setembro deste ano, o preço dos imóveis da Avenida Erico Veríssimo, uma das principais do bairro, aumentou 4,8%, atingindo a média de 11 856 reais por metro quadrado.

O mesmo pode ser notado na orla, na Avenida do Pepê, onde a variação foi de 3,8%, com o metro quadrado batendo em 17 051 reais, segundo os dados do Sindicato da Habitação (Secovi Rio). No restante da Barra, o valor subiu, no máximo, 1,3%, e na Zona Sul, 1,8%.

“A chegada do metrô teve impacto real sobre a relação custo-benefício, e o interesse dos compradores cresceu. Os imóveis são espaçosos e os preços, mais justos do que na Zona Sul”, explica Rodolfo Judice Araujo, diretor da imobiliária que leva seu sobrenome, que é especializada em imóveis de luxo e acaba de abrir uma filial na região.

Desde que a cidade foi escolhida como sede dos Jogos Olímpicos, em 2009, os planos de comprar um apartamento tornaram-se miragem para a imensa maioria dos cariocas, tamanha foi a valorização das propriedades.

Agora, com o fim da temporada olímpica e o marasmo econômico que atinge todo o país, as oportunidades começam a surgir — e o Jardim Oceânico oferece algumas delas. Apesar de os valores estarem mais altos e de o número de ofertas já escassear, ainda é possível fazer bons negócios por ali pagando menos do que em outros pontos da orla.

O empresário Marcelo Roza, por exemplo, assinou, na última semana, a escritura de seu primeiro imóvel, localizado justamente nesse pedaço charmoso da Barra, depois de contribuir por seis anos para um consórcio. A cobertura dúplex de 180 metros quadrados custou 1,5 milhão de reais e foi adquirida com um desconto de 200 000 reais em relação ao preço inicialmente pedido pelo proprietário. “Sempre morei em Copacabana e jamais poderia comprar um imóvel como este, tão próximo à praia. Estou apostando que, com o metrô e o novo elevado, o trânsito vai melhorar”, explica.

O otimismo também já atingiu os comerciantes. Eles esperam que o bom fluxo trazido pelos visitantes durante a Olimpíada se mantenha. A chef Tati Lund, do .Org Bistrô, tem recebido clientes que chegam ao bairro pelo metrô. “Nasci e sempre vivi na Barra. Eu não via a hora de a obra acabar. O movimento melhorou, mas já escuto que o aluguel também ficou mais caro. Há pontos que saem por 14 000 reais por mês”, explica a cozinheira, que substituiu o carro pelo metrô em parte de sua rotina.

Cada nova estação de metrô inaugurada pela cidade impõe ao seu entorno uma série de mudanças. A primeira e mais impactante é o desaparecimento dos canteiros de obras que por anos atazanaram os moradores. Só isso já implica um ganho excepcional.

No plano piloto da Barra da Tijuca, traçado em 1969 pelo urbanista Lúcio Costa (1902-1998), definiu-se que o bairro seria organizado a partir de grandes avenidas e espaços abertos, mas o recanto entre a praia e a Lagoa da Tijuca ficou diferente. Com prédios baixos, o Jardim Oceânico mantém um ar de cidade de veraneio. O desafio dos moradores e comerciantes é garantir que essa característica tão especial não desapareça daqui para a frente.

(Veja Rio)

Governo muda regras para financiamento de imóveis novos

Depois de pressão das construtoras que amargam a crise econômica, o governo mudou regras para incentivar a venda de imóveis de até R$ 1,5 milhão. Nesta última quinta-feira, 29/09, o Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou uma norma do sistema financeiro para permitir que os bancos façam esse tipo de empréstimos com juros menores, de até 12% ao ano. Essa taxa era garantida apenas para financiamentos de imóveis de até R$ 750 mil, que estavam enquadrados no Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
A medida vale por um ano e é vista como um teste pela equipe econômica. Para incentivar o segmento de imóveis de maior valor, o CMN mudou a regra que disciplina o uso dos recursos que os clientes depositam na caderneta de poupança.

Atualmente, os bancos têm de usar, no mínimo, 65% desses depósitos em financiamentos da casa própria. Desse montante, 80% têm de ser empréstimos do SFH. Agora, o conselho permitiu que os bancos usem 10% da exigibilidade (ou seja, dos 65%) em contratos habitacionais de bens de até R$ 1,5 milhão. Com isso, essas novas operações teriam juros menores que os praticados pelo mercado atualmente.

Apesar de o financiamento ser classificado como sendo no SFH, o mutuário não terá outras vantagens como os que compram imóveis que são devidamente enquadrados no sistema como, por exemplo, abater o valor do imóvel com o saldo do FGTS. As regras para esse abatimento continuam as mesmas: para usar o fundo de garantia, é necessário comprar imóveis de até R$ 750 mil no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal e de até R$ 650 mil no restante do país.

Quem comprar imóveis acima desses valores pode ter é juros mais baratos no financiamento. No entanto, os efeitos da medida do CMN não devem aparecer imediatamente. O conselho explicou que atualmente, os bancos têm mais financiamentos que o exigido pelas normas e apenas algumas instituições podem aderir à medida.

Pelas regras, os bancos deveriam ter R$ 322 bilhões emprestados pelo SFH e já estão com empréstimos que somam R$ 344 bilhões. Há, entretanto, algumas instituições com pequenas folgas. Essas podem criar produtos para atender clientes com uma faixa de renda maior.

Segundo Silvia Marques, chefe do departamento de regulação do Banco Central, esse é apenas um teste da equipe econômica, que quer avaliar a demanda por esse tipo de contrato.

— É só mais uma opção para o banco. Vamos avaliar a efetividade da medida neste ano. O banco pode aplicar ou não — explicou a economista.

Ela ressaltou ainda que mexer no financiamento não significa que o governo estuda mudar o limite para o uso do FGTS para imóveis nessa faixa. Essa é uma grande demanda do setor de construção para enfrentar a crise.

— A mudança anunciada hoje não é uma sinalização nesse sentido — concluiu, ao lembrar que isso tem de ser feito pelo Conselho Curador do FGTS.

Outra decisão tomada pelo CMN aprimora regras das operações compromissadas — operações de compra (ou venda) de títulos com compromisso de revenda (ou recompra). A partir de agora, será permitido fazer esse tipo de operação com Letra de Arrendamento Mercantil (LAM). Segundo o Banco Central, o objetivo é aumentar as negociações desse papel e oferecer fontes alternativas de recursos para empresas desse setor.

O BC também alterou critérios de operacionalização do Cadastro Positivo. Agora, será permitido que empresas se juntem para atingir a exigência de patrimônio líquido mínimo de R$ 70 milhões, necessário para receber informações das instituições autorizadas pelo Banco Central. Com isso, a tendência é aumentar o número de empresas que operacionalizam o Cadastro Positivo.

(O Globo)

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