Aplicativo conecta catadores a quem deseja reciclar

Separar os resíduos corretamente e destiná-los para a reciclagem é uma atitude sustentável que faz a diferença para a saúde do nosso planeta. Muitos condomínios, porém, relatam grande dificuldade para encontrar um local que realize o descarte adequado desses materiais. Em várias cidades, o caminhão da coleta seletiva não atende todos os bairros, sendo assim, os síndicos recorrem às cooperativas ou catadores independentes em busca de parcerias. É nesse momento que surge um desafio: encontrar cooperativas e profissionais próximos ao condomínio.

Pensando em uma solução para tal problema, surgiu o Cataki, um aplicativo para smartphone que tem como objetivo conectar catadores independentes com quem deseja reciclar. Seu funcionamento é bastante simples. Após os catadores realizarem um cadastro na plataforma, o perfil de cada um fica disponível, e eles podem ser encontrados por pessoas que estejam perto de sua localização.

Disponível para Android e IOS, o aplicativo, que é uma espécie de “Tinder” da reciclagem, foi pensado para que qualquer catador, mesmo aqueles que não possuem acesso à internet, seja localizado. Assim que um usuário do aplicativo encontra um profissional próximo, ele entra em contato diretamente com o catador, através de uma ligação telefônica, para combinarem horário e local da coleta, assim como o valor da retirada. E depois, pronto! Deu match!

Idealizado pelo grafiteiro e ativista Mundano, fundador do Pimp my Carroça, uma ONG que luta para tirar os catadores da invisibilidade com ações criativas que utilizam o grafite para conscientizar, o aplicativo vem ganhando notoriedade. Tanto que, este ano, conquistou o prêmio de inovação do fórum Netexplo, observatório independente de estudos sobre o impacto de tecnologias na sociedade e nos negócios. A premiação, em parceria com a Unesco, selecionou 2 mil projetos, e o Cataki foi o grande vencedor.

“Lutamos pelo reconhecimento dos catadores de lixo, que são verdadeiros agentes ambientais. O app é uma forma alternativa de aumentar a renda dos catadores com um benefício ambiental sem preço”, disse Mundano, durante a cerimônia de premiação na sede da Unesco, em Paris. Desde que foi lançado, em julho de 2017, até fevereiro deste ano, mais de 300 catadores já foram cadastrados em 30 cidades brasileiras.

E então, prontos para dar match? Compartilhe com seus amigos!

UniSecovi Rio promove curso sobre legislação trabalhista aplicada a condomínios

Em vigor desde novembro de 2017, a reforma trabalhista atualizou diversos pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), alcançando também as relações de trabalho nos condomínios. Para ajudar síndicos e administradores a entender essas mudanças, a UniSecovi Rio realiza o curso “Legislação Trabalhista Aplicada a Condomínios – com Atualização da Reforma Trabalhista” regularmente.

A próxima turma, de 12 a 14 de março, de 9h30 às 12h30, na sede do Sindicato (Av. Almirante Barroso, 52 – 9º andar, Centro), contará com a orientadora Ana Cristina Rielo, advogada do departamento Jurídico da entidade, especialista em Direito Trabalhista, que explicará os principais pontos da reforma trabalhista e responderá as dúvidas dos presentes.

No conteúdo, itens como terceirização; hora-extra – banco de horas; escala 12×36; férias; convenção coletiva – prevalência do negociado sobre o legislado; e rescisão contratual serão abordados.

Quer saber mais sobre programa, inscrições e investimento? Veja aqui.

Falta de conservação pode penalizar síndico

A ausência de manutenção preventiva e corretiva das fachadas de um imóvel pode virar uma enorme dor de cabeça para os síndicos de condomínios. O inciso V do artigo 1.348 do Código Civil Brasileiro determina que caso haja omissão ou má gestão na conservação e guarda das partes comuns do condomínio ou descontinuidade na prestação dos serviços essenciais, o síndico pode responder civil ou criminalmente por seus atos ou omissões.

De forma geral, as fachadas estão sujeitas à degradação, especialmente em função da exposição às intempéries, como poluição, chuva, vento, sol excessivo, névoa salina e outros fatores climáticos. Em casos avançados ou pontuais, o descuido com a manutenção da fachada pode resultar no desplacamento do revestimento, com consequências imprevisíveis para a segurança de moradores e transeuntes.

Existem duas soluções mais comuns para esse tipo de problema, a revitalização ou o retrofit. É importante destacar que a infraestrutura para viabilização do acesso à fachada muitas vezes representa valor expressivo do orçamento. Logo, deve-se sempre considerar a possibilidade de se fazer um retrofit antes de decidir pela simples revitalização.

Segundo Marcus Dantas, diretor da Retrofit Engenharia, o retrofit de fachada serve para modernizar a edificação, tornando-a mais atualizada, adequada e compatível com o perfil do bairro onde a construção está instalada. E pode ir além, com a incorporação de elementos de arquitetura sustentável que gerem ganhos vinculados à eficiência energética.

“Para tanto, é importante entender que cada real investido se reverterá na evidente valorização do imóvel e na redução dos custos de operação e manutenção”, explica.

A mudança alterou também o comportamento do consumidor na hora de comprar um imóvel. Enquanto o consórcio imobiliário fechou 2017 com crescimento de 45,1% em volume de créditos comercializados na comparação com 2016, os financiamentos sofreram retração de 7,4% no período. Os dados são da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios e da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança.

Reforma valoriza o imóvel

A revitalização é uma técnica bastante simples, que consiste basicamente na verificação das condições de aderência dos revestimentos e recomposição pontual da área que apresenta problema, restabelecendo as condições de segurança. Cabe, no entanto, lembrar que, sem a adoção de um adequado sistema de proteção, como recuperação estrutural, pintura ou rejuntamento, os problemas voltarão a acontecer.

Já o retrofit é uma intervenção muito mais ampla e indicada quando se pretende não só recompor o revestimento existente, mas também promover a atualização arquitetônica e a valorização da edificação, agregando valor ao imóvel e seu entorno.

(O Dia)
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