Justiça do Rio determina desconto de 25% em contas da Cedae por crise de água

A Justiça do Rio de Janeiro determinou hoje um desconto de 25% na conta dos consumidores da Cedae (companhia de água e esgoto do estado), em razão da crise iniciada este ano que comprometeu a qualidade da água fornecida a quase 10 milhões de cariocas e fluminenses.

A juíza da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Maria Chistina Berardo Rucker, determinou que o desconto seja dado enquanto a água não voltar a estar própria para o consumo e não estiver incolor, inodora e insípida.

A crise da água no Rio de Janeiro começou com a proliferação de uma alga, geosmina, que se alimenta de material orgânico e esgoto. A partir daí, a água fornecida pela Cedae começou a sair das torneiras com cheiro, gosto e até cor de terra.

Para enfrentar a crise, a Cedae passou a usar novas técnicas de filtragem em sua principal estação de tratamento, a do Guandu, como carvão pulverizado e argila ionizada. No auge da crise, os consumidores se viram obrigados a ferver a água ou recorrer à água mineral.

A Defensoria Pública e o Ministério Público tentaram um acordo com a Cedae antes de optarem por uma ação na Justiça. Os órgãos pediram o bloqueio de cerca de R$ 560 milhões da Cedae para indenizar os consumidores, mas a Cedae sinalizou com um desconto de R$ 75 milhões, que, segundo a empresa, equivale à metade do faturamento mensal da empresa.

“Por se tratar de um monopólio, a população não possui condição de escolha de que tipo de água utilizar, tendo que se sujeitar ao consumo inadequado para as atividades diárias. Salienta-se que aqueles que possuem condições financeiras melhores podem, ao menos, comprar água mineral para beber. No entanto, a água não é só utilizada para este fim, mas no preparo de alimentos e na higiene da população. Assim, todos os consumidores estão sofrendo com o fornecimento inadequado”, avaliou a juíza.

Representantes da Cedae não comentaram o assunto.

O governo do Rio de Janeiro pretende conceder as áreas de distribuição de água e tratamento de esgoto no segundo semestre deste ano e tem planos de fazer um IPO dos segmentos de captação e tratamento de água. As duas operações poderiam render aos cofres estaduais cerca de R$ 15 bilhões, de acordo com estimativas do governo local.

Fonte: UOL

 

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5 fatos que você não sabia sobre o Rio de Janeiro

Iniciamos o mês de março parabenizando a nossa Cidade Maravilhosa, já são 455 anos para comemorar. Sinônimo de calor, samba, praia e carnaval, o Rio tem muitos mais segredos que talvez você ainda não saiba. Separamos algumas curiosidades, confira!

 

  1. O Rio é de Janeiro, mas na verdade o Rio não existe, é uma baía. 

 

Em janeiro de 1502 que o navegador português Gaspar de Lemos primeiro chegou ao Rio. Diz a lenda que Lemos navegava pela Baía da Guanabara quando ele inventou o nome para a cidade, confundindo a baía com a boca de um grande rio.

Hoje em dia, alguns historiadores questionam a teoria, argumentando que os portugueses eram navegadores experientes para cometer esse erro, e que a palavra para rio no século 16 também era usada para identificar baías.

2. Origem do termo Carioca

A origem do nome vêm do povo Tupi (nativos brasileiros). Quando os portugueses chegaram ao Rio de Janeiro, havia uma grande população indígena que via esses homens brancos construindo casas muito estranhas! “Cari” significa “homem branco”, “oca” significa “casa”, então CARIOCA = “a casa do homem branco”.

3. Foi a capital de um dos maiores impérios do mundo

Não é raro encontrar estrangeiros que pensam que o Rio é a capital do Brasil – afinal, até 1960, ano de inauguração de Brasília, a cidade de fato o era.

O que poucos sabem é que o Rio foi não apenas a capital do nosso próprio país, mas também de um império global: quando a Família Real portuguesa e a sua corte se mudaram para o Brasil, em 1808, fugindo das tropas de Napoleão, a cidade foi transformada em capital do Reino de Portugal e de seu vasto império ultramarino.

4. O maior porto escravista da história fica no Rio

O Cais de Valongo, maior porto escravista da história, fica localizado na área portuária do Rio de Janeiro. Ele foi criado para que o desembarque e comércio de africanos escravizados fossem retirados da Rua Direita, atual Primeiro de Março.

Após a construção do Cais, o mercado escravo se intensificou e mais de 500 mil africanos chegaram ao Rio de Janeiro. Com isso, o Rio ganhou uma grandíssima herança cultural africana, propiciando o nascimento do samba, de religiões de matriz africana, além de uma rica gastronomia.

5. O Cristo Redentor é atingido por raios todos os anos

Em relação a todo o mundo, o Brasil é o país com a maior incidência de raios. Na cidade do Rio de Janeiro, as descargas elétricas trazem ameaça para um dos principais símbolos da cidade: o Cristo Redentor, uma das sete maravilhas do mundo.

A explicação para a frequência de raios na cidade é que a combinação de montanhas com a grande concentração de água atrai as descargas elétricas. O monumento é atingido por, em média, dois a quatro raios por ano, segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais. Não ocorrem danos, na maioria dos casos, mas algumas tempestades têm a capacidade de destruir partes do monumento.

Fonte de pesquisa: SkyScanner, Free Walker Tours

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