Dicas para preservar a saúde mental em tempos de crise

Para uma população que nunca precisou se privar das atividades do trabalho, escolar ou até do lazer, a reclusão social pode representar um conflito na rotina, afetando diretamente a saúde mental. Pensando nisso, a professora de Psicologia da Universidade Católica de Brasília, Andréa Garzesi, separou algumas dicas para este período, confira!

  • Procure trazer a memória e compartilhar com amigos e familiares, mesmo a distância por meio de mídias sociais, momentos e situações vivenciadas que tragam esperança;
  • Estabeleça contato com as avós e avôs, uma sugestão: instigando-os a contarem suas histórias de vida e mostrarem seus álbuns de fotos;
  • A tecnologia é uma forma de nos aproximar nesse momento em que estamos em afastamento social, experimente e explore os apps de comunicação;
  • Para além de tarefas, busque, acolher e conversar com as crianças, pois elas poderão apresentar uma dificuldade de compreender a situação como nós adultos;
  • Pais ou responsáveis devem realizar as atividades juntos com as crianças, assim, os mesmos não ficam por muito tempo conectados a aparelhos eletrônicos e ou, internet. Algumas brincadeiras: Jogo de varetas; Serra-serra, serrador; Morto-vivo; Adoleta; Estátua; Cabo de Guerra; Adedonha; Corrida no saco; Mímica; Origami; Dama; Xadrez; Jogo da Velha; Anagramas; Forca; Busca ao dicionário (significado da palavra) quem achar primeiro; Dança das cadeiras; Dominó; Jogo da Memória; Telefone sem fio.
  • Existem várias possibilidades. O importante é manter uma rotina e organizar a vida das crianças para esse momento. Elas também sentem o impacto do isolamento social.
  • Importante filtrar informações: nestes períodos, é muito comum o compartilhamento de informações em massa, portanto é sempre importante procurar informações em veículos de comunicação confiáveis (como os governamentais, por exemplo). O excesso de informações pode contribuir para o aumento dos níveis de ansiedade.
  • Algumas pessoas têm como gatilho da ansiedade a sensação de inutilidade e improdutividade, então estabelecer pequenas metas pro dia-a-dia pode ajudar bastante;
  • Sentimentos e comportamentos como tensão constante, pressentimento de que algo ruim vai acontecer, medo, ansiedade, tristeza, pensamento acelerado ou focado em um problema com dificuldade de esquecimento e agitação corporal, poderão aparecer neste momento, fique calmo, pois são reações comuns e normais diante da situação que estamos vivendo.

Uso de máscara de proteção passa a ser obrigatório no Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, publicou um decreto no último dia 18, tornando obrigatório o uso de máscara de proteção a partir de 23 de abril para as pessoas que forem circular nas ruas da cidade, em estabelecimentos abertos ao público ou em transporte público e privado. Segundo a medida publicada em uma edição extraordinária do Diário Oficial do Município, o uso das máscaras faciais também deve ocorrer em praias, lagoas e praças públicas.

“É importante dizer que as máscaras que estamos tornando o uso obrigatório são as comuns, feitas em casa. As profissionais, conforme o Ministério da Saúde, vamos deixar para os profissionais da saúde. Se todo mundo for usar a máscara profissional, vai faltar para dentro do hospital. As que estamos pedindo para as pessoas usarem são as caseiras”, disse Crivella em uma coletiva de imprensa.

De acordo com o decreto, as pessoas que estiverem sem as máscaras nas ruas poderão ser impedidas de usar o transporte público ou de entrar nos estabelecimentos autorizados a funcionar durante a pandemia do novo coronavírus. Quem desobedecer a medida também estará sujeito ao pagamento de multa por deixar de cumprir ou dificultar as medidas sanitárias de combate ao novo coravírus e manutenção da saúde.

Confira o decreto municipal na íntegra.

Projeto Mesa Brasil Sesc RJ leva alimentos para comunidades carentes atingidas pela pandemia

Já parou para pensar que, diariamente, toneladas de frutas, verduras, legumes e demais alimentos em perfeitas condições e não vendidos em locais como feiras, supermercados e restaurantes vão parar no lixo? É aí que começa o trabalho do Mesa Brasil Sesc RJ – programa que atua no combate à fome e ao desperdício de alimentos.

Desde o ano 2000, o Mesa Brasil é ponte entre esses alimentos e diversas instituições de assistência social cadastradas, como asilos, creches e orfanatos no Estado do Rio. O projeto recolhe as doações de produtos com baixo valor comercial, mas ainda em condições de consumo, e os distribui para quem precisa.

Só nos três primeiros meses de 2019, foram arrecadadas mais de 154 toneladas de produtos alimentícios. Um resultado que só é possível graças à parceria de 265 empresas doadoras e 100 voluntários – que ajudam na seleção, separação e etiquetagem dos alimentos, doando tempo e talento ao programa.

Mesa Brasil na pandemia de coronavírus

O programa Mesa Brasil Sesc já ultrapassou 30 toneladas de alimentos doadas desde o dia 16 de março, quando teve início o isolamento social por conta da Covid-19 no Rio de Janeiro, que impactou severamente os trabalhadores informais. Nesse período, os donativos, recebidos de 29 parceiros, complementaram mais de 180 mil refeições de 8,3 mil pessoas em 21 municípios no estado do Rio de Janeiro. Doadores podem entrar em contato pelo e-mail mesabrasil@sescrio.org.br.

Combatendo a fome e o desperdício

Além de contribuir para combater o desperdício e reduzir a condição de insegurança alimentar de crianças, jovens, adultos e idosos, o Mesa Brasil é uma referência nacional como rede de solidariedade na área de segurança alimentar e nutricional.

O projeto também realiza diversas ações educativas nas entidades, sempre privilegiando o aproveitamento integral de alimentos. A partir da utilização de cascas, sementes e talos, por exemplo, são elaboradas receitas nutritivas e saborosas.

Como ser um parceiro do Mesa Brasil?

O Mesa Brasil Sesc RJ está aberto a receber novas inscrições de entidades de assistência social com interesse em fazer parte do programa, recebendo as doações de alimentos e as ações educativas. Podem se cadastrar instituições sem fins lucrativos, como creches, asilos, orfanatos, entre outras, sediadas em todo o Estado do Rio de Janeiro. Basta que a instituição tenha CNPJ e não seja vinculada a partido político. Para mais informações, ligue para 0800-022-2026.

Acesse o site: www.sescrio.org.br/mesa-brasil

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