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Hemorio retoma projeto de coleta em condomínios após entrar em alerta vermelho na pandemia

 

O projeto ‘Hemorio em casa’, criado para captar doadores nos grandes condomínios do Rio de Janeiro durante o período de pandemia, foi reativado. Com o avanço da COVID-19 no Estado e o fechamento de serviços não essenciais, o número de doações nos meses de Janeiro e Fevereiro sofreu uma queda de 200 bolsas de sangue. Além disso, as restrições cancelaram diversas ações de Coleta Externa em locais de grande movimentação, como shoppings e empresas, colocando o Hemorio em estado de alerta vermelho.

“Esses cancelamentos, embora necessários para impedir o avanço do vírus, podem provocar um efeito cascata de redução na captação de sangue em todo Estado. Agora, mais do que nunca, pedimos aos doadores que identifiquem nos seus condomínios a possibilidade de aderirem ao projeto e que entrem em contato com o Hemorio imediatamente”, explica o Diretor do Hemorio, Dr Luiz Amorim.

Desde que foi criado, o Hemorio em Casa superou o total de 3.000 bolsas de sangue coletadas e garantiu ao Hemorio a manutenção dos estoques durante o período crítico da pandemia em 2020. Ao todo, o número representa mais de 12.000 vidas salvas.

A estratégia leva toda estrutura de coleta de sangue aos Salões de Festa de condomínios que contem com refrigeração, mínimo de 80m2 de espaço disponível e pelo menos 500 apartamentos.

Após o cadastro, o doador é orientado a aguardar em sua residência até o momento da coleta, quando é contatado via whatsapp ou interfone. Após o procedimento, ele pode retornar a sua residência, evitando assim aglomerações, o uso de transportes públicos e a exposição prolongada em ambientes externos.

Os síndicos de condomínios interessados na ação e que possuam a estrutura e o número adequado de moradores podem entrar em contato com o Hemorio pelo e-mail coleta.condominio@hemorio.rj.gov.br 

“Com o aumento do número de internações na UTI é fundamental que todos os hospitais do Estado estejam abastecidos com bolsas de sangue. Não podemos perder tempo. Esse apelo é para garantir a continuidade dos serviços de saúde com objetivo de salvar vidas. Caso não possa convidar o Hemorio para visitar seu condomínio, nos procure diretamente e faça sua parte”, esclarece o diretor do Instituto.

Sobre o Hemorio

Contas de luz terão redução em janeiro após volta da bandeira amarela

As contas de luz voltam à bandeira amarela neste mês de janeiro de 2021, por determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A justificativa é de que a agência identificou melhoria no cenário de produção hidrelétrica, com elevação das vazões dos afluentes dos principais reservatórios.

A mudança deve provocar uma redução significativa no valor das contas em relação a dezembro, quando estava em vigor a bandeira vermelha patamar 2, o maior do sistema de bandeiras (veja na imagem abaixo).

Agora em janeiro, o preço da energia será de R$ 1,34 para cada 100 quilowatts consumidos por hora. Em comparação, em dezembro os brasileiros pagaram R$ 6,24 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.088 em 2021

Com repique da inflação, valor é R$ 21 maior que o previsto em agosto

BRASÍLIA – O governo propôs ao Congresso fixar o salário mínimo em R$ 1.088 em 2021. A previsão consta da nova versão do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define as bases do Orçamento, encaminhada nesta terça-feira (15) ao Legislativo.

O valor é R$ 21 maior que o proposto em agosto, quando o Ministério da Economia divulgou a proposta orçamentária para o ano que vem. O aumento se deve à revisão da projeção para a inflação medida pelo INPC.

Em agosto, o Ministério da Economia divulgou uma previsão orçamentária na qual previa que o piso nacional fosse reajustado em 2,09%, equivalente à projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) naquela ocasião. Assim, o salário mínimo subiria dos atuais R$ 1.045 para R$ 1.067 no ano que vem.

Com a alta nos preços dos alimentos, essa previsão para o INPC aumentou. O Boletim Macrofiscal divulgado em novembro pela pasta estima que o indicador fechará o ano em 4,1%. Com isso, o piso subiria para R$ 1.087,84 — arredondado para cima, R$ 1.088.

Apesar de um aumento em relação à previsão anterior, o trabalhador ainda não terá alta real do salário mínimo em 2021, já que apenas a inflação será reposta pelo reajuste.

Isso ocorre porque o Brasil deixou de ter uma política de valorização do salário mínimo. Esse mecanismo vigorou no país entre 2011 e 2018 e previa que o piso nacional fosse reajustado pela inflação, acrescido da variação do Produto Interno Bruto (PIB) registrada dois anos antes

Desde 2019, no entanto, o governo tem buscado manter o reajuste do salário mínimo indexado apenas pela inflação, como prevê a Constituição. A medida é uma forma de evitar o crescimento de gastos públicos.

Impacto fiscal de R$ 7,4 bi

A alta acima do previsto no Orçamento deve significar um gasto extra para o governo, já que o valor serve de base para benefícios previdenciários e assistenciais.

Segundo cálculos da equipe econômica, a cada R$ 1 de aumento do mínimo, há um crescimento da despesa pública de R$ 355 milhões.

Um salário R$ 21 maior que o inicialmente planejado, portanto, representaria um custo extra de R$ 7,4 bilhões para os cofres públicos.

O Globo

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