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Aneel aprova redução de tarifa de energia a consumidores da Enel no RJ

Após alta de 16,86% em vigor desde março, a taxa vai reduzir 4,22% em média a partir de quarta-feira (13). A distribuidora discordou da decisão, que objetiva corrigir supostos tributos pagos a mais

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (12), a redução na tarifa dos moradores do estado atendidos pela Enel Distribuição Rio. Após alta de 16,86% em vigor desde março, a taxa vai reduzir 4,22% em média a partir de quarta-feira (13). A distribuidora discordou da decisão.

A medida tenta minimizar o impacto do aumento anterior. A “revisão tarifária extraordinária de 2022” calculou a devolução de tributos pagos a mais” pelos consumidores em 2021.

Na prática, a diminuição vai ser maior – cerca de 4,34% – para consumidores em baixa tensão, como moradores e pequenas empresas. Já usuários de alta tensão, como indústrias, terão recuo de 3,86%.

A Enel pediu a retirada do processo de pauta pela Aneel, mas foi negado. A empresa alega que a redução “prejudica a arrecadação da empresa, agravando a sustentabilidade econômico-financeira da distribuidora”.

A Enel abrange cerca de 2,7 milhões de estabelecimentos e moradias em 66 municípios do Rio de Janeiro.

Outra distribuidora do estado, a Light conseguiu retirar o processo de pauta ao entrar na Justiça. Revisão também seria feita pela Aneel nesta terça. Outras empresas pelo país conseguiram sair da pauta também.

Devolução tributária

Aprovada pelo Congresso e sancionada em junho pelo presidente Jair Bolsonaro, a lei, que aplica a revisão tarifária e a devolução de valores indevidos, quer atenuar os reajustes da luz em 2022 – ano eleitoral.

Os reajustes da Aneel até maio estavam em média 18% e chegou a quase 24% em algumas localidades. É calculado um saldo de cerca de R$ 48 bilhões pelo impostos extras.

A lei também obrigou a Aneel a aplicar descontos nos reajustes tarifários anuais das distribuidoras de energia e a fazer revisão extraordinária das que já tiveram o reajuste.

Fonte: G1

Zona Central do Rio tem crescimento nas vendas de imóveis no primeiro trimestre de 2022

 

O Secovi Rio concluiu o relatório com o total de imóveis negociados na cidade do Rio de Janeiro, entre janeiro e março de 2022. O estudo foi feito com dados da Prefeitura e analisados pelo Centro de Pesquisa e Análise da Informação do Sindicato.

Analisando os imóveis negociados no município no 1º trimestre de 2022, verificou-se uma pequena queda na comparação com o mesmo período de 2021. Para os imóveis residenciais, a queda foi 7,9% e de 5,5% para os imóveis comerciais.

Quando analisamos as vendas segmentadas por regiões, verificamos que a única região que apresentou crescimento foi a Zona Central, tanto para imóveis residenciais quanto para imóveis comerciais. Nos imóveis residenciais, o crescimento foi de 107,8%, e dos imóveis comerciais foi de 2,9%.

Veja o relatório completo aqui.

Abono salarial, CadÚnico, seguro-desemprego: veja o que muda com o novo salário mínimo de R$ 1.212

Valor nacional subiu no dia 1º e representa R$ 112 a mais que o atual salário mínimo e um aumento de 10,18%, sem ganho acima da inflação pelo terceiro ano seguido.

 O reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 1.100 para R$ 1.212 no primeiro dia do ano, também aumenta o valor de benefícios e serviços que usam o piso nacional como referência.

Veja abaixo onde o aumento de R$ 112 (ou 10,18%) no salário mínimo terá reflexos.

Abono salarial PIS/Pasep

O abono salarial PIS/Pasep é pago aos trabalhadores do setor público e privado que recebem, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada.

Com o aumento do salário mínimo, o valor do abono salarial passa a variar de R$ 101 a R$ 1.212, de acordo com a quantidade de meses trabalhados. Só receberá o valor máximo quem trabalhou os 12 meses de 2020.

Têm direito ao abono salarial cerca de 23 milhões de trabalhadores. O calendário de pagamentos terá início apenas em 2022. Antes, a liberação dos recursos começava no segundo semestre e se estendia até o primeiro semestre do ano seguinte. Assim, os valores previstos para o segundo semestre de 2021 serão pagos no início de 2022. Ou seja, o calendário 2022, ano-base 2020, terá início neste mês.

Benefícios do INSS

Os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) serão reajustados de acordo com o novo valor do salário mínimo a partir de 25 de janeiro. Atualmente, são mais de 36 milhões de pessoas com direitos a benefícios do INSS no país.

Para aqueles que recebem um salário mínimo, os depósitos referentes a janeiro serão feitos entre os dias 25 de janeiro e 7 de fevereiro. Segurados com renda mensal acima do piso nacional terão seus pagamentos creditados a partir de 1º de fevereiro.

Benefício de Prestação Continuada

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

O benefício paga mensalmente um salário mínimo para idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência de qualquer idade que comprovem não ter meios próprios de se sustentar nem auxílio da família. Assim, o valor do benefício passará para R$ 1.212 já neste mês.

Para ter direito ao BPC é preciso que a renda per capita seja entre ¼ e meio salário mínimo. Com o reajuste, os valores passam para entre R$ 303 e R$ 606.

Seguro-desemprego

O valor do seguro-desemprego, recebido pelo trabalhador com carteira assinada demitido sem justa causa, depende da média salarial dos últimos três meses anteriores à demissão. No entanto, o valor da parcela não pode ser inferior ao salário mínimo vigente, que agora é de R$ 1.212.

Já o valor máximo das parcelas do seguro-desemprego será divulgado pelo governo após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para corrigir o benefício. A divulgação do índice está prevista para 11 de janeiro.

Atualmente, o valor máximo do seguro-desemprego é de R$ 1.911,84 para quem ganha acima de R$ 2.811,60.

Cadastro Único

O governo federal, os estados e os municípios utilizam o Cadastro Único (CadÚnico) para identificar potenciais beneficiários de programas sociais como Auxílio Brasil, Tarifa Social de Energia Elétrica, BPC e vale-gás.

Com a alta no salário mínimo, os valores que permitem a inscrição no CadÚnico serão os seguintes:

  • renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 606);
  • renda mensal familiar total de até três salários mínimos (R$ 3.636);
  • renda maior que três salários mínimos (R$ 3.636), desde que o cadastramento esteja vinculado à inclusão em programas sociais nas três esferas do governo.

Seguro-defeso

O seguro-defeso é um benefício de um salário mínimo pago para os pescadores que exercem atividade exclusiva e de forma artesanal. O valor é concedido nos períodos em que a pesca é proibida para permitir a reprodução da espécie. Com a alta do salário mínimo, o benefício passou para R$ 1.212.

Ações nos juizados

O reajuste do salário mínimo ainda afeta o teto permitido para se ajuizar uma ação. No Juizado Especial Federal, por exemplo, pode entrar com ação, sem advogado, quem tem valor a receber de até 60 salários mínimos. Assim, o limite passa a ser de R$ 72.720.

No Juizado Especial Cível, o valor das ações também é calculado com base no salário mínimo. Quem quiser entrar com ação que envolva até R$ 24.240 (ou 20 salários mínimos), sem advogado, está liberado.

Fonte: G1

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