Categoria: Dicas

Cuidados com infiltrações e impermeabilização no condomínio

Infiltração e impermeabilização são dois assuntos que sempre causam transtorno para os síndicos.

A infiltração é um dos problemas mais comuns no condomínio, que provoca desconforto em todos os envolvidos. Já a impermeabilização, é um assunto técnico que muitos síndicos ainda não dominam muito bem.

Queremos descomplicar a sua vida, por isso a TownSq vai explicar noções básicas sobre infiltrações e impermeabilização no condomínio, incluindo dicas para que você não seja passado para trás por prestadores de serviço.

O QUE É INFILTRAÇÃO?

Infiltrações são penetrações de água nas paredes, teto, piso e demais ambientes. Estão no topo da lista dos problemas mais chatos de resolver, pois danifica a estrutura da edificação,  aumenta os custos da conta de água, e, se não for resolvido prontamente, pode trazer muitos prejuízos no bolso e na saúde do condomínio e dos condôminos envolvidos.

COMO DETECTAR UMA INFILTRAÇÃO?

Infiltrações no condomínio podem trazer uma série de problemas ao condomínio e, por isso, é muito importante que o síndico esteja atento aos primeiros indícios. Existem alguns sinais que apontam a possibilidade de infiltração:

  • Umidade na parede
  • Manchas escuras no teto e paredes
  • Pintura descascando ou com bolhas
  • Rachaduras no teto
  • Azulejos soltos
  • Presença de mofo
  • Rodapés soltos e/ou manchados

Para sanar qualquer dúvida, peça para que o zelador dê uma conferida no local para confirmar (ou não) a suspeita de infiltração no condomínio. Se realmente for um vazamento, é necessário entrar em contato imediatamente com um prestador de serviços para resolver o problema. Também é importante notificar as unidades vizinhas sobre o vazamento.

COMO RESOLVER INFILTRAÇÕES NO CONDOMÍNIO?

INFILTRAÇÃO NO TETO

Para resolver uma infiltração no teto, a primeira coisa a fazer é identificar por onde a água está entrando. Não perca tempo querendo corrigir o reboco, forro ou pintura antes de encontrar o foco da infiltração.

No caso de coberturas, a infiltração pode estar no telhado. É comum que as telhas passem por um processo de desgaste natural, ressequem e quebrem, criando brechas na barreira que protege a laje da água da chuva.

Nessas situações, a solução é corrigir o telhado com reparos pontuais, aplicar telhas com vedação ou, se o quadro for mais grave, refazer todo o telhado ao invés de apostar em obras paliativas que não solucionam o problema.

INFILTRAÇÃO NA LAJE

O método mais tradicional de impermeabilização de laje é com a manta asfáltica. Indicada para lajes que não terão tráfego de pessoas (apenas para manutenção), a manta asfáltica é composta por uma mistura de asfalto com outros minerais e pode ser aplicada por qualquer empresa com mão-de-obra especializada. Por ser uma prática bastante comum no país, é necessário que o síndico tome cuidado na hora de contratar o serviço.

Algumas outras tecnologias que podem resolver infiltrações na laje são: aplicação de mantas aluminizadas, mantas ardosiadas, sistemas feitos com poliéster flexível e em silicone.

INFILTRAÇÃO NA PAREDE

Novamente, antes de sair corrigindo as marcas visíveis de infiltração nas paredes, é importante descobrir a origem real do vazamento. Infiltração na parede quase sempre é um sintoma de um vazamento em outro local, então busque a origem do problema. Às vezes o real responsável pela umidade na parede é uma laje que foi mal impermeabilizada ou um vazamento nas tubulações de água ou esgoto.

Fissuras e rachaduras nas paredes externas e internas do condomínio podem causar infiltrações devido às chuvas, o que resulta em bolhas na pintura, bolor e manchas nas paredes da unidade. Nesse caso, o problema só será resolvido quando as rachaduras forem corrigidas.

INFILTRAÇÃO NA CAIXA D’ÁGUA

A limpeza da caixa d’água deve ser feita pelo menos a cada seis meses e o síndico deve utilizar esse momento para conferir se não há indícios de vazamentos, como manchas esbranquiçadas e cristais de sair no lado de fora da aparelhagem. Se algum desses fatores surgirem na caixa d’água do condomínio que você gerencia, entre em contato com uma empresa especializada.

Recomendamos utilizar uma Planilha de Controle do Condomínio para nunca esquecer dessas manutenções periódicas de extrema importância.

INFILTRAÇÃO NA FACHADA DO PRÉDIO

Muitas vezes as infiltrações ocorrem na fachada do prédio, especialmente se for um edifício mais antigo. Habitualmente, esses problemas acontecem devido a microfissuras nas paredes devido a ação do tempo, da chuva, sol, frio e calor que acaba dilatando os materiais.

Tudo isso faz com que o reboco da fachada se desprenda, permitindo que a água entre. Antes de começar a obra, confira se não há nenhuma calha entupida ou cano mal vedado. Se não, indica-se retirar o reboco e refazê-lo utilizando um impermeabilizante. Revestir a parede com cerâmica também pode ser útil.

E QUANDO A INFILTRAÇÃO OCORRE EM UM IMÓVEL ALUGADO?

A Lei do Inquilinato determina que o proprietário deve arcar com as despesas quando a infiltração ocorre apenas na unidade e é resultado do desgaste natural da estrutura. Agora, se a infiltração surgiu por causa de uma reforma ou mudança feita pelo inquilino, aí é ele quem deve pagar pelo conserto.

O condomínio só deve assumir a responsabilidade com o reparo dos danos de infiltração se o estrago ocorrer ou tiver origem em alguma área comum, como piscina, caixa d’água, paredes externas, laje, salão de festas, garagem, entre outros.

Resumindo, a melhor forma de resolver problemas de infiltração no condomínio é a manutenção e conferência periódica das calhas, canos, drenos, condutores de águas pluviais, laje e caixa d’água de seis em seis meses e  investir em um bom sistema de impermeabilização do condomínio.

O QUE É IMPERMEABILIZAÇÃO?

Impermeabilização é a técnica de proteger uma área de um imóvel contra a ação da água. O processo é feito com a aplicação de produtos específicos e impede a ocorrência de infiltrações e vazamentos, aumentando a vida útil do patrimônio e garantindo a qualidade de vida no local.

COMO FUNCIONA A IMPERMEABILIZAÇÃO EM CONDOMÍNIOS?

A primeira coisa a fazer é entrar em contato com empresas especializadas. Nenhuma impermeabilização pode ser orçada sem uma vistoria técnica, então aproveite para conferir se as empresas contatadas oferecem inspeções gratuitas.

Durante essa inspeção serão avaliadas as áreas com pontos de vazamentos e também é entregue o orçamento informando o tipo de material que será utilizado. Existem diversas técnicas de impermeabilização para condomínios, portanto o valor e o tempo de obra podem variar de acordo com método escolhido.

Além disso, também é interessante contratar um engenheiro independente para fazer uma vistoria no condomínio antes de fechar negócio com qualquer empresa. Muitas vezes, as prestadoras de serviço oferecem soluções que resolvem apenas os sintomas da infiltração – e não a causa real.

Chamar um especialista para dar seu parecer pode trazer mais economia para o condomínio e diminuir os riscos de segurança para os moradores.

QUANDO DEVEM SER FEITAS AS IMPERMEABILIZAÇÕES NO CONDOMÍNIO?

Levando em consideração que tudo possui um período de vida útil, é importante destacar que toda e qualquer impermeabilização deverá passar por manutenções periódicas. Em geral, é importante que o condomínio esteja prevenido financeiramente para substituir os sistemas de impermeabilização a partir do 10º ano após a instalação – mas o tempo varia de acordo com a técnica utilizada e as recomendações do fabricante e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Apesar de ser uma prática bastante comum, não é recomendável esperar passar o período de chuvas para dar início a um processo de impermeabilização. Muitos síndicos preferem esperar as chuvas para que as infiltrações se tornem mais evidentes, mas isso pode danificar ainda mais a edificação. Quando houver uma suspeita de infiltração, deve-se agir logo.

COMO ESCOLHER UMA EMPRESA PARA CUIDAR DA INFILTRAÇÃO E IMPERMEABILIZAÇÃO?

Antes de fechar negócio, o síndico ou o responsável pelo condomínio deve conferir os seguintes aspectos:

  • Se a empresa tem profissionais habilitados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) ou Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) da região;
  • Se a empresa segue as normas técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas);
  • Se a empresa oferece garantias, já que infiltrações são problemas que podem retornar caso o trabalho não seja bem feito.

O Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI) disponibiliza uma relação de empresas aplicadoras associadas e com profissionais treinados e capacitados para aplicar impermeabilização em condomínios.

Fonte: TownSq e Viva o Condomínio

Como funciona a coleta seletiva em condomínios?

Coleta é uma alternativa viável e sustentável para minimizar o impacto da produção maciça de lixo

Você já ouviu falar em coleta seletiva? Ela, nada mais é do que o recolhimento e direcionamento correto dos resíduos orgânicos e inorgânicos, secos ou úmidos, recicláveis e não recicláveis que são previamente segregados na fonte onde foi gerada, recolhidos e levados para seu devido reaproveitamento.

A coleta seletiva trata diretamente de uma alternativa viável e sustentável para minimizar o impacto da produção maciça de lixo que é jogado diariamente na natureza, uma vez que a maioria desses materiais leva anos e anos para se decompor – muitas vezes, esse lixo é acumulado de geração para geração causando impactos negativos no meio ambiente.  Confira abaixo o tempo de degradação de alguns materiais:

Metal Mais de 100 anos
Alumínio Mais de 200 anos
Plástico Mais de 400 anos
Vidro Mais de 1000 anos

Atualmente, a preocupação com a sustentabilidade não deve ser mais encarada como um diferencial em uma organização e, sim, uma ação essencial para garantir a manutenção de empresas do setor no mercado. Pensando nisso, estão surgindo diversas ações e soluções que tem como objetivo minimizar os impactos causados ao meio ambiente e podem ser incorporadas pelas construtoras, tanto em obras comerciais quanto residenciais.

Reciclar é a melhor solução para ressignificar o lixo produzido, reduzindo a destinação incorreta para aterros clandestinos bem como a sobrecarga dos depósitos. O reaproveitamento do lixo envolve diretamente o princípio dos “3 Rs”: reduzir, reutilizar e reciclar. São eles:

Reduzir a produção de resíduos através de novos hábitos de consumo mais consciente.

Reutilizar tudo o que for possível, desde potes usados e caixas até outros objetos de uso do dia a dia.

Reciclar o lixo descartado após o consumo, possibilitando com que ele seja transformado em matéria prima industrial para novos produtos.

Coleta seletiva promove a sustentabilidade de ponta a ponta

Segundo Cleberson Ferraz, CEO e Fundador da Mundial Consultoria em Sustentabilidade e Inovação, durante a obra é a construtora que tem toda a responsabilidade, agora depois do projeto entregue, já é a administradora que cuida dessa parte de coleta seletiva nos condomínios. Além disso, também é muito importante o manejo do lixo doméstico, fazendo a separação do que é reciclável e do que é orgânico. Isso deve estar na agenda das empresas, afinal, por trás de toda e qualquer empresa, marca ou negócio, existem pessoas. “Separar o que é reciclável do que é orgânico já é um bom direcionamento, pois para fazer a reciclagem, os resíduos precisam estar separados visando a reciclagem e até mesmo a transformação desses resíduos em novos produtos”, aponta.

“Agora, existem algumas construtoras que já contemplam em projeto a localização das lixeiras com a segregação do lixo para a sua destinação posterior”, destaca. Esse é um ponto muito importante e acaba sendo um diferencial para deixar esse local reservado para as lixeiras e deixar pronto para serem encaminhadas adequadamente. Atualmente, existem projetos de alto padrão de algumas construtoras que possuem certificação AQUA e já levam essa preocupação de implementar a sustentabilidade de ponta a ponta, uma vez que é uma exigência para receber o selo. “Um grande problema é que a maioria das construtoras não veem valor com relação a essa gestão de resíduos dos prédios residenciais até por conta dos custos que são altos e das modificações que precisam ser feitas no projeto”, complementa.

A coleta seletiva segue a Resolução do CONAMA nº 275 de 25 de abril de 2001, onde foi estabelecido um código de cores para cada um dos diferentes tipos de resíduos: azul, vermelho, verde, amarelo, marrom, roxo, laranja, preto, branco e cinza. Confira abaixo a lista de cores dos coletores do lixo e também os tipos de cada resíduo correspondente:

🔘 Cinza – trata de todo o tipo de resíduo não reciclável que foi misturado ou já está contaminado e que não é passível de separação.

🔴 Vermelho – plástico.

🟠 Laranja – resíduos que sejam perigosos.

🟡 Amarelo – metal.

🟢 Verde – vidro.

🔵 Azul – papelão e papel.

🟣 Roxo – resíduos que sejam radioativos.

🟤 Marrom – resíduos orgânicos.

⚫ Preto – tudo o que for madeira e seus resíduos correspondentes.

⚪ Branco – resíduos provenientes de serviços de saúde e ambientes ambulatoriais.

Ainda segundo o especialista em sustentabilidade, outro ponto é que uma construtora tem muito a ganhar ao assumir a responsabilidade do cuidado com a destinação de resíduos bem como um treinamento para os condôminos com relação a toda essa parte de como deve ser feita a coleta seletiva que consequentemente promove a sustentabilidade do empreendimento e favorece ambos os lados, além de promover a geração de empregos. “É muito importante trazer a conscientização para todo o público com relação à importância da reciclagem e destinação correta dos resíduos”, finaliza.

Fonte: Mapa da Obra e Viva o Condomínio

5 atitudes simples que podem reduzir os custos do condomínio

Os custos do condomínio são despesas essenciais para manter o padrão de organização, segurança e conforto dos moradores. Entretanto, como os gastos são divididos igualmente pelos condôminos, o excesso de um ou outro morador pode impactar no quanto todos precisarão desembolsar por mês. 

Por isso, é interessante conhecer e adotar algumas medidas para baratear os custos do condomínio e, consequentemente, o valor que chega até você. Confira abaixo algumas soluções simples e efetivas:

Afinal, quais são os custos do condomínio?

Antes de tudo, é preciso entender o que você está pagando todo mês. Por isso, conhecer cada gasto pode ajudar a compreender o quanto é investido na estrutura e nos serviços oferecidos no empreendimento. Por isso, confira abaixo os gastos e a porcentagem de cada um deles no valor total dos custos do condomínio:

45% – salários dos funcionários;

30% – consumo de água, luz, gás encanado (quando o empreendimento possui) e telefone;

15% – manutenção de elevadores, bombas e seguros do prédio;

10% – despesas administrativas, bancárias, reserva de emergência e eventuais reparos.

Fonte: UOL

Sabendo disso, segue uma lista com itens a serem observados para poupar gastos desnecessários e, consequentemente, diminuir o valor da taxa condominial.

  1. Evite ficar inadimplente

A inadimplência é uma das principais causas do aumento nos custos do condomínio. Afinal, quanto mais inadimplentes há em um empreendimento, mais cara a taxa fica. 

Portanto, além de pagar o condomínio em dia, você precisa acompanhar a gestão dos recursos do condomínio e como andam os condôminos. 

Caso seja você o inadimplente, o custo pode ficar ainda maior por conta dos juros e, além disso, o condomínio pode entrar com um processo jurídico.

  1. Economize energia elétrica

Não só cabe aos funcionários do empreendimento se atentar ao desperdício de energia elétrica. Afinal, a participação de todos os condôminos na utilização da eletricidade é fundamental para conter gastos desnecessários. Portanto, faça sua parte chamando apenas um elevador por vez, desligando interruptores de locais onde não há sensores de movimento e solicitando a instalação, junto à administração, onde ela for necessária.

  1. Economize água

O gasto exagerado de água também pode ser evitado. Caso não haja medidores individuais no empreendimento, é importante instalar redutores de vazão e verificar a existência de vazamentos. O uso consciente de piscinas e chuveiros também fazem a diferença.

  1. Zele pelos itens das áreas comuns

Os gastos com reparos podem ser evitados caso haja manutenção preventiva dos itens de áreas comuns. Além disso, o uso consciente dos equipamentos que o condomínio dispõe também faz toda a diferença no valor que chegará na conta.

  1. Participe das assembleias

Por fim, mas não menos importante, a participação nas assembleias do condomínio são a forma mais eficiente de entender todos os gastos. Afinal, lá você pode se informar sobre o que será cobrado em cada mês e sobre as despesas extras programadas, além de apontar melhorias para diminuir gastos desnecessários.

Como você viu, o uso consciente das áreas comuns do condomínio e a participação ativa são essenciais para entender os gastos e conseguir diminuir os custos.

Fonte: Cada Minuto

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