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O que você precisa saber sobre isolamento acústico

Muitas vezes, o barulho dos vizinhos, de obras no prédio ou vizinhança, ou mesmo dentro da nossa casa, nos atrapalha e irrita. Algumas dessas situações podem ser evitadas, através do isolamento acústico, diminuindo o estresse e melhorando seu bem-estar quando estiver no conforto do seu lar. Confira as dicas abaixo!

  • Para evitar o eco de algum espaço, simples mudanças na decoração, como o uso de tapetes, cortinas (com tecido grosso, como linho ou veludo) e painéis de madeira podem resolver o problema. Opte, também, por materiais felpudos e macios para absorver o som, já que, quanto mais lisa e dura for a superfície, maiores são as chances de haver eco. 
  • Para diminuir a incidência do barulho que vem de fora do seu lar, verifique se as portas e janelas estão bem vedadas. Onde entra ar, entra som. Troque as portas e janelas por caixilhos acústicos, que não deixam o ruído externo entrar na sua casa. Uma desvantagem é que esses produtos possuem um custo muito mais elevado que portas e janelas comuns. Se seu apartamento possui portas em madeira compensada oca, para minimizar os ruídos e aumentar a segurança da sua casa, troque, ao menos a porta da frente, por uma de madeira maciça.
  • Já se o problema for o som que passa pelas paredes, a solução pode ser preenchê-las (caso sejam ocas – como Drywall) com revestimento acústico interno, o que pode gerar certo trabalho, principalmente se a casa já estiver construída e decorada. Para não mexer nas estruturas, a dica dada sobre os tapetes e painéis de madeira também vale para as paredes: pendure-os na parede, que o isolamento já melhora!
  • Caso o problema do ruído venha do piso (se você ouve barulho de sapato dos vizinhos ou patinhas de cachorro, por exemplo), pode ser porque você (e/ou seu vizinho) tem pisos frios (como porcelanatos), que tendem a provocar muito eco. As melhores opções de piso para isolar o som são os mais densos, como tacos de madeira, carpetes, mármores ou pisos vinílicos. Caso vá construir ou reformar o piso, preste atenção nos cuidados com o contra piso e as mantas acústicas, que fazem toda a diferença.
  • O paisagismo do seu lar também pode ser um aliado no combate ao excesso de barulho. Vegetação densa e de diferentes alturas pode funcionar como uma barreira acústica nas casas. Já em apartamentos, os jardins verticais são uma boa opção. Porém, não é qualquer plantinha ou arbusto que funcionará como uma barreira para os ruídos. Lembrando que essa solução requer manutenção cuidadosa.

Bom, agora que você já possui muitas dicas para fazer o isolamento acústico do seu cantinho, basta escolher a que mais se encaixa para as suas necessidades e implementar as mudanças. Algumas mais simples, outras mais trabalhosas, mas opções não faltam para sanar esse problema. Boa sorte!

Região portuária ressurge como área de interesse para moradia

A região portuária é um dos destaques dentre os locais de interesse para construção de unidades habitacionais na cidade do Rio de Janeiro.

Entre os principais benefícios, estão a facilidade de transporte e de integração com outros bairros, proximidade da principal região empregatícia e cultural e o aumento da qualidade de vida dos moradores.

“A região do Porto, do ponto de vista de novas residências, pode gerar um boom imobiliário fantástico para a cidade do Rio de Janeiro. É uma área com muito espaço, facilidade de mobilidade, proximidade com o maior centro de trabalho do estado e integração com outros bairros, por meio de túneis e outras formas de transportes públicos, como metrô, trem, VLT e BRT”, observa o vice-presidente administrativo do Secovi Rio, Ronaldo Coelho Netto.

Em reportagem recente do DCI,a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto Maravilha (Cdurp) falou sobre o potencial econômico da região, que recebeu R$ 9,9 bilhões em investimentos e tem 85% das obras de urbanização e infraestrutura concluídas.

Os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) negociados com empreendedores imobiliários garantiram os recursos investidos pela prefeitura, que projeta o aumento de 32 mil para 100 mil no número de habitantes na região de 5 milhões de metros quadrados.

“As melhorias de mobilidade na cidade do Rio trazem uma nova possibilidade de moradia, inclusive para residirem em outros municípios da Região Metropolitana do Rio”, acredita Ronaldo Coelho Netto. Levantamento feito pela Prefeitura do Rio a partir de 2013 prevê 51 projetos residenciais, 38 comerciais, 8 culturais e 7 hoteleiros, entre outros, no Porto.

No período olímpico, a região viu o aumento de ações para forma ção de profissionais e contratação de moradores. Cerca de 15% dos funcionários da Cdurp, do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio (MAR) vivem nos arredores. Hotéis e bares e o sistema do VLT também empregam mão de obra que vive na região do Porto Maravilha.

(DCI)

Investimentos em mobilidade valorizam imóveis vizinhos

Investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana contribuíram para a valorização do metro quadrado em diversas regiões da capital fluminense. Os BRTs e a Linha 4 do metrô, usados para o transporte de espectadores da Rio 2016, impactaram principalmente a Barra da Tijuca.

Mas a facilidade de acesso ao transporte traz diferenças mesmo em áreas vizinhas. No entorno da estação de metrô do Jardim Oceânico, a média do metro quadrado dos imóveis chegou a R$ 12.879, 24,71% acima do preço médio da Barra, e 30,07% superior à média municipal.

Já a Região Olímpica, que inclui os arredores do Parque Olímpico, teve média de R$ 7.703, 25,4% menor que a da Barra e 22,2% abaixo do m² médio da cidade. A diferença é que a área é atendida apenas por ônibus e BRTs – a viagem entre a estação do Morro do Outeiro e o metrô leva de 30 a 40 minutos.

“Esses investimentos em infraestrutura valorizaram imóveis nas regiões diretamente afetadas, que estavam degradadas ou mal exploradas. Mesmo as áreas que não receberam intervenções diretas foram relembradas como novas possibilidades de moradia. O Parque Olímpico passou a ser um local que ofereceria qualidade de vida para quem estava pensando em se mudar do Rio”, diz o vice-presidente administrativo do Secovi Rio, Ronaldo Coelho Netto.

Coelho Netto, porém, lembra que não há perspectiva de novos investimentos em mobilidade a curto prazo. “A ampliação do sistema de transportes foi feita para receber os turistas dos Jogos. Novos polos poderão surgir na cidade desde que haja investimentos. Sem inovação ou atrativo, é muito difícil haver valorização imobiliária”, afirma.

Para o vice-presidente do Secovi Rio, este é o momento ideal para negociações já que o mercado imobiliário está retraído, com aumento da oferta e preços mais retraídos. “A chegada do metrô na Barra eleva o potencial de valorização dos arredores do Jardim Oceânico pela facilidade de transporte. O mesmo acontece nos bairros com BRTs, que facilitam o ir e vir. Quando se facilita o transporte em uma região, as próprias construtoras procuram terrenos nessa área”, ressalta.

Valorização

Nos arredores do Complexo Esportivo de Deodoro, na zona oeste, houve a construção do BRT da Transolímpica, até o Recreio dos Bandeirantes. Futuramente, será concluído o BRT Transbrasil, até o centro do Rio. A área passou a ser um novo espaço de interesse para a construção de residências. Somente o bairro de Guadalupe teve valorização de 11,14% entre maio e agosto deste ano.

“Foi a região com a maior valorização para locação, e compra e venda de todo o Rio. Ela atende a classe de renda mais baixa com facilidade de transporte. Isso comprova que a cidade tem novas regiões atraentes para moradia. Quando se tem mobilidade, a população se desloca do centro porque sabe que terá mais qualidade de vida nos arredores, com imóveis maiores, mais agradáveis e vizinhança melhor”, defende Coelho Netto.

(DCI)

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