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Queda no preço dos imóveis em 2016 foi de 5,48%, diz FipeZap

No mercado imobiliário, os preços dos imóveis, descontada a inflação, tiveram queda de mais de 5% em 2016. Se a notícia parece boa para quem quer comprar, não é muito boa para quem quer vender. De acordo com o índice FipeZap, o aumento médio dos preços dos imóveis nas 20 cidades pesquisadas ficou em 0,57% em 2016, a menor alta registrada desde 2008.

Mesmo com esse pequeno aumento, os imóveis se desvalorizaram. Se considerarmos a inflação esperada por ano, a queda real do preço dos imóveis foi de 5,48%. “A gente vive hoje uma crise de demanda e um excesso de oferta”, disse Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio, o sindicato da habitação.

No fim de 2016, o valor médio do metro quadrado anunciado nas 20 cidades pesquisadas foi de R$ 7.662. Apesar da queda no preço real, o Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o metro quadrado mais caro do país, seguida por São Paulo. De outro lado, as cidades com o menor valor por metro quadrado foram Contagem, em Minas Gerais, e Goiânia.

A crise econômica pegou muitas construtoras com estoques grandes de imóveis. Com a procura menor, as empresas mudaram de estratégia. Aí, surgiram as promoções. “Não só no preço, mas como alguns benefícios. O imóvel estando pronto… Em algum momento se dava um ano de condomínio e IPTU”, explicou Marcos Vinícius Flores, gerente de lançamentos de imobiliária.

O apartamento em Botafogo, Zona Sul do Rio, ainda está à venda. Tem sala, cozinha, três quartos e uma oferta interessante. O dono do imóvel está disposto a dar 20% de desconto, algo em torno de R$ 360 mil. E como é um apartamento de fundos, ele dá para outro prédio. Mas ninguém poderá negar quando o futuro morador disser que tem vista para o Cristo.

De acordo com o Secovi Rio, o sindicato da habitação, só na cidade do Rio de Janeiro 40 mil imóveis estão vazios, à espera de um comprador. “Com mercado mais estagnado, com uma velocidade de venda mais lenta, você hoje acaba atraindo boas possibilidades para quem está interessado em comprar. Então, se você tem hoje uma condição de comprar imóvel, talvez seja um momento interessante para você negociar, olhar com calma, buscar mais opções e aí fazer um bom negócio”, disse Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio.

E um bom negócio é tudo o que o Hoffman espera. Ele começou 2017 animado com algumas possibilidades. “Acredito que nesta entrada do ano tem dois clientes com possível vontade de fazer essa compra”, disse o corretor de imóveis Hoffman Motta.

(G1)

Elevadores requerem manutenção constante

Na semana passada (30/12), uma jovem morreu ao cair do 6º andar dentro do poço de um elevador, no prédio onde morava, em Copacabana, depois que o equipamento parou por conta de um defeito. Nesta semana, mais um acidente: sete pessoas ficaram feridas em um condomínio na Barra da Tijuca devido à queda do elevador do oitavo andar. As ocorrências chamam a atenção para a importância da manutenção preventiva periódica dos cerca de 60 mil elevadores existentes na cidade do Rio. Síndicos devem ficar de olho.

De acordo com especialistas, a principal dica é observar. Muitas vezes, os sinais de que algo não vai bem são bastante sutis. É preciso atentar para três tipos de ocorrências básicas: desnível nas paradas, ruídos estranhos e panes regulares. Esse trio é perigoso.

O síndico deve ficar atento também à legislação do município do Rio. Segundo o artigo 62 da Lei Municipal nº 2.743/99, que teve alguns itens alterados pela Lei nº 3.429/02, a conservação de rotina deve ser feita, obrigatoriamente, em intervalos de no máximo 30 dias.

Saiba como conservar e garantir a segurança de elevadores*

  • Manutenção deve ser realizada por empresas devidamente capacitadas. Leigos jamais devem realizar qualquer conserto nos elevadores, por mais simples que eles pareçam;
  • Para mais segurança, evite ultrapassar a quantidade de peso permitida nos elevadores. A carga máxima permitida é informada em uma placa no interior da cabina;
  • Não jogue lixo no poço do elevador;
  • Não utilize objetos, sacolas ou móveis para segurar a porta do elevador;
  • Evite a queda de água ou de produtos de limpeza no interior do poço. A água pode provocar danos nos componentes da porta, permitindo, eventualmente, que o elevador se movimente com a porta desse pavimento destrancada;
  • Não entre no elevador quando a luz da cabina estiver apagada;
  • Dependendo da tecnologia, o elevador possui uma memória que registra cada chamada e atende conforme a sequência dos registros. Para chamá-los, basta apertar o botão uma única vez, sem forçá-lo (caso a botoeira seja dupla, é só pressionar o botão que indica o sentido da viagem);
  • Chame um elevador por vez. Essa medida, além de contribuir para a economia de energia, reduz o desgaste do equipamento e melhora o tráfego no condomínio;
  • Sempre confira se o elevador está no andar correto e se não há degraus entre o equipamento e o andar encontrado.

*Fonte: Elevadores Otis

 

Tarifa do Bilhete Único Intermunicipal fica mais cara nesta segunda, no Rio

A tarifa do Bilhete Único intermunicipal ficou mais cara em 2017, no Rio de Janeiro. A partir desta segunda-feira (2), o deslocamento entre os municípios vai ficar mais caro 23%. Alguns descontos de integração serão mantidos.

Para quem recebe menos de R$3 mil, o valor passa de R$ 6,50 para R$ 8. O desconto na integração entre o BRT e Metrô será mantido; R$7. A tarifa social das barcas também será mantida a R$4,10, independente do salário do trabalhador.

O defensor Público, Eduardo Chow afirmou, em entrevista ao Bom Dia Rio desta segunda (2), que uma ação civil pública e um projeto de lei questionam o direcionamento do valor acumulado no Bilhete Único. Segundo estimativas, os R$ 90 milhões acumulados como resíduos nos cartões, estavam sendo repassados para os empresários de ônibus. A ideia dos projetos é que os valores retornem aos bolsos dos trabalhadores.

A Defensoria Pública conseguiu bloquear o valor judicialmente e o projeto de lei foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), mas o governador vetou o projeto, que voltará à pauta após o recesso parlamentar.

(G1)

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