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Dicas para quem tem um imóvel e gostaria de alugá-lo

Quem tem um imóvel desocupado e gostaria de gerar alguma renda extra deve considerar a ideia de alugá-lo. Porém, para quem não tem experiência na área, dúvidas sobre muitos assuntos podem surgir, como documentação, gastos, inquilinos, regulamentações, etc.

Para ajudar a resolver algumas dessas questões, separamos algumas dicas especiais. Confira!

A aparência do imóvel é essencial. Por lei, o proprietário deve comercializar um imóvel que tenha boas condições de ser habitado. Mas a questão visual vai muito além disso: para alugar mais rápido o imóvel, é importante que ele tenha uma boa aparência, para atrair possíveis futuros inquilinos. Ainda que a propriedade esteja fechada há algum tempo, sua manutenção deve ser feita periodicamente, para evitar surpresas desagradáveis na hora de mostrá-lo a um pretendente.

Também é interessante que o imóvel seja anunciado em portais especializados em mercado imobiliário. Em tempos de tecnologia em alta, as redes podem ser grandes aliadas. Tire fotos dos ambientes em ângulos que os favoreçam. Garanta que a iluminação seja boa, para mostrar que o espaço é iluminado e arejado, e mostre detalhes de armários, mobília que possa ficar no imóvel, janelas, portas e etc.

Uma parte fundamental da locação é a financeira. Defina um preço de aluguel compatível com o mercado e com o imóvel divulgado, levando em consideração sua localização, metragem, condições e vizinhança. A faixa de preço é imprescindível para o público que, muitas vezes, faz a pesquisa de acordo com o preço que pode pagar.

Após receber alguma resposta de um interessado, é a hora de mostrar a ele que este é o imóvel ideal. A melhor maneira de fazer isso é disponibilizando-o para visitação, facilitando ao máximo o acesso ao local. Mas tenha em mente que é sempre melhor agendar visitas para que ninguém perca tempo. E procure ser flexível em relação aos horários, já que muita gente trabalha até tarde, e sua única chance de visitar o imóvel seria além do horário comercial ou aos finais de semana.

E, é claro, ao fechar o negócio, conheça bem o inquilino. É essencial que haja uma conversa entre ambas as partes para entender as expectativas da pessoa, oferecer informações e tirar dúvidas. Conhecer a saúde financeira do inquilino também é imprescindível, já que deve saber se ele terá condições de cumprir com o pagamento do aluguel. Para isso, peça ao locatário certidões e documentações que comprovem que ele não tem qualquer tipo de problema com a Justiça ou que esteja devendo dinheiro para alguém.

Essas são algumas das etapas fundamentais do processo de alugar um imóvel. E como você pode ver, não é uma tarefa simples. Por isso, para quem não quer ter dores de cabeça com todo esse processo e quer maior tranquilidade e segurança, nada melhor do que contar com a assessoria de profissionais especializados.

Aqui na Atlântida, já são 49 anos de atuação destacada nesse segmento, dando todo o suporte que proprietários e inquilinos de imóveis residenciais ou comerciais precisam. Ajudamos com a avaliação segura e criteriosa do valor do aluguel e na análise dos documentos e garantias dos candidatos a inquilinos e fiadores. Também elaboramos e emitimos mensalmente o boleto de cobrança para cada inquilino, controlando o recebimento dos aluguéis, taxas e acompanhando os inadimplentes, entre outras muitas facilidades. Conte com a nossa expertise!

Para mais informações sobre nossos serviços e facilidades para locações, acesse nosso site: http://www.atlantida-adm.com.br/locacoes/

 

Micro e pequenas empresas poderão ingressar no eSocial em novembro

Micro e pequenas empresas poderão ingressar no eSocial, a partir de novembro. Hoje (11), foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (11/7), a Resolução nº 4 do Comitê Diretivo do eSocial permitindo que micro e pequenas empresas – que são aquelas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões – e Microempreendedores Individuais (MEI) possam ingressar no programa que unifica as informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas dos empreendedores em um banco de dados administrado pelo governo federal.

A Receita Federal lembra que somente os MEI que têm empregados precisarão prestar informações ao eSocial. Atualmente, são aproximadamente 155 empregadores.

A obrigação de ingressar no eSocial para micro e pequenos empreendedores e para os MEI será somente em novembro, mas a norma publicada hoje oferece a opção de ingresso já na próxima segunda-feira (16), juntamente com empresas privadas do país que têm faturamento anual inferior a R$ 78 milhões. No caso dessas empresas, o ingresso no eSocial é obrigatório a partir de segunda-feira.

Desde janeiro deste ano, o eSocial já está em operação para as grandes empresas – que possuem faturamento anual superior a R$ 78 milhões – e que formam, no âmbito do eSocial, as chamadas empresas do primeiro grupo. Atualmente, 97% delas já integram as bases do eSocial.

Quando totalmente implementado, o eSocial reunirá informações de mais de 44 milhões de trabalhadores do setor público e privado do país em um mesmo sistema e representará a substituição de até 15 prestações de informações ao governo – como GFIP, RAIS, Caged E DIRF – por apenas uma.

Fases de implantação

Assim como está acontecendo com as grandes empresas e como ocorrerá com os entes públicos, a implementação do eSocial para as empresas do segundo grupo – excluídas neste momento a obrigatoriedade de pequenas empresas e de MEI – se dará de forma escalonada, dividida em cinco fases, distribuídas de julho a janeiro de 2019. Dessa forma, os empregadores incluirão gradativamente suas informações no sistema.

A partir do dia 16 de julho até o dia 31 de agosto deste ano, os empregadores deverão enviar ao eSocial apenas informações de cadastro e tabelas das empresas. Em relação aos MEI que possuam empregados e que optem por já ingressar no eSocial, o Comitê Gestor do eSocial esclarece que, na prática, eles não terão nenhuma informação para prestar antes de setembro, já que os dados da 1ª fase (cadastro do empregador e tabelas) são de preenchimento automática pela plataforma simplificada que será disponibilizada para este público.

Apenas a partir de setembro, os empregadores do segundo grupo precisarão incluir na plataforma informações relativas a seus trabalhadores e seus vínculos com as empresas, como admissões, afastamentos e demissões, por exemplo. Finalmente, de novembro até o final de 2018, deverão ser incluídos dados referentes às remunerações dos trabalhadores e realizado o fechamento das folhas de pagamento no ambiente nacional.

Em relação às micro e pequenas empresas e aos MEI, como esses estarão obrigadas ao eSocial somente a partir de novembro – quando ingressarem no sistema eles deverão prestar as informações referentes às três fases iniciais do cronograma.

Em janeiro do ano que vem haverá, para o segundo grupo como um todo, a substituição da Guia de Informações à Previdência Social (GFIP) pelo eSocial e a inserção de dados de segurança e saúde do trabalhador no sistema.

Os empregadores pessoas físicas, contribuintes individuais – como produtor rural e os segurados especiais – somente deverão utilizar o eSocial a partir de janeiro de 2019.

Plataforma simplificada

Nos próximos dias, serão ser disponibilizados os novos portais do eSocial, onde os empregadores poderão inserir diretamente as informações, sem necessidade de sistemas para integração.

Também será disponibilizada, a partir do próximo dia 16, a plataforma simplificada destinada aos MEI. Nesse ambiente simplificado – semelhante ao eSocial do Empregador Doméstico – não será necessário o uso de certificado digital, podendo o empregador acessá-lo apenas por código de acesso. A plataforma simplificada permitirá ao microempreendedor realizar cálculos automáticos via sistema, como o que realiza o cálculo de rescisões e a ferramenta de férias, por exemplo.

Segundo a Receita, a maioria dos MEI – que não possuem empregados e por esta razão não estarão obrigados ao eSocial – continuarão prestando contas normalmente ao governo por meio do Simei, o sistema de pagamento de tributos unificados em valores fixos mensais voltados para aos microempreendedores individuais e que lhes garante a isenção de impostos federais como o Imposto sobre Produtos Industrializados, por exemplo. Para este público, nada muda.

Fonte: Agência Brasil

Tarifa de luz deve subir 5,2% com projeto que inclui isenção à baixa renda e compensação de ‘gatos’

Rio e BRASÍLIA – A aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que destrava a venda das distribuidoras da Eletrobras do Norte e Nordeste vai pesar no bolso dos brasileiros. O impacto será de R$ 7,55 bilhões por ano, o que representará aumento médio de 5,2% nas tarifas de energia, incluindo residências e empresas. A estimativa é da Abrace, que reúne grandes consumidores industriais e consumidores livres de energia. O cálculo contempla penduricalhos incluídos de última hora no projeto, como a isenção do pagamento de conta de luz para famílias de baixa renda com consumo de até 70 kilowatts-hora (kWh) e a autorização para que duas distribuidoras que atuam na Região Norte repassem seus custos com “gatos” aos consumidores. O projeto ainda precisa ser aprovado no Senado e ser sancionado pelo presidente da República antes de entrar em vigor.

– O projeto de lei era para facilitar a privatização das distribuidoras. Mas algumas emendas, como a da tarifa social e a questão das perdas de energia (gatos), ajudam a piorar o que já está muito ruim. Está se fazendo um canibalismo do setor elétrico, e o consumidor final é sempre quem paga a conta — afirmou Edvaldo Santana, presidente da Abrace e ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Atualmente, a tarifa social funciona com um sistema de descontos. O consumidor de baixa renda tem redução de 65% no valor correspondente ao consumo registrado de até 30 kWh/mês; de 40% na faixa de 31 kWh até 100 kWh/mês; e de 10% na faixa de 101 kWh até 220 kWh/mês. Para ter direito ao benefício, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional; ou receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O custo dessa gratuidade é bancado pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Trata-se de um fundo setorial que tem como objetivo custear as políticas públicas do setor elétrico, bancados pelas contas de luz. O projeto de lei aprovado na terça-feira concedeu isenção do pagamento de tarifa às famílias com um limite maior para o consumo, fixado em 70 kWh mensais.

Segundo a Aneel, o atual pagamento da CDE para custear a tarifa social subirá de R$ 2,28 bilhões por ano para R$ 3,02 bilhões por ano, caso o projeto de lei seja aprovado no Senado e sancionado pela Presidência. Essa diferença de R$ 742 milhões terá um impacto de 0,5% nas contas de luz, diz a agência. O cálculo coincide com o que foi feito pela Abrace, que estima impacto de R$ 750 milhões por ano sobre as tarifas.

No Twitter, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse que a aprovação do projeto “é uma vitória para a sociedade” e que a mudança no cálculo da tarifa social beneficiará nove milhões de famílias com renda mensal de até meio salário mínimo. Mas a emenda foi criticada por especialistas do setor.

– Isso é muito perverso, porque vai estimular o aumento do consumo pelas pessoas que serão beneficiadas pelo programa. Atualmente, a média do consumo de energia de baixa renda já é da ordem de 125 kWh/mês. Por isso, somos contra o subsídio — destacou Santana.

Outro ponto aprovado pela Câmara que vai aumentar as tarifas para todos os consumidores é a emenda que libera a Eletroacre e a Ceron (Rondônia), que operam em sistemas isolados, de repassarem a seus clientes o custo com as perdas de energia (gatos) acumulados desde 2009. Segundo Santana, isso significa que o valor dessas perdas será integralmente bancado por todos os consumidores do país. A Abrace estima que a medida vai ter impacto de ao menos 0,7% nas tarifas de energia dos consumidores, representando um custo anual de mais R$ 800 milhões.

PERDAS COMPARTILHADAS POR CINCO ANOS

A perda de eletricidade, seja por furto ou por problemas técnicos, ocorre com todas as distribuidoras do país. A Aneel autoriza as empresas a repassarem para seus clientes uma parte dessas perdas. Algumas distribuidoras, porém, têm perdas que superam o limite autorizado pela agência e acabam tendo prejuízos. É o caso da Ceron e da Eletroacre. O projeto autoriza que esse valor além do estabelecido pela Aneel seja transferido para a conta de luz de todos os brasileiros.

O argumento é a necessidade de “limpar” o balanço dessas empresas e prepará-las para a privatização. O consumidor arcaria com as perdas até a revisão tarifária das duas distribuidoras, o que deve ocorrer quatro a cinco anos após a privatização das empresas. Já o custo da privatização em si das distribuidoras é estimado em R$ 6 bilhões — o que representa quatro pontos percentuais do aumento médio de 5,2% na conta, estima a Abrace.

– Para tornar as distribuidoras atraentes para serem vendidas, todos vão ter que pagar por isso. Somos a favor da privatização, mas a um custo de R$ 6 bilhões? Isso é justo? – indagou a assessora jurídica da Associação Brasileira dos Consumidores de Energia (Anace), Mariana Amim.

DISTRIBUIDORAS COM PERDAS BILIONÁRIAS

Apesar dos penduricalhos incluídos pelo Congresso, o projeto de lei é considerado fundamental para o sucesso da privatização das seis distribuidoras de energia da Eletrobras. Altamente deficitárias e com problemas operacionais, as seis empresas atuam em Alagoas, Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia e Piauí. Por conta das dívidas – são R$ 35,333 bilhões no total – e da necessidade de altos investimentos, o edital prevê que cada uma será vendida por R$ 50 mil. Entretanto, os novos concessionários terão que fazer R$ 2,4 bilhões em investimentos imediatos.

O prejuízo acumulado pelas seis distribuidoras até 2016 era de R$ 15,436 bilhões. O governo já decidiu que, se a privatização não for concluída até 31 de dezembro, as empresas serão liquidadas. Isso traria um custo de cerca de R$ 25 bilhões para a Eletrobras, segundo a própria empresa. No fim, a conta seria bancada por todos os contribuintes de qualquer forma. Por essa razão, Adriano Pires Rodrigues, diretor-executivo do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), é favorável à aprovação do projeto.

– O benefício da privatização no médio e longo prazos será maior do que as perdas. Porque, hoje, as distribuidoras são deficitárias, ineficientes, sem recursos para investir na melhoria da qualidade dos serviços. Estamos fazendo a transição de um modelo do setor elétrico altamente ineficiente para outro mais eficiente. Não tem jeito, é preciso pagar essa conta – destacou Adriano, para quem, no caso da tarifa social, o texto aprovado torna mais claro quem tem direito a esse benefício.

Fonte: O Globo

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