Você sabe como implementar a acessibilidade no seu condomínio?

O post de hoje é muito importante! Viemos ajudar você a transformar o seu condomínio num lugar mais acessível para as pessoas que têm mobilidade reduzida, como as que precisam de outros equipamentos para se movimentar (bengalas e andadores, por exemplo), cadeirantes, idosos, mães com crianças de colo, entre outros casos.

Falaremos de alguns pontos que fazem parte dessa questão, e também daremos dicas de como implantar a acessibilidade no seu condomínio. Continue lendo para saber um pouco mais sobre isso, afinal de contas, é uma questão de cidadania.

  • Legislação: a principal lei que legitima a acessibilidade é a Constituição, que garante a todo cidadão seus direitos sociais (entre eles, o de ir e vir livremente).

Além disso, a principal lei brasileira que rege esse assunto é a Lei da Acessibilidade, de 2004. Por ser federal, deve ser exercida em todos os estados do país, mas cidades e estados possuem, ainda, legislações locais próprias que tratam do tema.

Todas essas regulamentações podem servir como base para possíveis definições técnicas de um condomínio, adequando, portanto, seu regimento interno com as leis do local (além das normas brasileiras, que devem ser seguidas em todos os casos).

 

  • Obras: sendo uma questão legal, não existe a necessidade de a Assembleia aprovar a realização de obras que garantam a acessibilidade de um condomínio. Porém, a fim de explicar as necessidades sociais e legais e deixar claras questões orçamentárias, indica-se que o síndico convoque uma Assembleia e deixe todos os condôminos a par da situação.

Se houver o caso de votos contra as obras de acessibilidade, o síndico deve anotar o nome completo e o RG do morador contrário e fazer constar na ata que esse condômino é contra as obras, mesmo sabendo que existem leis determinando a obrigatoriedade delas.

 

  • Condomínios antigos x novos: todo condomínio novo deve ser construído de forma a garantir a acessibilidade de seus moradores e visitantes. Caso a construtora não realize as obras de acessibilidade durante a construção do condomínio, o síndico do prédio pode, posteriormente, entrar em contato com a construtora e exigir que as obras sejam realizadas. Caso seja negado, o condomínio pode processar a construtora, para que a mesma realize as obras.

Já nos condomínios antigos, que não possuem, em geral, instalações que garantam a acessibilidade, devem ser feitas adaptações. Mas é muito importante que seja feita uma prévia análise técnica, para que se conheçam quais obras são viáveis, de acordo com a estrutura do prédio.

 

  • Prioridades: como nem todo condomínio está preparado financeiramente para fazer obras de adaptação imediatamente, é fundamental uma avaliação das obras que são mais simples e importantes.

Um exemplo dessas obras prioritárias e que podem ser feitas de maneira mais rápida e econômica é substituir escadas por rampas (ou construir rampas) de acesso a espaços comuns do condomínio, como piscinas, salões e entrada do condomínio.

 

  • Garagem: quem usa a cadeira de rodas, por exemplo, precisa de espaço para fazer as transições da cadeira para o carro e do carro para a cadeira. Para isso, a vaga de pessoas que têm dificuldade de locomoção deve ser maior, bem como estar o mais próxima possível do elevador, facilitando a movimentação do condômino.

Bom, agora que você tem essas dicas, que tal transformar seu condomínio num lugar melhor para que todos vivam? =)

Cadeiras de rodas obrigatórias em condomínios?

Os prédios residenciais e comerciais do Estado do Rio poderão ser obrigados a disponibilizar cadeiras de rodas para moradores ou visitantes, de acordo com o Projeto de Lei nº 313/2015, do deputado estadual Luiz Martins. O PL, que foi debatido em primeira discussão na Assembleia Legislativa recentemente, determina, no artigo 2º, que “o equipamento deverá permanecer em local adequado, de fácil acesso, protegida de qualquer dano e disponibilizada a qualquer morador e/ou visitantes que comprovem a necessidade precípua de seu uso, até o devido atendimento ou socorro que se faça necessário”.

Se aprovada a proposição, os condomínios terão apenas 60 dias para se adequarem. O Secovi Rio pondera que, apesar da boa intenção, o PL merece ser analisado e ajustado para que alcance a efetividade desejada, sem onerar os condomínios desnecessariamente, beneficiando aqueles que efetivamente tenham necessidade momentânea de locomoção, e que não prejudique o socorro.

Vale lembrar que em determinadas ocorrências a utilização da cadeira de rodas por moradores ou empregados dos condomínios pode ser até perigosa. Caso seja necessária a remoção de alguém, o procedimento mais adequado seria solicitar o auxílio de socorristas públicos (SAMU). Some-se a isto o fato de que o socorro pode ser prestado de forma inadequada, agravando o estado de saúde da pessoa que se pretende auxiliar.

O não cumprimento do disposto nesta lei sujeitará os prédios residenciais e comerciais à advertência e multa de R$ 1 mil por mês de não-adequação.

Prefeitura do Rio pede atenção no 1º dia útil de funcionamento do VLT

O secretário de Governo Rafael Picciani pede a motoristas e pedestres, que tenham atenção redobrada nesta segunda-feira (6), neste primeiro dia útil de funcionamento do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), entre a Zona Portuária e o Centro do Rio. Nesta primeira semana experimental, o VLT vai circular das 12h às 15h, da Parada dos Museus ao Aeroporto Santos Dumont. As viagens, até o dia 1º de julho serão gratuitas.

Apesar da campanha de informação que vem sendo feita desde março e de a sinalização estar toda pronta, Picciani alerta para o fato de o VLT ser um elemento novo no trânsito do Centro e ser um veículo muito silencioso. Por isso, é preciso que todos – pedestres e motoristas – respeitem a sinalização de trânsito para evitar acidentes.

O secretário destacou que no domingo (5), dia da inauguração, o VLT fez 16 viagens, lotado de passageiros que queriam conhecer o novo transporte. Nesta primeira fase, os trens, que circulam em baixa velocidade vão passar por oito paradas.

O VLT vai ter duas linhas: da Rodoviária Novo Rio ao Aeroporto Santos Dumont e a outra da Rodoviária à Praça XV. E o prefeito Eduardo Paes garantiu que até a Olimpíada as duas linhas vão estar funcionando plenamente.

(G1)

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