Negociar melhoria para imóvel alugado requer bom senso e documento em ordem

Quem mora em imóvel alugado não está imune a problemas que exijam reparos, como um cano estourado ou uma telha quebrada. Quem é inquilino também pode se deparar com a necessidade de fazer alguma melhoria na residência, desde colocar telas de proteção nas janelas a instalar um ar-condicionado ou mesmo pintar as paredes. Mas como resolver essas questões sem arranjar encrenca com o dono da casa ou do apê?

Recomendações gerais

– Há dois documentos fundamentais para minimizar conflitos entre locador e locatário. O primeiro é o contrato de locação, que deve ser o mais claro e detalhado possível. Dica: inclua no texto uma cláusula que trate de reparos e melhorias no imóvel, definindo procedimentos e responsabilidades.

– Igualmente importante é o laudo de vistoria, que descreve o estado da construção no momento em que o aluguel é firmado. Esse documento deve listar todos os defeitos existentes no ato da locação, para que o locatário não seja responsabilizado posteriormente. O ideal é que o laudo esteja anexado ao contrato e inclua fotos.

– Durante todo o processo de locação e permanência do inquilino na residência, o acordo não pode prescindir de uma boa dose de bom senso de ambas as partes. Quando um imóvel é alugado, o proprietário precisa entender que haverá desgastes naturais em função do uso. O locatário, por sua vez, tem que aceitar que o imóvel não lhe pertence, faz parte do patrimônio de outra pessoa e é necessário zelar pelo bem.

Xi, quebrou!

– Quando o imóvel exige reparos estruturais, quem deve arcar com o conserto é o proprietário. Encaixam-se nessa categoria problemas na parte elétrica ou hidráulica (que não tenham sido provocados por uso indevido), bem como na estrutura (paredes, pilares e vigas, telhado e caixa d’água).

– Como proceder? De acordo com a Lei do Inquilinato (nº. 8.245/91), o locatário é obrigado a informar imediatamente o locador sobre o surgimento de qualquer dano ou defeito para evitar que o problema se agrave. Essa notificação pode ser feita diretamente ao dono do imóvel ou via administradora/imobiliária.

– Quem contrata? Normalmente, a contratação do conserto é feita pelo proprietário. Mas nada impede que, uma vez acordado entre as partes, o inquilino providencie o serviço e repasse os gastos para o ‘senhorio’, para que o montante seja abatido do aluguel. Também há casos em que o proprietário concede a quem aluga o direito de contratar o conserto mediante a apresentação de três orçamentos, optando pelo de menor valor (que não comprometa a qualidade da obra). Qualquer que seja a situação, é fundamental que o combinado seja formalizado. O dono da casa ou apê não é obrigado a descontar do aluguel os custos com reparos feitos pelo morador que não foram pré-aprovados.

– Em caso de conflito, o proprietário é obrigado a arcar com o custeio de serviços estruturais que, se não forem feitos, comprometerão as condições de habitação. Caso haja resistência ao pagamento, a imobiliária deve intermediar a negociação para que a pendência se resolva sem chegar à justiça.

Lar doce lar

– Muitas vezes o locatário quer fazer uma melhoria no imóvel alugado para ampliar seu conforto e bem-estar. Neste sentido são comuns a substituição do piso, a mudança na pintura nas paredes, a colocação de armários e a instalação de ar-condicionado.

– Como proceder? Assim como nos consertos, o proprietário deve ser informado sobre a mudança, podendo concordar ou não com a obra. A intervenção até pode ser realizada à revelia do proprietário, mas o locatário deverá bancar os custos da alteração e assegurar que irá desfazer as benfeitorias realizadas ao fim do contrato, deixando o imóvel nas mesmas condições em que o recebeu.

– Dica esperta para quem aluga: se você amou aquela casinha ou achou o apartamento ideal, mas faz questão de alguma obra de modificação, negocie com o proprietário antes de assinar o contrato. O locador pode entender que realizar a benfeitoria irá agregar valor ao imóvel e facilitar futuras locações. Com isso, o custo da reforma pode ser negociado.

Fontes: Breno Donato, diretor da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG); Departamento jurídico da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI); Marcelo Ribeiro, diretor da Villalobos Imóveis.

Fonte: UOL Casa & Decoração

O que você precisa saber sobre isolamento acústico

Muitas vezes, o barulho dos vizinhos, de obras no prédio ou vizinhança, ou mesmo dentro da nossa casa, nos atrapalha e irrita. Algumas dessas situações podem ser evitadas, através do isolamento acústico, diminuindo o estresse e melhorando seu bem-estar quando estiver no conforto do seu lar. Confira as dicas abaixo!

  • Para evitar o eco de algum espaço, simples mudanças na decoração, como o uso de tapetes, cortinas (com tecido grosso, como linho ou veludo) e painéis de madeira podem resolver o problema. Opte, também, por materiais felpudos e macios para absorver o som, já que, quanto mais lisa e dura for a superfície, maiores são as chances de haver eco. 
  • Para diminuir a incidência do barulho que vem de fora do seu lar, verifique se as portas e janelas estão bem vedadas. Onde entra ar, entra som. Troque as portas e janelas por caixilhos acústicos, que não deixam o ruído externo entrar na sua casa. Uma desvantagem é que esses produtos possuem um custo muito mais elevado que portas e janelas comuns. Se seu apartamento possui portas em madeira compensada oca, para minimizar os ruídos e aumentar a segurança da sua casa, troque, ao menos a porta da frente, por uma de madeira maciça.
  • Já se o problema for o som que passa pelas paredes, a solução pode ser preenchê-las (caso sejam ocas – como Drywall) com revestimento acústico interno, o que pode gerar certo trabalho, principalmente se a casa já estiver construída e decorada. Para não mexer nas estruturas, a dica dada sobre os tapetes e painéis de madeira também vale para as paredes: pendure-os na parede, que o isolamento já melhora!
  • Caso o problema do ruído venha do piso (se você ouve barulho de sapato dos vizinhos ou patinhas de cachorro, por exemplo), pode ser porque você (e/ou seu vizinho) tem pisos frios (como porcelanatos), que tendem a provocar muito eco. As melhores opções de piso para isolar o som são os mais densos, como tacos de madeira, carpetes, mármores ou pisos vinílicos. Caso vá construir ou reformar o piso, preste atenção nos cuidados com o contra piso e as mantas acústicas, que fazem toda a diferença.
  • O paisagismo do seu lar também pode ser um aliado no combate ao excesso de barulho. Vegetação densa e de diferentes alturas pode funcionar como uma barreira acústica nas casas. Já em apartamentos, os jardins verticais são uma boa opção. Porém, não é qualquer plantinha ou arbusto que funcionará como uma barreira para os ruídos. Lembrando que essa solução requer manutenção cuidadosa.

Bom, agora que você já possui muitas dicas para fazer o isolamento acústico do seu cantinho, basta escolher a que mais se encaixa para as suas necessidades e implementar as mudanças. Algumas mais simples, outras mais trabalhosas, mas opções não faltam para sanar esse problema. Boa sorte!

Região portuária ressurge como área de interesse para moradia

A região portuária é um dos destaques dentre os locais de interesse para construção de unidades habitacionais na cidade do Rio de Janeiro.

Entre os principais benefícios, estão a facilidade de transporte e de integração com outros bairros, proximidade da principal região empregatícia e cultural e o aumento da qualidade de vida dos moradores.

“A região do Porto, do ponto de vista de novas residências, pode gerar um boom imobiliário fantástico para a cidade do Rio de Janeiro. É uma área com muito espaço, facilidade de mobilidade, proximidade com o maior centro de trabalho do estado e integração com outros bairros, por meio de túneis e outras formas de transportes públicos, como metrô, trem, VLT e BRT”, observa o vice-presidente administrativo do Secovi Rio, Ronaldo Coelho Netto.

Em reportagem recente do DCI,a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto Maravilha (Cdurp) falou sobre o potencial econômico da região, que recebeu R$ 9,9 bilhões em investimentos e tem 85% das obras de urbanização e infraestrutura concluídas.

Os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) negociados com empreendedores imobiliários garantiram os recursos investidos pela prefeitura, que projeta o aumento de 32 mil para 100 mil no número de habitantes na região de 5 milhões de metros quadrados.

“As melhorias de mobilidade na cidade do Rio trazem uma nova possibilidade de moradia, inclusive para residirem em outros municípios da Região Metropolitana do Rio”, acredita Ronaldo Coelho Netto. Levantamento feito pela Prefeitura do Rio a partir de 2013 prevê 51 projetos residenciais, 38 comerciais, 8 culturais e 7 hoteleiros, entre outros, no Porto.

No período olímpico, a região viu o aumento de ações para forma ção de profissionais e contratação de moradores. Cerca de 15% dos funcionários da Cdurp, do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio (MAR) vivem nos arredores. Hotéis e bares e o sistema do VLT também empregam mão de obra que vive na região do Porto Maravilha.

(DCI)

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