Sustentabilidade gerando economia e vantagens para o condomínio

Falar sobre e ter atitudes em prol da sustentabilidade é uma tendência mundial, não é verdade?! Mas você sabia que, dentro de condomínios (tanto residenciais, como comerciais), algumas medidas, além de serem ecologicamente corretas, ainda podem trazer economia e vantagens para os moradores?!

Pois é… Existem muitas possibilidades para implantar a sustentabilidade num condomínio, das mais simples às mais complexas, trabalhosas. Sobre esse assunto, falaremos melhor no post de hoje, com diversas informações sobre o tema. Ficou interessado?! Continue lendo e descubra tudo!

Antes de tudo, é necessário fazer um diagnóstico no prédio, para identificar o nível de sustentabilidade que o condomínio já possui e poder pensar em que atitudes podem ser tomadas, reduzindo gastos e melhorando todo o ambiente. A partir desse diagnóstico, podem ser realizadas algumas mudanças.

Dentre as primeiras e mais simples, estão, por exemplo:

  • Coleta seletiva de lixo;
  • Controle do tabaco;
  • Utilização de materiais de limpeza ecologicamente corretos;
  • Implantação de capachos especiais nas entradas para a contenção de poeira;
  • Distribuição de materiais informativos que falem da importância dessas atitudes, bem como com propostas de mudanças que podem ser adotadas por todos.

Depois, outras medidas podem ser tomadas, como:

  • Reuso de água da chuva;
  • Trocar torneiras e válvulas de descargas por mais eficientes;
  • Implantação de paisagismo com baixas necessidades hídricas e irrigação controlada;
  • Proibição do fumo nas áreas comuns;
  • Utilização de materiais (tintas, colas e vernizes) com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis;
  • Otimização do uso de energia em sistemas de segurança;
  • Implantação de energias renováveis (eólica, solar, térmica etc.).

As vantagens da adoção dessas práticas são muitas e as principais são a colaboração para um planeta mais equilibrado, além, é claro, da redução de custos – relacionada ao melhor aproveitamento e uso consciente de energia elétrica e água. A saúde das pessoas que frequentam o ambiente também tende a melhorar.

Segundo estudos do US Green Building Council, entidade americana responsável pela certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) para construções sustentáveis, construções verdes apresentam:

  • Até 16% de ganho em produtividade dos funcionários;
  • Redução de até 30% no consumo de energia elétrica;
  • 50% de redução no uso de água;
  • Redução de 35% na emissão de gás carbônico;
  • Em condomínios, redução de até 40% nos custos de manutenção e operação – com vida útil prolongada.

Convenhamos que não faltam razões para você adotar atitudes sustentáveis no seu condomínio, só tendo a ganhar com elas. Por isso, caso seja síndico, chame os moradores para uma conversa sobre o tema e, caso seja condômino, fale com o síndico e sugira que ele tome essa atitude. 😉

Como evitar acidentes domésticos

Acidentes domésticos, infelizmente, acontecem com muita frequência. Pensando nisso, resolvemos trazer, no post de hoje, informações sobre esse assunto, com dicas de certos cuidados que podem ser tomados para evitá-los. Continue lendo e fique por dentro de tudo!

Segundo dados de 2013 da APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil), mesmo o número de casos fatais tendo diminuído, os internamentos de crianças devido a traumas domésticos ainda são a maior causa de mortes até os 18 anos. Essa é uma informação altamente relevante e preocupante.

A maioria dos casos pode ser evitada com cuidados simples, apenas tomando algumas precauções. Confira, abaixo, uma lista que te ajudará a afastar o risco desses acidentes na sua casa. Veja só:

Na estrutura da casa

  • As escadas são muito perigosas para as crianças, especialmente as mais novas. A instalação de portões/grades no começo e fim delas garante maior proteção.
  • Nos apartamentos, é importante instalar grades e telas nas janelas e varandas.
  • Ao escolher as tomadas e aparelhos elétricos, opte por equipamentos de qualidade que, mesmo mais caros, evitam choques e curtos.
  • Ainda sobre as tomadas, utilize protetores específicos para elas, protegendo as crianças do risco do choque.

Com o armazenamento de produtos e objetos

  • Uma dica para os remédios é guardá-los numa caixa num lugar seco e seguro (no alto, preferencialmente), trancados, se possível. Mantenha-os em suas caixas originais, com as bulas, e lembre-se de checar as datas de validade.
  • Produtos de limpeza e cosméticos também devem ser mantidos no alto, em lugares seguros.
  • Moedas, bijuterias, tesouras e outros objetos pequenos não devem ser colocados ao alcance de crianças, como, por exemplo, em criados-mudos.
  • Os fios dos aparelhos elétricos devem, quando não estiverem em uso, ser enrolados e mantidos sobre uma bancada alta, junto ao aparelho.
  • Facas e outros objetos cortantes devem ficar em gavetas próprias para eles, em locais seguros e, preferencialmente, lacrados com prendedores apropriados.

Evitando quedas

  • No quarto da criança, mantenha o berço cada vez mais baixo, conforme a criança for crescendo.
  • Evite usar beliches. Na falta de opção, proteja as laterais com grades.
  • Tapetes são perigosos, pois podem fazer as crianças tropeçarem ou escorregarem.

Prevenindo queimaduras

  • Evite ingerir bebidas quentes e cozinhar se estiver com a criança no colo ou muito perto de você.
  • Brincadeiras na cozinha devem ser evitadas. Explique para as crianças, com muita paciência, que esse local não deve ser de brincadeira, pois é perigoso.

Evitando asfixia

  • Não deixe bichos de pelúcia ou brinquedos no berço da criança. Apesar de fofos e lindos, são perigosos, principalmente durante a noite.
  • Compre brinquedos de acordo com as faixas etárias indicadas nas embalagens, evitando acidentes.

Bom, agora que você está munido de todas essas dicas (bem tranquilas, diga-se de passagem), já pode se proteger bem melhor, além de proteger sua família, dos acidentes domésticos, não é verdade?! Esperamos que tenha gostado e aproveite essas informações!

Mulheres trabalham como porteiras e contornam preconceitos com firmeza

Antes de ser admitida no Condomínio Viva Realengo, Ana Cristina Teixeira de Oliveira, de 44 anos, nunca tinha imaginado que ‘porteiro’ poderia terminar com ‘a’. Assustada pelo desemprego, ela colocou um ano de experiência (inexistente) no currículo quando surgiu a vaga na portaria.

E assim se viu entre homens e sob uma enxurrada de deboches e preconceito. Inicialmente, ninguém imaginava que ela, negra e mulher, em poucos meses se tornaria a chefe de portaria. “As pessoas falavam para mim que nunca viram porteira mulher. Aturei muito preconceito calada. Me sentia pequenina no meio de todos os porteiros. Imaginei tudo, menos que eu fosse ser a chefe”, contou.

Hoje, ela se define como a prefeita de uma pequena cidade, de 11 blocos com 440 apartamentos. Das 7h às 19h, ela anda com imponência por todo seu território, que conhece como a palma de sua mão. E fala com desenvoltura da profissão, na qual se aperfeiçoou após fazer um curso profissionalizante.

“Paguei do meu bolso, porque queria crescer. O dinheiro do curso era o presente de Natal da minha filha. Levei a cartilha para casa e aprendi tudo. Hoje em dia eu dou aula para os funcionários mais velhos”, disse.

Ana ainda faz parte de uma minoria. Não existem estatísticas sobre o número de porteiros na cidade, mas o presidente do Sindicato dos Empregados em Edifícios e Condomínios do Rio, Carlos Antônio Cunha de Oliveira, disse que consegue contar nos dedos as mulheres que exercem a profissão. E na base do sindicato, são 60 mil profissionais. Por que essa discrepância? “São 45 anos que eu sou porteiro, mas também não entendo. Não sei nem te explicar. Não tem nada de diferente nas porteiras mulheres”, disse.

A psicanalista Elsa Devay, que dá aulas no curso Qualificando Porteiros, da UniSecovi Rio, tem uma teoria: “As pessoas acreditam que uma mulher não poderia interceptar uma pessoa que quisesse entrar ou se impor numa discussão. Mas no curso trabalhamos isso e elas se sentem empoderadas a fazê-lo”. Segundo ela, a participação feminina nas aulas é tímida, mas vem crescendo bastante. São em média três em cada turma.

Com batom e menos força física, elas prestam mais atenção

Que me desculpem as outras porteiras, mas para Nilza Steger Halasz, 58 anos, a beleza é fundamental. “Gosto de passar batom todo dia. A aparência é muito importante, ainda mais para nós, que recebemos as pessoas”, disse, na portaria do prédio onde trabalha, em Botafogo.

Segundo a psicanalista Elsa Devay, arrumar-se contribui para uma postura mais imponente, essencial na função de prevenção de segurança: “O chefe tem que fazer três ações: planejar, estruturar e monitorar as atividades. As mulheres têm isso mais à mão. Elas fazem valer o que está escrito nas normas”.

Célia Faria, 60, opina que, embora tenham menos força física, as mulheres costumam prestar mais atenção que os homens. Ela é colega de Nilza na portaria e sua cunhada fora dali. E diz que se sente privilegiada de estar em um lugar onde poucas estão: “Eu me sinto envaidecida, no céu. Mas por ser mulher, não tem tanta oportunidade. As mulheres muitas vezes têm mais capacidade, só falta testarem. Depois de me testarem, colocaram a Nilza”.

Da portaria de um prédio em Copacabana, Eloiza Elena, 50 anos, também afirma que a aceitação das mulheres só depende de uma abertura. “No começo, principalmente os idosos tiveram problema de aceitar. Mas com meu trabalho, virei estrela. Agora, todas as porteiras são mulheres, a zeladora é mulher e a síndica também é mulher. É um prédio de mulheres e eu que comecei essa revolução”, orgulha-se ela.

(O Dia)

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