Aneel define que conta de luz não terá cobrança extra em fevereiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou no dia 31 que a bandeira tarifária no mês de fevereiro será verde, ou seja, não haverá custo extra na conta de luz para os consumidores. Segundo a agência, o mês deverá ser chuvoso nas áreas onde estão localizados os principais reservatórios das hidrelétricas e o custo de geração de energia será menor. Dessa forma, não haverá necessidade de acionamento das usinas termoelétricas, que custam mais para gerar energia.

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) e o preço da energia (PLD).

As bandeiras tarifárias funcionam da seguinte maneira. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem um custo maior e a verde, o menor.

Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.

Em tempos de orçamento enxuto, conta de água vira vilã no condomínio

A estação mais quente está entre nós. É no verão que o uso de água alcança picos de consumo. E o resultado disso pode ser visto no final do mês, quando chega a conta. No entanto, quem vive em condomínio parece não se assustar muito com esse gasto. Isso porque a conta, na grande maioria das vezes, já está incorporada na cota condominial, ou seja, não pesa no bolso do morador e grande parcela acaba ignorando o consumo consciente.

“A água é um dos componentes que mais pesa no orçamento de um condomínio. Só perde, na maioria dos casos, para a folha de pagamento. Mas, apesar desse diagnóstico, ainda há espaço para aplicação de medidas que contribuam para a racionalização de seu uso”, diz Marcelo Borges, diretor de Condomínio e Locação da Abadi (Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis).

Conscientizar os moradores, tanto visando o meio ambiente quanto a redução de custos, é a principal medida que deve ser tomada no condomínio, já que as atividades domésticas, como banhos demorados ou torneiras abertas quando não há necessidade, geram desperdício.

“É muito importante que o síndico faça campanhas constantes sobre o uso consciente da água, distribuindo cartazes pelos murais e elevadores, enviando informes sobre o tema para cada apartamento – e para os e-mails dos moradores – e aborde o assunto durante as reuniões e assembleias para que esteja sempre em evidência.”

Outra recomendação de Borges é sempre destacar no boleto condominial o rateio de água. “Dessa forma, todos irão saber os efeitos de um consumo perdulário. Indicamos ainda o estudo de viabilidade para instalação de medidores individuais.”

Área comuns – Não é só dentro dos apartamentos que mora o problema do desperdício. Afinal, salão de festas, academia, hall de entrada e calçadas precisam ser limpos e os jardins precisam ser molhados. “As plantas podem ser aguadas com regador e baldes podem ser usados para limpeza dos pisos. O ideal é que nessas áreas seja utilizada água de reuso, proveniente do reaproveitamento da chuva.”

Segundo o porta-voz da Abadi, sistemas de reuso de água de chuva podem trazer até 40% de economia no consumo. “O condomínio pode instalar um sistema de reuso totalmente independente do de abastecimento de água potável e de esgoto. Tais modelos podem ser bem simples, como bacia coletora para o telhado, calhas e coletores, por exemplo.”

Por fim, outras medidas que cabe ao gestor efetuar dentro do condomínio é realizar vistorias periódicas nas tubulações e fazer um monitoramento diário do consumo de água.

Fonte: Revista Área Comum

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