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Avenida Brasil tem dois trechos liberados ao tráfego nesta segunda

Dois trechos da pista central da Avenida Brasil que estavam interditados para as obras de construção do corredor de BRT Transbrasil serão liberadas ao tráfego nesta segunda-feira, dia 11, a partir das 4h: entre o Caju e a Ilha do Governador e do Trevo das Margaridas ao Trevo das Missões.

Segundo a Prefeitura do Rio, com a alteração, as faixas seletivas voltam a operar apenas para a circulação de ônibus – até então, os táxis tinham autorização para usar as faixas exclusivas. A partir do dia 25, as seletivas serão parte do sistema de faixas olímpicas.

A reformulação do traçado e a redistribuição das faixas permitiram à Secretaria Municipal de Transportes aumentar a capacidade do corredor exclusivo de ônibus na Avenida Brasil, adicionando mais uma faixa no trecho entre Irajá (Avenida Meriti) e Caju (Rua Ricardo Machado).

Ao longo da via serão instaladas placas e faixas informando sobre a utilização do corredor exclusivo somente por ônibus autorizados, além de fiscalização eletrônica para garantir que apenas os coletivos circulem nas pistas seletivas. Os veículos não autorizados flagrados em circulação nas faixas restritas estarão sujeitos à aplicação de multa grave (perda de cinco pontos na CNH).

(G1)

Mapa e aplicativo vão facilitar deslocamentos durante a Olimpíada

A um mês da Olimpíada, o Rio entra também na contagem regressiva para a entrada em operação de novos sistemas de transporte. Estão em fase final de construção o lote zero do BRT Transoeste (Jardim Oceânico-Parque Olímpico), o BRT Transolímpico (no trecho Magalhães Bastos-Recreio) e a Linha 4 do Metrô (Barra-Zona Sul, exceto estação da Gávea).

Tanto os BRTs quanto a nova linha de metrô receberão usuários a partir do dia 1º de agosto, mas, inicialmente, com acesso restrito à família olímpica e ao público do evento. No caso dos BRTs, a abertura para toda a população está marcada para o dia 25 de agosto. Em relação à Linha 4, a previsão é setembro.

Para o público dos Jogos, está à venda o Riocard Olímpico, válido para um dia (R$ 25), três dias (R$ 70) ou sete dias (R$ 160), que permitirá viagens no VLT, no metrô, em ônibus e trens. Os passes são acompanhados de um mapa que mostra todo os sistemas de transporte público da cidade interligados.

Com o início da operação da ligação metroviária Zona Sul-Barra, o tempo de viagem até o Parque Olímpico da Barra da Tijuca (conectado ao lote zero do BRT Transoeste) vai levar no máximo 1h40m — tempo previsto para o passageiro que embarcar na Pavuna, última estação da Linha 2.

A partir da Central do Brasil, o tempo estimado é de 54 minutos, enquanto para quem for sair da estação do metrô Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, é de 33 minutos. Nos cálculos, não está incluído o tempo de espera em conexões.

Caso o usuário opte por ir de trem para o Estádio Olímpico, o tempo estimado de viagem nos trens da Supervia é de cerca de 20 minutos — entre a Central do Brasil e o Engenho de Dentro. Se o destino for o Parque Olímpico de Deodoro, também a partir da Central, o tempo é de 40 minutos.

APLICATIVO FACILITARÁ DESLOCAMENTOS

O tempo gasto nos deslocamentos já pode ser consultado por meio de um aplicativo que promete facilitar a vida do público durante o evento. Pelo moovit, disponível no site Cidade Olímpica, é possível escolher o melhor roteiro: a ferramenta faz simulações usando diferentes tipos de transporte. Assim que a Linha 4 e os dois novos BRTs começarem a operar, o moovit passará a aplicar os modais no cálculo das viagens.

O aplicativo não beneficia apenas quem tem ingresso: todos os usuários podem baixá-lo. Sobre os passes especiais, eles só podem ser comprados pelo site do Riocard (cartaojogos.riocard.com/#/home), com cobrança de taxa de entrega, que varia conforme o endereço do passageiro.

A partir do dia 15, haverá pontos de venda físicos desses cartões, como nas estações de BRT. Encomendas pela internet são aceitas apenas para endereços no Brasil. No caso de estrangeiros, eles devem indicar um local de entrega na cidade.

Até agora, já foram comercializados 4,3 mil cartões, sendo que 10% foram pedidos vindos da Rússia, Japão, Israel, Estados Unidos e países da Europa e América do Sul.

Na Linha 4 do metrô, as obras no trecho olímpico (estações Jardim Oceânico, São Conrado, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) terminam no próximo dia 15. Até o dia 31 deste mês, o sistema entra em fase de testes, etapa que o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, define como “marcha branca”. O serviço começa a ser utilizado pelos portadores do Riocard Olímpico em 1º de agosto.

— Na fase de marcha branca, os trens vão rodar vazios, mas como se estivessem com passageiros — explicou o secretário.

Entre 1º e 4 de agosto, a Linha 4 vai funcionar das 6 às 23h. Do dia 5 ao dia 21 de agosto, as estações vão estar abertas das 6h à 1h nos dias úteis e das 7h à 1h nos finais de semana. Haverá horários especiais para delegações e público da Paralimpíada (de 7 a 18 de setembro).

— No dia 19 de setembro, começa a operação para o público em geral. Ela vai acontecer de forma gradual. Inicialmente, será das 11h às 15h. Até o fim do ano, a Linha 4 funcionará nos mesmos horários que as linhas 1 e 2 — disse Vieira.

A conclusão das obras da Linha 4, do VLT e dos BRTs Transolímpico e Transoeste começa a consolidar um sistema integrado de transportes de massa na cidade. Em 2009, quando o Rio ganhou o direito de organizar a Olimpíada, apenas 16% da população eram transportados por algum sistema de alta capacidade.

Com a entrada em operação dos novos modais, esse percentual deve chegar a pouco mais de 50%. Com o BRT Transbrasil (Deodoro-Caju), previsto para 2017, o índice deve chegar a 63%.

(O Globo)

Taxa de incêndio passa a ser cobrada em mais sete cidades do Estado do Rio

Contribuintes de sete municípios do Estado do Rio foram incluídos, pela primeira vez, na cobrança da taxa de incêndio deste ano.

Os moradores das cidades de Belford Roxo e Seropédica, na Baixada Fluminense, além de Cantagalo, Valença, Santo Antônio de Pádua, Areal e Itatiaia, no interior, foram surpreendidos com a chegada do boleto bancário, com datas de vencimento de 11 a 15 de julho, dependendo do número de inscrição predial.

Os valores do tributo variam entre R$ 25,49 (para imóveis com até 50 metros quadrados de área construída) e R$ 1.529,12 (bens não residenciais com mais de mil metros quadrados).

A Secretaria estadual de Defesa Civil informou que a taxa de incêndio é vinculada aos cadastros municipais, e que os moradores destas cidades não pagavam nada há 19 anos, desde que a cobrança passou a ser feita pelo Corpo de Bombeiros, em 1997. De acordo com a pasta, as prefeituras, até hoje, não haviam enviado suas listas de contribuintes.

A crise do governo, agora, levou o estado a cobrar os dados para elevar a arrecadação do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom), que foi criado por decreto em 1982. Por 15 anos, a cobrança foi feita diretamente pela Secretaria estadual de Fazenda, que usava o dinheiro para diversos fins. Somente em 1997, os bombeiros passaram a administrá-la.

A secretaria estadual de Defesa Civil afirmou que não poderia revelar quantos contribuintes foram incluídos na cobrança deste ano e a expectativa de elevação da arrecadação.

A taxa de incêndio é paga nas localidades abrangidas pelo sistema de prevenção e extinção de incêndios, tanto naquelas que têm o serviço instituído pelo governo, quanto nas cidades vizinhas, desde que suas sedes sejam distantes até 35 quilômetros das sedes dos municípios em que o serviço esteja instalado.

Os recursos são aplicados na compra de equipamentos de trabalho para os bombeiros e na capacitação profissional.

(Extra)

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