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VLT Carioca inicia operação entre Praça XV e Saara

Usuários do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) têm mais uma opção de rota no Centro a partir de hoje, 6 de fevereiro. O trecho entre Praça XV e Saara entrou em operação com viagem inaugural conduzida pelo prefeito Marcelo Crivella.

Como ocorreu no início da operação do VLT entre rodoviária e aeroporto, haverá gratuidade nos primeiros dias. Até o dia 12 de fevereiro, o veículo circulará das 8h às 14h no trecho. A partir de 13 de fevereiro, das 6h à meia noite, já com cobrança de tarifa.

A abertura da nova linha permite que o usuário utilize o modal como integrador com as barcas, e as conexões já existentes com ônibus, metrô, aeroporto e terminal de cruzeiros. Além de Saara e Praça XV, o passageiro também tem acesso às paradas Tiradentes, na praça de mesmo nome, e Colombo, na altura da Avenida Rio Branco, que permite a conexão com a parada Sete de Setembro da linha Rodoviária-Santos Dumont, em operação desde julho de 2016. A operação entre Praça XV e Saara começa com dois trens e intervalos de 15 minutos.

Com duas linhas diferentes em operação, o usuário do VLT pode fazer a troca entre elas sem nova cobrança em até 1 hora. Só há outra cobrança dentro desse prazo em caso de mudança de sentido na mesma linha, como já ocorre atualmente.

A segurança segue como prioridade. Placas e faixas alertam a população que circula na área desde os testes iniciados no fim de 2016. Haverá distribuição de folhetos e ações bem-humoradas para chamar a atenção do público sobre a passagem no VLT.

Inicialmente, os trens circularão em velocidade reduzida com o acompanhamento de batedores. Por se tratar de trecho com ruas mais estreitas, é ainda mais importante que a população não circule nos trilhos, fique atenta ao sair de lojas e prédios e evite o uso de celulares e fones de ouvido próximo à via do VLT.

O novo trajeto cruza áreas tradicionais da cidade e reúne polo cultural, comercial e gastronômico ao longo do Centro histórico. Muitos dos mais de 500 achados arqueológicos das obras do VLT foram descobertos nesta área. O calçamento pé-de-moleque, datado do século XVIII, teve trecho de 15 metros quadrados e 343 pedras preservado entre os trilhos do bonde na altura do número 13 da Rua da Constituição.

No momento, o VLT Carioca circula diariamente entre Rodoviária e Santos Dumont em 17 paradas, com intervalos de oito a 20 minutos, e 17 trens se revezando na operação. Em oito meses, são mais de 5,5 milhões de passageiros transportados, com média superior a 30 mil por dia.

A implantação do sistema do VLT Carioca tem custo de R$ 1,157 bilhão, sendo R$ 532 milhões com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, e R$ 625 milhões viabilizados por meio de uma parceria público-privada (PPP) da Prefeitura do Rio.

Acompanharam a primeira viagem o secretário nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, José Roberto Generoso, o subsecretário de Projetos Estratégicos, André Marques, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, Antonio Carlos Mendes Barbosa, o vice-prefeito e secretário municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell, o superintendente do Centro, Marcelo Rotenberg, e o presidente da Concessionária do VLT Carioca, Rodrigo Tostes.

(Cdurp_)

Pagamento de boletos atrasados em qualquer banco é adiado e começa em julho

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) adiou de março para julho o início do serviço que permitirá que os boletos vencidos possam ser pagos em qualquer banco.

O novo calendário da plataforma prevê que, a partir de 10 de julho, boletos de mais de R$ 50 mil sejam quitados em qualquer instituição financeira após a data de vencimento. Ao longo dos meses seguintes, o valor dos boletos vai diminuindo até o término da implantação.

Em 11 de setembro, começam os pagamentos de boletos entre R$ 2 mil e R$ 49.999,99. Os boletos com qualquer valor poderão ser pagos em qualquer banco a partir de 11 de dezembro.

Segundo a federação, o cronograma em etapas foi necessário porque são emitidos cerca de 3,5 bilhões de boletos por ano.

A entidade também destacou que, além de o consumidor poder pagar o seu boleto vencido em qualquer banco ou correspondente não bancário, a Nova Plataforma permitirá maior transparência em todo o processo e que o comprovante de pagamento será mais completo, apresentando todos os detalhes do boleto — como juros, multa, desconto — e as informações do beneficiário e pagador.

Faixa de valor do boleto e Início da validação

Até R$ 199,99: 11/12/2017

Entre R$ 200 e R$ 499,99: 13/11/2017

Entre R$ 500 e R$ 1.999,99: 09/10/2017

Entre R$ 2 mil e R$ 49.999,99: 11/09/2017

Acima de R$ 50 mil: 10/07/2017

(O Globo)

Boletos poderão ser pagos em qualquer banco mesmo após vencimento

Um novo sistema de liquidação e compensação de boletos bancários irá permitir que as cobranças vencidas sejam pagas em qualquer banco.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que desenvolveu o mecanismo, diz que ele trará mais controle e segurança ao meio de pagamento, que agora terá no comprovante detalhes como os juros, as multas, os descontos e as informações do beneficiário e do pagador.

A mudança vai ser implantada de maneira gradual. A partir de março, cobranças iguais ou superiores a R$ 50 mil poderão ser pagas em qualquer banco e até o fim do ano o sistema valerá para boletos de qualquer valor.

A principal diferença do novo sistema será que todas as informações do boleto deverão estar em uma plataforma online. Dessa forma, os bancos poderão controlar melhor os boletos que foram postados e qualquer instituição poderá checar digitalmente os dados para realizar os pagamentos.

Assim que o consumidor, seja ele pessoa física ou jurídica, fizer o pagamento de um boleto vencido, será feita uma consulta para verificar se os dados do documento coincidem com os que constam na nova plataforma. Após a confirmação, a operação será validada.

Caso haja alguma divergência de informações, o pagamento não será autorizado e o consumidor deverá realizá-lo no banco que emitiu a cobrança, que terá condições de fazer as checagens necessárias.

No modelo atual, isso não acontece porque nem todos os boletos são registrados em uma base centralizada. Por isso, os emissores deverão registrá-los no seu banco de relacionamento, com as informações necessárias.

A plataforma ainda também fará o cruzamento de informações para evitar inconsistências de pagamento e identificação do CPF do pagador do boleto para fins de controle de lavagem de dinheiro.

(Estadão)

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