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Donos têm que valorizar apartamentos para negociação

Até 2014, alugar um imóvel era fácil para os proprietários e uma via-crúcis para os inquilinos. No entanto, agora, o jogo virou. Os donos de apartamento estão sofrendo uma longa espera, que pode durar meses, para conseguir negociar um contrato. Nos últimos 12 meses, houve queda real de 13,02% nos preços dos aluguéis.

Ruim para uns, motivo de comemoração para outros. A designer Rossana Henriques, de 47 anos, por exemplo, realizou o sonho de morar numa cobertura por um preço que ela pode pagar.

– Este apartamento está R$ 400 mais caro que o meu aluguel antigo. Mas, na comparação do custo/benefício, acaba valendo a pena.

A estrutura do apartamento e as obras recentes que a proprietária realizou, como a troca do piso antigo por porcelanato, foram os fatores que mais chamaram a atenção de Rossana.

A conservação do imóvel é fator importante para que o apartamento seja um bom candidato. Com tantas opções no mercado, saem na frente as unidades em melhor estado. Os reformados ou com manutenção em dia são sempre os preferidos. O proprietário que investe na conservação aumenta a possibilidade de ter seu imóvel alugado mais rapidamente.

Como alugar:

Pintura recente – O apartamento pintado com cores mais claras, num estilo mais clean, leva vantagem.

Conservação do piso – Assoalho de taco com sinteco ou troca de piso recente valoriza o imóvel.

Armários embutidos – Imóveis com armários na cozinha, banheiro e quartos.

Horário do sol – Pegar o sol da manhã é sempre melhor.

Parte hidráulica – Teste chuveiros e torneiras para ver se está tudo funcionando corretamente antes da vista.

Vista do imóvel – Olhe por todas as janelas se o imóvel é devassado ou não

Parte elétrica – Teste a tomada de aparelhos de ar-condicionado e os ventiladores de teto.

Vaga na garagem – Pergunte quantas vagas na garagem o imóvel tem, e veja se estão bem localizadas.

(O Globo)

Brasil unifica digitalmente cartórios de imóveis

A compra e venda de imóveis ficará mais fácil a partir de junho deste ano. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está unificando os cartórios de registro de imóveis do país em um só sistema de consulta digital unificado e integrado.

O sistema de registro eletrônico de imóveis reunirá serviços e dados de todos os cartórios de imóveis do país em um único local, na Central de Registro Eletrônico. Com a migração, os usuários serão atualizados em tempo real sobre a situação do imóvel. Será possível acompanhar o processo através do site registradores.org.

A medida fará com que a média de tempo para a compra e venda de um imóvel caia de 30 dias para cinco dias. O processo tornará mais rápida e eficaz a consulta de informações sobre o proprietário e a situação do imóvel, além de agilizar a liberação de recursos em compras que exigem financiamento, pois acelera o envio de documentos a bancos.

O CNJ afirma que a medida será um grande avanço para o mercado imobiliário. “Teremos foco em dois tipos de usuários. Um é o poder judiciário e a administração pública, que poderá consultar eletronicamente pendências em imóveis em qualquer lugar do Brasil, o que antes era feito através de ofícios e demorava muito. O segundo, que são os compradores ou construtoras, vão poder fazer consultas, acessos, verificar e imprimir certidões e até enviar documentos. Isso ajuda na questão tempo e até na mobilidade. É menos carro na rua, além da redução do custo com despachantes”, disse Sérgio Paulo Ribeiro, juiz corregedor auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça em Pernambuco, em entrevista ao jornal Diário de Pernambuco.

Entre os serviços disponibilizados pelo sistema de registro eletrônico de imóveis estão a criação e a visualização de matrículas (feita em tempo real), pedidos de certidões digitais, monitoramento de matrículas para receber notificações ou atualizações e pesquisa de bens em arquivos de cartórios a partir de número de CPF ou CNPJ.

(Opinião e Notícia)

 

Apartamentos supercompactos conquistam o mercado

A tendência revelada nos últimos anos por apartamentos supercompactos é, na opinião de especialistas e empresários do setor, irreversível. Para participantes do Summit Imobiliário Brasil 2016, o envelhecimento da população e o estilo de vida propagados entre os mais novos é compatível nas grandes cidades do País e do mundo com soluções residenciais com 15 m², no máximo 30 m² de área útil.

“Não tem por que a gente continuar olhando para imóveis com grande espaço físico em cidades onde se prioriza a vida a céu aberto e onde cada vez mais se buscam soluções mais econômicas e eficientes”, afirma o empresário Antônio Setin, da incorporadora Setin.

De 2011 a 2015 a empresa lançou sete empreendimentos na região do centro de São Paulo, com apartamentos de 18 m² a 22 m². “Descobri esse mercado no dia em que entrei num hotel de baixo custo no exterior, com uma suíte de 13 m². Foi uma revolução para mim, que estava acostumado com quartos de 30 m², 40m²”, conta Setin, que trouxe ao Brasil a rede de hotéis Formule 1, hoje Ibis Budget.

Principal divulgador do Tiny House Moviment (Movimento de Casas Minúsculas, em tradução livre), o americano Andrew Morrison diz que a procura por espaços menores é motivada pelos anseios das novas gerações. “São pessoas que não estão dispostas a percorrer longas distâncias de casa para o trabalho, nem comprometer o orçamento com financiamento imobiliário”, conta ele, que mora em uma casa de 19 m² com a mulher e dois filhos adolescentes no Oregon, nos Estados Unidos. “Desde a crise de 2008, o movimento de casas minúsculas cresce bastante nos Estados Unidos”, afirma Morrison.

Morrison vê potencial no Brasil para minicasas. “Meu entendimento é que o Brasil tem uma pequena parte de casas acessíveis, e isso acontece porque, a exemplo dos Estados Unidos, há uma grande distância entre os que têm muita riqueza e os que têm muito pouco.”

Para Sumara Osório, diretora da Y&R, especialista em hábitos de consumo da geração millennium (jovens entre 18 e 35 anos), o mercado imobiliário vai precisar aprender a trabalhar com esse novo cliente. “Esse público representa um grande desafio para as empresas. Mais da metade não pensa em comprar um carro e está acostumada a se relacionar com marcas disruptivas, como Waze, WhatsApp e Uber”, analisa.

Já o médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade no Brasil, destaca as características dos consumidores idosos. “Vamos viver 30 anos mais que nossos avós. No Brasil, já somos mais de 47 milhões de pessoas com 50 anos ou mais. É preciso pensar em projetos ‘amigos da idade’, tendo em vista que muitos desses homens e mulheres têm um grande potencial de compra”, afirma.

(O Estado de S. Paulo)

 

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